MATO GROSSO
Operações no sistema prisional apreendem 156 celulares em dois dias
MATO GROSSO
As operações realizadas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), no âmbito do programa “Tolerância Zero ao Crime Organizado”, resultaram na apreensão de 156 celulares, dezenas de chips, materiais eletrônicos e entorpecentes nas unidades penais de Mato Grosso em apenas dois dias.
As ações foram iniciadas na última quinta-feira (28.11) e também impediram a entrada de outros ilícitos nas unidades.
“Iniciamos as operações Tolerância Zero ao Crime Organizado nesta semana, já com resultados positivos, e seguiremos de forma contínua para retirar celulares e entorpecentes, além de impedir a entrada de itens proibidos, para sufocar a criminalidade e evitar que detentos cometam crimes de dentro das penitenciárias”, destacou o secretário adjunto de Administração Penitenciária, delegado Vitor Hugo Bruzulato.
Balanço
Em Rondonópolis, na Penitenciária Major PM Eldo de Sá Correia, uma força-tarefa foi realizada nesta sexta-feira, com revista nas celas do raio três. A operação começou por volta das 13h e se estendeu até às 18h.
Durante a ação, os presos foram retirados das celas e colocados na quadra, enquanto os policiais realizavam uma revista minuciosa nos solários, nas celas e em outros espaços da unidade.
O trabalho resultou na apreensão de 21 celulares, 11 chips, oito carregadores, quatro fones de ouvido e sete porções de maconha.
Na quinta-feira, a operação na mesma unidade penal provocou um prejuízo estimado de R$ 450 mil ao crime organizado. Durante a ação, os policiais apreenderam 48 smartphones e dois tijolos de maconha, pesando cerca de 2,85 quilos.
A mobilização começou no início da manhã e se concentrou nas margens da MT-130, em frente à penitenciária, após a identificação de que o local estava sendo usado para esconder materiais ilícitos destinados ao lançamento no interior da unidade.
Por volta das 15h, dois suspeitos foram flagrados tentando arremessar pacotes para dentro da penitenciária. Ao perceberem a presença dos agentes, os indivíduos fugiram, abandonando os materiais no local.
Na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira (Ferrugem), em Sinop, os policiais realizaram uma operação no raio sete, na sexta-feira, com apoio do Grupo de Intervenção Rápida. Durante a ação, foram encontrados um celular desmontado, pedaços e barras de ferro, além de antenas e bebidas artesanais.
Na Cadeia Pública de Barra do Garças, também na tarde de sexta-feira, os policiais apreenderam dois aparelhos celulares, porções de maconha, cachimbos, cordas artesanais e roupas não permitidas na unidade, algumas ainda com etiquetas.
Em Cuiabá, na quinta-feira, a Penitenciária Central do Estado (PCE) foi alvo de uma operação nos raios três e seis. Durante a ação, foram apreendidos 86 celulares, mais de 130 chips, 50 porções de maconha, 20 de cocaína, além de fones de ouvido e carcaças de aparelhos.
Apenas em uma cela foram localizados 32 celulares, levantando a suspeita de que o espaço era usado como uma espécie de oficina para conserto de dispositivos. Na cela de S.S.R., um preso considerado de alta periculosidade, os agentes encontraram seis aparelhos celulares.
O secretário adjunto Vitor Hugo determinou a instauração imediata de um procedimento para apurar as circunstâncias da entrada dos aparelhos.
“Todos os aparelhos foram apreendidos e passarão por perícia da Politec. O conteúdo será investigado pela Polícia Judiciária Civil, com a devida responsabilização dos envolvidos”, afirmou o gestor.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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