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Judiciário certifica 34 professores como facilitadores de círculos de paz e mediadores de conflitos

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A manhã desta quarta-feira (11) foi de celebração para 34 professores da rede estadual e municipal de ensino, que atuam em Cuiabá e Várzea Grande, por receberem os certificados nos cursos de facilitador de círculo de construção de paz e de técnicas de mediação de conflitos escolar e familiar, concedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio, respectivamente, do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec). A cerimônia ocorreu no auditório do TJMT.
 
Após quase um ano de formação, os profissionais da Educação estão preparados para atuar na prevenção e mitigação de conflitos na comunidade escolar, promovendo um ambiente mais harmonioso de estudos e convivência.
 
A presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, comemorou mais esse avanço na política de construção de paz, que é prioridade em sua gestão. “O coração sempre palpita muito forte e com muita alegria porque nós vemos que são mais 34 pessoas que têm também os seus corações tocados por essa metodologia e pela vontade de contribuir com a facilitação desses círculos, como instrumento muito potente para deixar um legado, principalmente para as crianças e adolescentes, no ambiente escolar. É uma possibilidade de ter relacionamentos francos, relacionamentos mais profundos e, principalmente, com muito respeito e com muitos valores, que hoje estão, às vezes, muito incipientes no dia-a-dia corrido das pessoas”, declarou.
 
O presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, apontou a mediação escolar e familiar como uma forma de estabelecer diálogos horizontais, em que todos os participantes (diretor, coordenador, servidores, professores e alunos) têm o mesmo valor. “A mediação escolar traz uma forma de agregar a todos e ver todos numa posição de igualdade, onde todos podem contribuir para trazer sugestões de melhorias e soluções de problemas no âmbito escolar. Uma pessoa capacitada também poderá ajudar nessa célula mater que é a família, principalmente aprendendo a ter uma escuta ativa e uma visão ativa, onde ele vai descobrir certas alterações na criança, no estudante, e através depois do encaminhamento correto, pode se diagnosticar vários problemas familiares como violência doméstica, abuso sexual e tantos outros problemas que permeiam a sociedade. Então eu creio que é um grande passo, uma grande colaboração do Poder Judiciário nesse sistema”, avaliou.
 
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destacou o impacto positivo que a formação oferecida pelo Judiciário aos educadores tem gerado. “Foi algo que realmente impactou muito a nós, da Secretaria de Estado de Educação. E fruto de todo esse trabalho belíssimo que vem sendo realizado pela desembargadora Clarice, surgiu a cooperação técnica entre a Secretaria de Estado de Educação e o Tribunal de Justiça e os frutos já estão aparecendo, as sementes do bem, da paz, já estão sendo plantadas. Esses 34 profissionais da Educação vão estar exercendo esse trabalho lá na ponta, junto às escolas, mediando os conflitos, aproximando a família do ambiente escolar, então isso é muito importante trabalhar na prevenção”, pontuou, complementando que a parceria existe também em municípios do interior.
 
Também parceiro do projeto de pacificação social, o procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Júnior, do Ministério Público Estadual (MPMT), destacou comprometimento dos educadores que se prontificaram a levar a cultura de paz para dentro das escolas. “O ser humano está muito preocupado com a sua própria individualidade e está se esquecendo que nós vivemos em sociedade e precisamos ter esse comprometimento e esta dedicação. Esse certificado que vocês alcançaram hoje é um símbolo desse comprometimento. E eu tenho certeza do alcance da capacidade de transformação do trabalho que cada um dos facilitadores vai promover nas unidades escolares. Então, eu só tenho realmente a parabenizar por esse belíssimo projeto, agradecer a oportunidade do Ministério Público se colocar como parceiro do Tribunal de Justiça, parceiro da Secretaria de Educação do Estado e dos Municípios para que a gente possa semear a paz, fortalecer a justiça”, disse, citando o lema da gestão do Judiciário estadual.
 
