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“O MP está plantando a semente da igualdade”, diz quilombola em evento

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Integrante da Comunidade Quilombola do Araguaia, Lenimar Paiva de Amorim participou do “Diálogos Sobre a Fome em Mato Grosso”, evento promovido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, e fez questão de expressar a sua satisfação. “O que mais me emociona é ver o Ministério Público do meu estado plantando a semente da igualdade, dando para nós o direito de regar a nossa esperança, os nossos sonhos de morar em uma sociedade fraterna”, revelou.

A postura adotada pela instituição de trazer para “dentro de casa” indígenas, negros, pessoas em situação de rua, com intuito de ouvi-los, foi enaltecida por Lenimar Paiva. “A atitude do Ministério Público de nos trazer aqui é extremamente importante. Quando é que nós fomos ouvidos, quando o MP ouviu preto, índio? Hoje está sendo plantada a semente do nosso sonho, a semente de um Brasil que sonhamos. Por muitos anos, a nossa história foi retaliada e excluída”, disse.

Ela enfatizou a importância dos integrantes da instituição saírem de seus gabinetes para ouvir a sociedade. “Para ouvir o grito daqueles que há anos vivem gritando e fazendo a sua história, compondo o Brasil, buscando uma pátria amada gentil”, acrescentou.

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E concluiu afirmando o seu compromisso, como professora, de levar às escolas as ações do Projeto Cibus – Você tem fome de quê? “Percebo que o Ministério Público quer construir uma história melhor, quer corrigir erros e injustiças cometidas com o nosso povo”.

Fonte: MP MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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