MATO GROSSO
Mato Grosso recebe oficina para debater desenvolvimento sustentável na Amazônia
MATO GROSSO
Conduzida pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência Tecnologia e Inovação (Consecti), a ação é considerada um dos principais projetos de fomento à pesquisa e inovação na Amazônia Legal. Além disso, conta com a coordenação do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso, Allan Kardec.
A liderança na coordenação fez com que o estado fosse escolhido como o primeiro, dentre as outras oito unidades federativas que compõem a Amazônia Legal, a receber a oficina. Essa é considerada a segunda de quatro momentos que estão sendo organizadas pelo CGEE para a organização da nova etapa da Iniciativa. Das discussões e formações serão definidas as prioridades que vão direcionar os editais de fomento à pesquisa e inovação para que atenda as reais demandas dos estados que compõem a região amazônica.
“Nosso chamado foi aceito, os pesquisadores, a academia, empresários e as instituições de pesquisa estão aqui, interessados em ajudar a construir e nova etapa da Iniciativa Amazônia +10. Dessa vez de forma mais estruturada e focada no impacto real na vida da população e também das ações de sustentabilidade. Estamos liderando essa iniciativa para também colocar os pesquisadores da Amazônia Legal no centro do debate”, declarou o secretário.
Já o mediador da oficina e consultor do CGEE, Antonio Carlos Filgueira Galvão, afirmou que a oficina é a oportunidade ideal para ouvir todos os envolvidos na cadeia produtiva da região amazônica.
“A ideia das oficinas é ter representações plurais, e Mato Grosso é o primeiro Estado a recebê-las. Temos já uma sequência programada de oficinas, e a ideia é que isso possa ir convergindo para que, no futuro, haja um momento de decisão sobre quais serão essas cadeias que serão impactadas. Então a gente quer pesquisas articuladas para que o impacto possa acontecer”, garantiu o consultor.
Além da cerimônia de abertura, a programação ainda conta com rodadas de debate em grupos e também uma série de discussões mediadas. Os participantes vão seguir mobilizados até o fim da manhã desta quarta-feira (30.08), quando ocorre o encerramento da oficina.
A abertura contou ainda com a participação do reitor da UFMT, Evandro Soares, do diretor Técnico Científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Flávio Teles, do diretor do CGEE, Ary Mergulhão Filho, da chefe de Gabinete do CGEE, Adriana Badaró de Carvalho e também da diretora da FAAC, Giseli Alves Silvente.
Sobre a Iniciativa Amazônia +10
A primeira chamada de trabalho ocorreu em 2022, contemplando pesquisas que tinham por objetivo avançar o conhecimento científico e tecnológico sobre a região amazônica. Ao todo mais de 500 pesquisadores em 20 Estados brasileiros foram contemplados com o fomento, incluindo pesquisadores mato-grossenses.
Assim como no primeiro edital, na segunda etapa também serão considerados trabalhos que possam propor soluções de adaptação baseadas na comunidade, ampliando a possibilidade de um desenvolvimento sustentável e promovendo o bem-estar das populações da região. Já uma das novidades para a nova etapa está na possibilidade de inscrição de projetos voltados para a área de inovação.
Nos próximos meses serão feitas rodadas de oficinas para definir quais serão as prioridades temáticas de cada estado que compõe a Amazônia Legal. Em seguida, serão desenhados os próximos editais para inscrição de pesquisadores, empresas e outras iniciativas das áreas científica e de inovação.
Para saber mais sobre a iniciativa, clique aqui.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Wilson Santos propõe nome de ex-governador para ponte ferroviária sobre o rio Vermelho
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 1.092/2025 para denominar a ponte ferroviária sobre o rio Vermelho, em Rondonópolis, como “Ponte Ferroviária Governador Carlos Gomes Bezerra”. A iniciativa reconhece a contribuição do ex-governador para o desenvolvimento de Mato Grosso, especialmente nas áreas de infraestrutura, saúde, agricultura, educação e transporte.
Ao justificar a proposta, o parlamentar destacou a trajetória política de Carlos Bezerra, nascido em Chapada dos Guimarães, e a sua atuação em defesa de trabalhadores rurais e de famílias que enfrentavam conflitos agrários pela posse da terra. “Essa é uma justa homenagem que este Parlamento faz a um filho de Chapada dos Guimarães, professor, advogado. Atuou em toda a região sul, sudeste e no Araguaia, defendendo os posseiros, os meeiros, aqueles que o Estado, infelizmente, não dava a devida cobertura”, relatou.
Carlos Bezerra iniciou a sua trajetória política na década de 1970 e ocupou diferentes cargos públicos, entre eles deputado estadual, deputado federal, prefeito de Rondonópolis, governador de Mato Grosso e senador da República. Para Wilson Santos, a sua passagem pelo governo estadual, entre 1987 e 1990, foi marcada por transformações importantes para a população mato-grossense.
“Ele também foi líder do movimento estadual de Cuiabá, foi deputado estadual em 1974, depois foi eleito federal em 1978, prefeito de Rondonópolis em 1982, governador em 1986 até 1990. Fez profundas transformações e melhorou muito a vida das pessoas”, ressaltou.
Entre as ações destacadas pelo deputado estão a descentralização dos serviços de saúde, com a construção dos primeiros hospitais regionais do Estado, a implantação de mecanismos de gestão democrática na rede pública de ensino e os investimentos em saneamento básico. “Foi o primeiro governador a tratar em saneamento básico, a fazer a primeira estação de esgoto e ainda é a maior de Cuiabá e, também, levou rede de esgoto para outras cidades”, declarou.
O parlamentar também lembrou as medidas adotadas por Bezerra para enfrentar os conflitos agrários em Mato Grosso. Segundo ele, a decisão de restringir a atuação policial nessas situações e priorizar a negociação contribuiu para reduzir a violência no campo. “Na área do campo, por meio de um decreto, proibiu a atuação da polícia no campo onde havia conflitos, trazendo para a mesa de negociação, para que a razão e a civilização resolvessem esses conflitos agrários de Mato Grosso. Diminuiu sobremaneira as mortes no campo de Mato Grosso”, lembrou.
A ponte ferroviária sobre o rio Vermelho está situada em Rondonópolis, município estratégico para o escoamento da produção agrícola e para a integração logística de Mato Grosso com outros mercados. A proposta destaca que a infraestrutura ferroviária representa um dos símbolos do desenvolvimento econômico da região sul do Estado e a atribuição do nome de Carlos Gomes Bezerra busca associar essa estrutura à trajetória pública do ex-governador e à sua atuação política em favor do desenvolvimento regional.
Ao defender a homenagem, Wilson Santos ressaltou a importância de reconhecer publicamente a contribuição de lideranças que marcaram a história política estadual. “E, sem dúvida, foi um governador que deixou saudades em Mato Grosso. No próximo 4 de novembro, ele completará 85 anos. Eu tenho certeza que essa homenagem no Parlamento, onde começou a sua carreira política, é uma justa homenagem a um ex-membro titular da Casa, que fez uma das mais completas biografias na política mato-grossense. Agradeço aos colegas que depositam ao Carlos Bezerra esse voto de confiança”, concluiu Wilson Santos.
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