MATO GROSSO
MT gera 9,7 mil empregos formais e tem melhor resultado dos últimos 4 anos
MATO GROSSO
Mato Grosso gerou 9.710 empregos formais em fevereiro, o melhor resultado dos últimos quatro anos, segundo os dados do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados na sexta-feira (28.3). Na comparação com o ano passado, houve aumento de 31% no saldo de empregos, que foram 7.416 em fevereiro de 2024. O melhor resultado de fevereiro foi em 2021, com 13.100 novos postos.
No mês de fevereiro deste ano foram 62.641 admissões e foram desligados 52.931 trabalhadores. O resultado dos dois primeiros meses de 2025 também foi 18% maior do que janeiro e fevereiro de 2024 juntos, quando foram geradas 24.788 vagas. Neste ano o saldo foi de 29.331.
Já nos últimos 12 meses, o saldo registrado no Mato Grosso é de 30,1 mil empregos. O estoque, ou seja, a quantidade total de pessoas formalizadas trabalhando no estado, chegou a 973,5 mil pessoas.
Em fevereiro de 2025, o destaque na geração de vagas em fevereiro foi do setor de Serviços, com 5.499 vagas, seguido pelo Comércio (1715), Construção Civil (1485) e Indústria (1032). A Agropecuária foi na contramão com mais demissões do que contratações com o desligamento de 21 trabalhadores.
As mulheres foram mais empregadas do que os homens. Dos 9.710 empregos formais, 5.233 foram ocupadas por elas. Pessoas jovens de 18 a 24 anos e com ensino médio completo são a maioria dos trabalhadores recém-empregados, a chamada geração Z.
Dentre os municípios, Cuiabá apresentou melhor saldo no estado em fevereiro, com 2,05 mil novos postos. A cidade tem hoje um estoque de 221,5 mil empregos formais. Na sequência dos municípios com melhores desempenhos no mês de fevereiro no Estado aparecem Rondonópolis (835), Barra do Garças (646), Sinop (626) e Várzea Grande (590).
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, avalia que os números de fevereiro só confirmam a força da economia mato-grossense. Além disso, é resultado direto do ambiente favorável para os negócios construídos pelo Governo, com segurança jurídica, desburocratização, incentivo ao empreendedorismo e investimento em infraestrutura
“Mato Grosso tem hoje a menor taxa de desemprego do Brasil. Temos milhares de vagas abertas em diversas áreas, o que mostra que, além de gerar empregos, o Estado precisa agora qualificar ainda mais sua mão de obra. O governo de Mato Grosso tem atuado em parceria com o setor produtivo para garantir que essas oportunidades cheguem à população. Investimentos públicos e privados estão transformando nosso Estado em um dos mais promissores do país — e isso se reflete diretamente na geração de renda e melhoria da qualidade de vida dos mato-grossenses”, completou.
No país, a economia brasileira gerou 431,99 mil empregos formais em fevereiro deste ano. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, que teve geração de 307,5 mil empregos formais, houve um aumento de 40,4%, conforme dados oficiais. O resultado em fevereiro deste ano é o melhor entre todos os meses desde o início da nova série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em 2020.
O Ministério do Trabalho e Emprego atribuiu o resultado ao fato de o carnaval ter acontecido no mês de março, neste ano, também pode ter contribuído para o bom resultado de fevereiro, que contou com mais dias úteis. Em consequência, março pode ter um resultado menos favorável.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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