MATO GROSSO
Lacen completa 47 anos e celebra aniversário com diversas atividades e minicursos
MATO GROSSO
O Laboratório Central do Estado de Mato Grosso (Lacen-MT), gerido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), completa 47 anos, na segunda-feira (28.11). Para celebrar a data, diversas atividades e minicursos foram promovidas nesta semana.
“São 47 anos de muitos desafios, dos quais o principal foi a pandemia pela Covid-19, quando tivemos que nos reinventar e superar. O mais importante de tudo é que conseguimos e hoje somos referência nas análises laboratoriais e no sequenciamento genético no Estado”, diz a diretora do Lacen, Elaine Cristina de Oliveira.
Referência para os 141 municípios de Mato Grosso na realização de análises laboratoriais de vigilância em saúde, atende com prioridade as áreas de vigilância em saúde – seja ambiental, sanitária, epidemiológica e do trabalhador. Nestas áreas, realiza análises para diagnóstico dos agravos de notificação compulsória como dengue, hepatites, febre amarela, leptospirose, hantavírus, leishmaniose visceral canina e humana e HIV, dentre outras.
Durante a pandemia pela Covid-19, o Lacen passou de cerca de 60 análises de exames laboratoriais por mês para mais de 4 mil por dia, com laudo e parecer técnico dos resultados para a unidade de Vigilância em Saúde. Sua equipe é composta por 130 profissionais preparados para atender todos os municípios mato-grossenses.
Programação
Para aprimorar os serviços ofertados à população, o Lacen promoveu, nesta quarta-feira (23.11), um webinar sobre vigilância laboratorial. Nesta quinta-feira (24.11), de 8h às 9h, foi ministrado, na unidade, um minicurso sobre boas práticas de vigilância laboratorial, com a servidora Miriane Marangon. Já às 9h30, o minicurso sobre atendimento ao público e comunicação efetiva, com a servidora Hully Duarte.
Além dessas atividades, o Lacen promoveu ainda um bazar organizado pelas servidoras empreendedoras do laboratório e uma palestra sobre saúde do homem, em que o palestrante foi o médico Arthur Aburad, cuja missão foi a de sensibilizar os servidores a se cuidar e fomentar as campanhas do Novembro Azul.
Nova sede
Os serviços do Lacen funcionavam anexo ao Centro Estadual de Referência de Média e Alta Complexidades (Cermac), localizado em Cuiabá, na Rua Tenente Thogo da Silva Pereira, 63, centro. Visando um ambiente mais moderno e amplo, a SES inaugurou, em março deste ano, a nova sede provisória do Laboratório e da Superintendência de Vigilância em Saúde, na Rua Santiago, bairro Jardim das Américas.
A sede definitiva do Lacen está em construção anexa ao Hospital Central, localizado no Centro Político Administrativo. A obra conta com um investimento de R$ 11,8 milhões e deverá ser concluída em 2023. O local contará com uma estrutura de cerca de 2.500 m².
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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