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Justiça Comunitária leva atendimento oftalmológico à cidade de Araguainha

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O município de Araguainha (436 Km da Capital) recebeu a Carreta Oftalmológica da Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A ação, desenvolvida na sexta-feira (23 de setembro), atendeu 176 dos mil moradores da cidade, considerada a menos populosa do Estado.
 
Na avaliação do prefeito Francisco Gonçalves Naves, o trabalho desenvolvido pelo Judiciário, por meio da Justiça Comunitária, além de grandioso, tem feito a diferença, uma vez que o município enfrenta dificuldades. Ele pontuou que a parceria da administração com a Justiça zerou a fila para atendimento oftalmológico.
 
Além de médico oftalmologista na carreta consultório, a Justiça Comunitária também viabiliza a entrega de óculos de grau. Para Eulice de Almeida, representante do Consórcio Público Intermunicipal de Saúde/Medicamentos e Serviços (CONSUSMT), a atuação da Justiça Comunitária, coordenada pelo juiz José Antônio Bezerra Filho tem sido fundamental para atender a população dos mais variados municípios.
 
Nas contas dela, o consórcio já registrou mais de 20 mil atendimentos e procedimentos de oftalmologia para moradores de vários municípios. “Isso é gratificante, porque a maioria das pessoas iria esperar muito tempo para conseguir consultar. Temos muita gratidão por essa parceria, esse entrosamento dos municípios com o Judiciário”, destacou Eulice.
 
O juiz José Antônio Bezerra Filho disse que esse serviço proporciona aos cidadãos e cidadãs que precisam dessa atenção da Justiça Comunitária um pouco mais de cidadania, para que consigam enxergar melhor. “Vamos continuar com ações dessa natureza, porque é o olhar social da Justiça Comunitária”, frisou o juiz.
 
Araguainha fez parte dos municípios visitados e atendidos na primeira edição da Expedição do Araguaia Cidadão, da Justiça Comunitária, em 2019. O município faz parte da jurisdição da Comarca de Alto Araguaia.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição: Foto 1 – Imagem em formato horizontal colorida: equipe da Justiça Comunitária, tendo o juiz, de camiseta preta, na frente, com colaboradores da Prefeitura de Araguainha, de camisetas brancas, juntamente com o prefeito municipal. No fundo carreta oftalmológica. Foto 2 – imagem em formato horizontal colorida: óculos entregues a pessoas atendidas na carreta oftalmológica.
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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