MATO GROSSO
PGE debate ações inovadoras que geram economia e melhoram serviços no Estado
MATO GROSSO
Algumas ações têm resultado na contenção milionária de despesas, como destacou o procurador do estado Leonardo Vieira, durante a palestra com o tema “Inovação no serviço público e inteligência artificial no âmbito do Estado de Mato Grosso”.
Ele citou o aplicativo MT Cidadão, que centraliza os serviços para facilitar o atendimento à população, e o sistema da Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag) para a reforma de prédios públicos com a contratação simplificada.
“Já fizemos uma série de reformas, garantindo um preço menor que qualquer licitação, abaixo de todas as licitações anteriores. Essa ferramenta já gerou economia de mais de R$ 56 milhões ao estado”, afirmou.![]()
Procurador Leonardo Vieira, durante evento na PGE – Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT
Ele também mencionou a iniciativa do Governo de Mato Grosso em assumir a concessão de trecho da BR-163, neste ano, após comprar as cotas de participação da Odebrecht Transport por R$ 1, e o aumento na arrecadação com a recuperação de débitos inscritos na dívida ativa.
“A gente elevou a arrecadação da PGE de R$ 60 milhões para R$ 350 milhões e, depois, para R$ 500 milhões após começar a protestar as dívidas, e foi só isso praticamente que mudou”, explicou o procurador.
O procurador geral do Estado, Francisco Lopes, afirmou que essa é a primeira vez que a PGE realizou um evento para discutir sobre inovação no órgão.
“Nosso objetivo é compartilhar experiências que estão dando certo e também pensar nas próximas ações que podemos adotar para avançarmos cada dia mais, melhorando o fluxo de trabalho dos servidores e o atendimento prestado à população”, declarou.
Os servidores da PGE que tiveram as melhores iniciativas ao longo de 2023 serão premiados ao final do evento.![]()
Juiz de direito André Barbosa Guanaes Simões, do Laboratório de Inovação do TJMT, participou de mesa redonda – Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT
Linguagem simples
O juiz e vice coordenador do Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), André Barbosa Guanaes Simões, que participou da mesa redonda com o tema “Perspectivas de inovação no Estado de Mato Grosso”, comentou a linguagem simples no Judiciário e no meio jurídico tem sido um grande desafio na área de inovação.
Segundo ele, o objetivo é tornar as intimações, ações, sentenças, entre outros documentos com termos jurídicos, de fácil entendimento, com o uso de uma linguagem mais simples.
“A ideia é tornar um pouco mais simples para que todas as pessoas entendam. É um movimento social pelo direito de entender das pessoas e o início de um trabalho de convencimento de cada um do Judiciário”,
A Assembleia Legislativa aprovou e o Governo do Estado sancionou um projeto de lei, no mês passado, que institui a Política Estadual da Linguagem Simples, e, poucos dias depois, um projeto que institui a linguagem simples em âmbito nacional, que tramitava no Congresso desde 2019, também foi aprovado, no mesmo período.
Ainda participaram do evento os procuradores Waldemar Pinheiro e Diego Miyoshi, e a superintendente de Tecnologia da Informação da PGE, Amália Silva, e o Executive Partner do Gartner Grou, Alexandre Nunes.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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