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Nadador e skatista mato-grossenses serão homenageados no Prêmio Sabino Albertão

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O nadador Felipe Lima e o skatista Ricardo Porva serão homenageados na edição 2023 do Prêmio Sabino Albertão, que reconhecerá os destaques do esporte em Mato Grosso, em evento no dia 9 de dezembro, em Cuiabá. Os atletas mato-grossenses entram para o Hall da Fama da premiação por ajudar a levar o nome do Estado ao cenário esportivo nacional e internacional.

“A intenção da homenagem especial é reconhecer publicamente nomes que se destacam na história do esporte mato-grossense, deixando registrado trajetórias que serviram de inspiração a outros atletas”, explicou o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Jefferson Carvalho Neves.

O cuiabano Felipe Lima integrou a seleção brasileira de natação por 20 anos, e competiu nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e de Tóquio, em 2021. O atleta foi campeão Pan-Americano de natação nos anos de 2011, 2015 e 2019 e medalhista em campeonatos mundiais de natação.

Atualmente, Felipe é membro do Conselho Técnico Nacional de natação e também integra a comissão de atletas da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Com o Instituto Felipe Lima (IFL), que foi implantado em Cuiabá, o atleta atua com projetos que promovem o desenvolvimento social por meio de atividades esportivas.

Ricardo Porva nasceu em Cáceres e, aos 11 anos, conheceu o skate. Depois disso, nunca mais conseguiu abandonar a modalidade, mesmo após se mudar para Curitiba (PR). Em 2002, ele se torna o primeiro atleta mato-grossense profissional de skate street e começa a conquistar as primeiras colocações em rankings nacionais e mundiais.

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O skatista e a esposa dele são fundadores do Instituto Viva Iris, oficializado em 2019 com o objetivo de atuar por acessibilidade, inclusão, direitos, diversão e qualidade de vida às pessoas com deficiência. Antes, o casal já havia criado o Skate Adaptado, equipamento usado para andar de skate com a filha Iris, que é portadora da doença rara Atrofia Muscular Espinhal.

A homenagem especial durante o Prêmio Sabino Albertão também será feita à Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e à Academia Bodytech por meio da entrega do Troféu Amigo do Esporte. O tributo visa reconhecer a contribuição das instituições para a realização de grandiosos eventos esportivos no Estado.

O Prêmio Sabino Albertão é uma realização do Instituto Kurâdomôdo em parceria com a Secel-MT, e produção da Bemtivi Academia de Arte. Além das homenagens especiais, serão premiadas 11 categorias esportivas que se destacaram entre julho de 2022 e julho de 2023.

Dentre as categorias estão Atleta, Paratleta e Técnico do Ano, Gestor Esportivo, Time e representantes da comunicação esportiva. Também estão inclusos prêmios a projetos sociais, paralímpicos e de iniciação esportiva.

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Cada categoria possui de três a cinco indicados, que foram selecionados a partir de inscrições abertas ao público por meio de formulário online. Confira aqui os indicados.

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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