Depoimentos de quem escolheu construir a paz – Professora na Escola Estadual Eliane Digigov, em Cuiabá, Cidirlene Cunha conta que a participação nos cursos de facilitador de círculo de construção de paz e de mediação de conflitos escolar e familiar vai ao encontro de uma grande necessidade do ambiente escolar. “Os conflitos são os mais diversos, os agentes são os que nós estamos lidando no dia-a-dia e a gente acaba envolvendo todo um contexto escolar: família, aluno, servidor, gestão. É uma multiplicidade de situações que nós necessitamos lidar no dia-a-dia e essa ferramenta da mediação escolar e do círculo de paz nos traz um embasamento extraordinário para construirmos diálogos diferentes, diálogos construtivos, mais profundos, que tragam para o aluno uma oportunidade de se expressar da melhor forma possível, tendo um acolhimento empático, amoroso e respeitoso”, avaliou.
 
Ela relata ainda que, durante o curso, realizou uma série de atividades práticas nas escolas estaduais e que o feedback foi o melhor possível. “Os alunos estão conhecendo agora essa ferramenta e, por onde a gente esteve e houve essa necessidade de aplicá-la, ela foi bem recebida. A gente faz um feedback para saber como eles estão recebendo essa novidade e são diversos depoimentos: que é maravilho, que conseguiu se expressar, compartilhar, ser ouvido. Então, hoje o ser humano em si tem a necessidade de ser ouvido e essa é uma ferramenta que veio para trazer essa oportunidade de ser ouvido”.
 
Diretora da Escola Estadual Professor Benedito de Carvalho, em Cuiabá, Rosângela Ferraça Roquette também já percebe mudanças nos lugares por onde colocou em prática os conhecimentos que adquiriu na formação. “Foi muito gratificante e bastante produtivo para minha profissão, mesmo porque estou sempre à frente de gestão e a gente tem um olhar diferente, tanto para os nossos alunos quanto para os nossos profissionais que atuam na escola. Nosso feedback é o comportamento. Após fazer o circulo, a gente percebe um comportamento diferente na turma. Os alunos começam a tratar uns aos outros de forma diferente, com mais respeito, empatia”, revela.
 
Diferentes métodos, um único objetivo: a paz. – Uma das precursoras dos métodos consensuais de solução de conflitos no Judiciário brasileiro, já tendo atuado à frente do Nupemec e atualmente do NugJur, a desembargadora Clarice Claudino explica a diferença entre a mediação de conflitos e o círculo de construção de paz. “Nós começamos, ainda quando estava no Nupemec, a oferecer, com a parceria do Ministério Público, a formação da mediação escolar, que é um procedimento mais complexo, mais elaborado, a formação é bem mais demorada. No entanto, ele é muito eficiente para situações mais delicadas, onde o conflito geralmente já está instalado e tem proporções, às vezes, mais abrangentes”, explica.
 
Quanto ao círculo de paz, ela destaca que também é feito em parceria com outras instituições, como Seduc e MPE. “Essa formação em facilitadores de círculos de construção de paz é uma metodologia muito potente, mas de uma simplicidade maior e de mais facilidade para formação dos facilitadores. É um procedimento mais rápido e de maior capilaridade, então a divulgação dele tem sido mais fácil porque não demora tanto para se ter um facilitador formado. Para se ter um mediador escolar formado, nós precisamos de uma carga horária teórica muito maior, e uma carga de estágio também bastante demorada. Ele precisa passar por diversas etapas”.
 
A presidente do TJMT ressalta que apesar da maior ênfase, atualmente nos círculos de construção de paz, que trabalha a prevenção dos conflitos, a mediação de conflitos segue como um importante serviço do Judiciário mato-grossense. “Essas duas práticas convergem para o mesmo objetivo, que é facilitar o diálogo, que é facilitar a comunicação, que é construir bons relacionamentos e, principalmente, a pacificação social”.
 
Também compareceram à cerimônia o coordenador do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) e juiz auxiliar da Presidência do TJMT, Túlio Duailibi Alves Souza; a juíza coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Cristiane Padim da Silva; o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Lídio Modesto da Silva Filho; o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Educação, promotor de justiça Miguel Slhessarenko Júnior; a secretária-adjunta de Educação de Cuiabá, Débora Marques Vilar; a secretária-adjunta de Educação de Várzea Grande, Maria Alice de Barros Silva, a coordenadora do Núcleo de Mediação Escolar da Seduc, Patrícia Simone da Silva Carvalho, demais servidores das Secretarias de Educação, mediadoras e mediadores, facilitadoras e facilitadores, que atuaram como instrutores nos cursos.
 
