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MPMT requer cumprimento de sentença referente a oferta de vagas em creches

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225km de Cuiabá) ajuizou cumprimento de sentença contra o Município, requerendo a disponibilização de 600 novas vagas nas unidades de ensino infantil (creches e pré-escolas municipais), seja por meio de construção de novas unidades ou locação de espaços mais amplos. A sentença foi proferida em março de 2021, em Ação Civil Pública proposta em conformidade com o Planejamento Estratégico do Ministério Público de Mato Grosso, que tem ampliação do acesso à creche e garantia de conclusão do ensino fundamental na idade recomendada como um dos objetivos para o quadriênio 2020-2023.   

Após a decisão judicial, o Município informou que não teria interesse recursal e acrescentou que disponibilizaria 1020 vagas ofertadas pela Creche Irene Coelho Cruz e pelas creches localizadas nos bairros Junco, Jardim Aeroporto e Jardim Oliveiras, a partir do início do ano letivo de 2022. “Considerando a reclamação enviada pela Ouvidoria Geral do Ministério Público de que o executado não cumpriu a sentença prolatada pelo Poder Judiciário, impõe-se a instauração da fase de cumprimento de sentença”, argumentou o promotor de Justiça Washington Eduardo Borrére na ação.   

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Na ação de cumprimento de sentença, o MPMT salientou que “crianças não podem sofrer à espera de uma solução administrativa (orçamento público) para a devida efetivação do direito educacional, conforme artigo 6º da Constituição Federal”, bem como que “o Ente Municipal deve, de todas as formas, prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente, (…) garantindo de forma suficiente e eficiente atendimento em unidades de ensino infantil”. Lembrou que na decisão foi fixada multa diária no valor de R$ 1 mil a partir do início do ano letivo de 2022, o que não foi suficiente para coagir o executado ao cumprimento da sentença.  

Liminar – Conforme o promotor de Justiça Washington Eduardo Borrére, é conveniente a aplicação de liminar, uma vez que as aulas iniciaram em 14 de fevereiro e não há quaisquer informes de que as crianças foram devidamente matriculadas nas unidades de ensino infantil do município. “Diante de tais fundamentos jurídicos e fáticos, bem como a necessidade da urgência causada pela ausência de vagas nas unidades de ensino infantil, é premente a concessão da tutela antecipada visando a imediata disponibilização de vagas a todas as crianças que, eventualmente, constem de lista de espera de vagas no ensino infantil”, afirmou.   

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Além do cumprimento da sentença e da liminar, o MPMT requereu a utilização de outros meios coercitivos para o cumprimento da decisão judicial, como a majoração da multa diária anteriormente fixada, passando de R$ 1 mil para R$ 2 mil, como também a fixação de multa pessoal contra os gestores, no patamar de R$ 2 mil. 

Foto: Agência Senado.

Fonte: MP MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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