MATO GROSSO
“Investimentos do Governo de MT fazem o jovem voltar a se interessar pela vida no campo”, afirma prefeito
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O Governo de Mato Grosso tem transformado a realidade dos agricultores familiares ao destinar investimentos considerados importantes para a manutenção da vida no campo, como a distribuição de mudas, sêmen bovino, além de máquinas e equipamentos, cujo acesso era dificultado em razão do alto custo. O prefeito de Apiacás, Júlio Cesar dos Santos, afirma que o olhar atento da atual gestão ao segmento tem modificado a perspectiva da vida no campo.
“Antes, eu via que os jovens não tinham intenção de continuar na propriedade da família. Víamos os moradores do campo envelhecendo e seus herdeiros indo embora, desistindo da atividade. Com a chegada de máquinas pesadas, repassadas pelo Governo do Estado para uso do agricultor familiar, percebemos que o jovem voltou a se interessar pelo trabalho desenvolvido pelos pais e isso é muito bom”, enfatiza.
Na quinta-feira (1º.12), o prefeito veio a Cuiabá participar de uma grande entrega de máquinas, equipamentos, veículos e notebooks realizada pelo Governo de Mato Grosso. A cerimônia ocorreu na Arena Pantanal e contou com a participação de diversos municípios. Todas as 141 cidades mato-grossenses receberam investimentos.
Desde o início da gestão, em 2019, Apiacás já recebeu, apenas da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), uma caminhonete Hilux, um distribuidor de calcário e 400 toneladas de calcário para correção de solo para pasto, uma motoniveladora, 280 doses de sêmen bovino, um caminhão refrigerado, um rolo compactador e uma patrulha mecanizada composta por um trator agrícola 4×4 com potência de 110 CV, uma carreta basculante com capacidade para seis toneladas e uma grade aradora com 18 discos de 28 polegadas, num total de R$ 2,3 milhões. Na quinta-feira, o município ainda foi contemplado com uma picape.
O prefeito de Nova Santa Helena, Paulinho Bortolini, também viajou à Capital para receber novos investimentos por meio do Governo do Estado. Para o gestor, o apoio do Estado tem sido fundamental para para o pequeno agricultor.
“Estes investimentos contribuíram para melhorar consideravelmente a atividade, fazendo uma grande diferença na vida do agricultor familiar. Em minha cidade, onde 30% da população atua na agricultura familiar, o volume de frutas, hortaliças e legumes aumentou. Hoje ele tem a opção de usar trator, escavadeira, carreta basculante, o que facilita o seu trabalho, e que antes não era possível”, comenta.
O município, localizado na Região Norte do Estado, já recebeu da atual gestão um trator com potência de 110 CV, duas carretas basculantes, uma grade aradora, seis resfriadores de leite, um veículo picape Strada, uma colhedora de forragem, um distribuidor de calcário, 500 toneladas de calcário, uma escavadeira hidráulica, uma motoniveladora e 230 doses de sêmen bovino. Ao todo, o investimento foi de R$ 2,8 milhões.

“Uma área arada manualmente, além de causar desgaste do trabalhador, demoraria mais tempo e mais gastos, com a contratação de uma ou duas mais pessoas para preparar a colheita. Com o uso de máquinas, o tempo é menor, o desperdício é reduzido, economiza-se mão de obra e aumenta a produtividade”, afirma.
Acorizal também já recebeu importantes investimentos da Seaf, na ordem de R$ 850 mil, por meio da entrega de uma motoniveladora, um trator de 110 cv de potência, uma carreta basculante, uma grade aradora, um resfriador de leite e 150 toneladas de calcário.
Entregas
Em quatro anos, o volume de investimentos destinados pelo Governo do Estado à agricultura familiar ultrapassou a marca de R$ 336 milhões e 1.200 itens entregues.
Desde 2019, a Seaf entregou a prefeituras, cooperativas e associações um total de 184 tratores, 27 microtratores, 129 grades aradoras, 130 carretas basculantes, 26 mil toneladas de calcário, 27 mil doses de sêmen, 1.600 prenhezes, 553 tanques resfriadores de leite, 100 ordenhadeiras de leite, 49 colhedoras de forragens, 43 motoniveladoras, 59 caminhões basculantes, 61 veículos picapes Strada e 34 caminhonetes Hilux.
Também foram entregues 33 pás carregadeiras, 26 retroescavadeiras, 29 distribuidores de calcário, 17 escavadeiras elétricas, 16 ensiladeiras, 11 plantadeiras de mandioca, 14 plantadeiras e adubadeiras, 10 perfuradores de solo, 9 caminhões refrigerados, 5 caminhões tanques isotérmicos, 06 caminhões baú, 7 enxadas rotativas, 7 carretas agrícolas, 7 plainas niveladoras e 2 encanteiradores.
Já na última quinta-feira foram mais 15 caminhonetes Hillux 15 L-200, 15 picapes Strada e 33 patrulhas mecanizadas compostas por trator, grade aradora e carreta.
Fonte: GOV MT
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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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