CUIABÁ

MATO GROSSO

Hospital Estadual Santa Casa implanta exame de espirometria para avaliar saúde pulmonar de pacientes

Publicados

MATO GROSSO

Quarenta pacientes do Hospital Estadual Santa Casa estão sendo submetidos a exames de espirometria para avaliação da saúde dos pulmões. O serviço de prestação de saúde foi intensificado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), nesta terça-feira (31.05), data alusiva ao Dia Mundial sem Tabaco, criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para alertar a sociedade sobre os riscos causados no organismo pelos fumantes.

“Temos essa iniciativa de tratar sobre o tema para conscientizar as pessoas sobre os danos ocasionados por quem é fumante ativo e passivo. Por isso, estamos ofertando atendimento do exame e espirometria, com a chegada do equipamento aqui no Hospital Estadual Santa Casa. Vamos poder avaliar toda a função pulmonar do paciente”, declarou a diretora da Santa Casa Patricia Dourado.

Para realização do exame de espirometria, o paciente entra dentro de uma cabine que mede a capacidade de inspirar ou expirar o ar durante a respiração. A avaliação é feita quando o paciente realiza o sopro de equipamento que envia informações para o médico realizar a leitura e diagnosticar a real situação do desempenho do pulmão para realizar o tratamento do órgão.

Leia Também:  Governador publica edital para 1.500 vagas de professor na Seduc

Jucineia da Silva Sobrinho, foi uma das pacientes que realizou o exame para avaliação dos pulmões. Ela explicou que a realização da avaliação, vai ajudar para tratamento adequado histórico de pneumonias.

“A realização deste exame é muito importante, ainda mais no meu caso, que tive cinco pneumonias, embolia pulmonar, além de Covid-19 por duas vezes. Não é fácil viver com problema no pulmão, eu tenho dores nas costas, no peito e falta de ar. Então, vou ter um diagnóstico certo da doença e tratamento”, explicou a paciente.

A aquisição do equipamento para que o exame fosse realizado na Santa Casa, é resultado das tratativas com a Sociedade Brasileira de Pneumologia, realizada pela médica pneumologista e referência no assunto Solange Morais Montanha.

A pneumologia alertou que comunidade jovem estão mais propícias aos casos de doenças respiratórias, um reflexo negativo, ocasionado pelo consumo dos modernos cigarros.

“Os jovens estão sendo levados ao tabagismo pelo cigarro eletrônico, narguilé, que causam o mesmo malefício ao organismo, e é importante que a população entenda isso. O cigarro eletrônico é uma falsa ideia vendida pela indústria que as pessoas podem consumir ou até mesmo parar de fumar, mas precisamos mudar essa falsa ideia, explicou Solange Montanha.

Leia Também:  MT Hemocentro tem 14 voluntários selecionados para doação de medula óssea

A realização do exame de espirometria no paciente é realizada somente com pedido do médico pneumologista. Os interessados podem procurar o Hospital Estadual Santa de Cuiabá, localizado na Rua Clóvis Hugueney, número 141, no bairro Dom Aquino, próximo à Praça do Seminário.

Fonte: GOV MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

Publicados

em

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

Leia Também:  Nota de pesar

Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

Leia Também:  Museu de Arte Sacra abre inscrições para projeto de incentivo à leitura para crianças

“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA