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Plano de combate a incêndios florestais em MT prevê ampliação de efetivo, estrutura e novas ações

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) reforçou o Plano de Operações da Temporada de Incêndios Florestais (POTIF) para 2025. A previsão é ampliar a estrutura, aumentar o efetivo operacional e implementar novas ações estratégicas para enfrentar o período de seca no Estado.

Para isso, o Governo de Mato Grosso irá investir R$ 78 milhões diretamente nas ações de combate aos incêndios realizadas pela corporação. Esse valor integra um total de R$ 125,2 milhões que o Estado destinará a ações de preservação ambiental, incluindo o combate ao desmatamento ilegal e aos incêndios florestais.

De acordo com o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, o plano tem como objetivo não apenas fortalecer a resposta imediata às ocorrências de incêndios florestais, mas também promover novas ações preventivas e de monitoramento para minimizar os impactos ambientais.

“É importante destacar que, a cada ano, o governo tem destinado mais recursos para enfrentar esse problema, o que tem gerado resultados positivos. Mato Grosso tem conseguido reduzir a incidência de incêndios florestais, embora o Estado enfrente incêndios de diferentes intensidades e as condições meteorológicas sendo um fator recorrente para a sua propagação”, explicou.

O POTIF é resultado de um estudo técnico que envolveu a identificação dos locais com maior incidência de incêndios, a definição de prioridades regionais, o estudo das unidades de conservação estaduais prioritárias e o estabelecimento de parcerias com outras secretarias e forças de segurança.

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O plano prevê ações em todas as fases do ciclo operacional de combate aos incêndios: prevenção, preparação, resposta e responsabilização. A fase de resposta, que demanda mais esforço dos bombeiros, contará com um reforço ainda maior.

Essa etapa incluirá uma ampliação de 300% no número de horas de voo das aeronaves utilizadas no combate. Serão empenhadas duas aeronaves AirTractors da corporação e outras seis da Defesa Civil, além de um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

O plano prevê ainda um aumento de 75% no número de viaturas do CBMMT em campo, com a locação de 80 novos veículos, e a mobilização de 1.088 militares, além de 150 brigadistas estaduais e 90 brigadistas municipais, que se revezarão em ciclos operacionais no combate aos incêndios florestais.

Também serão empregados 28 maquinários pesados da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), fundamentais para a construção de aceiros e abertura e manutenção de vias de acesso. O governo estima alcançar 1.767,2 km de estradas e aceiros nessas ações de prevenção nas unidades de conservação e rodovias estaduais.

Com o objetivo de melhorar a coordenação das operações em todo o Estado, serão implantadas sete salas de situação descentralizadas, além da sala de situação central. Também haverá 85 instrumentos de resposta temporária, como equipes de intervenção, fiscalização, perícia e resgate de fauna, para garantir uma resposta mais rápida e eficiente aos focos de incêndio.

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“Para elaborar esse planejamento, realizamos um levantamento dos municípios. Nos últimos 10 anos, criamos um mapa de inquérito para entender onde os incêndios se iniciam nessas localidades. Definimos prioridades regionais, considerando o interesse ecológico, a produção e outros fatores importantes. Também analisamos as unidades de conservação, que são áreas prioritárias para nós, e estabelecemos parcerias”, informou o comandante do CBMMT.

Ações de Prevenção

Na fase de prevenção, será implementado o projeto de educação ambiental Sentinelas do Amanhã, com a meta de atingir 427 mil alunos das redes públicas municipais e estadual. Também será implantado o programa Aldeia Verde com o objetivo de reduzir os incêndios nas terras indígenas.

Será realizado ainda um estudo nas unidades de conservação e em 70 municípios para identificar pontos de prioridade, além da formalização de novas parcerias com o setor privado, visando ao cadastro e à utilização de recursos em apoio mútuo.

“No ano passado, enfrentamos uma seca severa, estresse hídrico na vegetação e altas temperaturas. No entanto, conseguimos obter resultados expressivos na redução dos incêndios, especialmente no Pantanal, o que comprova que estamos no caminho certo. O que fizemos foi revisar nosso planejamento, fortalecer as ações já em andamento e criar novas estratégias”, concluiu o coronel Glêdson.

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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