#Paratodosverem 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Autoridades e formandos mostrando seus certificados posam sorrindo para a foto. Eles estão no auditório do Tribunal. Foto 2: Desembargadora Clarice Claudino discursa no púlpito do auditório. Ela é uma senhora de pele branca, cabelos curtos, lisos e castanhos claros, olhos claros, usando camisa branca de bolinhas pretas, colete preto, brincos e colar prateados. Foto 3: Desembargador Mário Kono discursa no púlpito. Ele é um senhor de traços orientais, cabelo liso e grisalho, usando camisa branca de bolinhas pretas e terno azul marinho. Foto 4: Educadores fazem juramento, com a mão direita levantada. A oradora está à frente, no púlpito. 
 
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Wilson Santos propõe nome de ex-governador para ponte ferroviária sobre o rio Vermelho

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 1.092/2025 para denominar a ponte ferroviária sobre o rio Vermelho, em Rondonópolis, como “Ponte Ferroviária Governador Carlos Gomes Bezerra”. A iniciativa reconhece a contribuição do ex-governador para o desenvolvimento de Mato Grosso, especialmente nas áreas de infraestrutura, saúde, agricultura, educação e transporte.

Ao justificar a proposta, o parlamentar destacou a trajetória política de Carlos Bezerra, nascido em Chapada dos Guimarães, e a sua atuação em defesa de trabalhadores rurais e de famílias que enfrentavam conflitos agrários pela posse da terra. “Essa é uma justa homenagem que este Parlamento faz a um filho de Chapada dos Guimarães, professor, advogado. Atuou em toda a região sul, sudeste e no Araguaia, defendendo os posseiros, os meeiros, aqueles que o Estado, infelizmente, não dava a devida cobertura”, relatou.

Carlos Bezerra iniciou a sua trajetória política na década de 1970 e ocupou diferentes cargos públicos, entre eles deputado estadual, deputado federal, prefeito de Rondonópolis, governador de Mato Grosso e senador da República. Para Wilson Santos, a sua passagem pelo governo estadual, entre 1987 e 1990, foi marcada por transformações importantes para a população mato-grossense. 

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“Ele também foi líder do movimento estadual de Cuiabá, foi deputado estadual em 1974, depois foi eleito federal em 1978, prefeito de Rondonópolis em 1982, governador em 1986 até 1990. Fez profundas transformações e melhorou muito a vida das pessoas”, ressaltou.

Entre as ações destacadas pelo deputado estão a descentralização dos serviços de saúde, com a construção dos primeiros hospitais regionais do Estado, a implantação de mecanismos de gestão democrática na rede pública de ensino e os investimentos em saneamento básico. “Foi o primeiro governador a tratar em saneamento básico, a fazer a primeira estação de esgoto e ainda é a maior de Cuiabá e, também, levou rede de esgoto para outras cidades”, declarou.

O parlamentar também lembrou as medidas adotadas por Bezerra para enfrentar os conflitos agrários em Mato Grosso. Segundo ele, a decisão de restringir a atuação policial nessas situações e priorizar a negociação contribuiu para reduzir a violência no campo. “Na área do campo, por meio de um decreto, proibiu a atuação da polícia no campo onde havia conflitos, trazendo para a mesa de negociação, para que a razão e a civilização resolvessem esses conflitos agrários de Mato Grosso. Diminuiu sobremaneira as mortes no campo de Mato Grosso”, lembrou.

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A ponte ferroviária sobre o rio Vermelho está situada em Rondonópolis, município estratégico para o escoamento da produção agrícola e para a integração logística de Mato Grosso com outros mercados. A proposta destaca que a infraestrutura ferroviária representa um dos símbolos do desenvolvimento econômico da região sul do Estado e a atribuição do nome de Carlos Gomes Bezerra busca associar essa estrutura à trajetória pública do ex-governador e à sua atuação política em favor do desenvolvimento regional.

Ao defender a homenagem, Wilson Santos ressaltou a importância de reconhecer publicamente a contribuição de lideranças que marcaram a história política estadual. “E, sem dúvida, foi um governador que deixou saudades em Mato Grosso. No próximo 4 de novembro, ele completará 85 anos. Eu tenho certeza que essa homenagem no Parlamento, onde começou a sua carreira política, é uma justa homenagem a um ex-membro titular da Casa, que fez uma das mais completas biografias na política mato-grossense. Agradeço aos colegas que depositam ao Carlos Bezerra esse voto de confiança”, concluiu Wilson Santos.



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