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Homem é denunciado por homicídio duplamente qualificado de companheira

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Valcimar Sampaio da Silva foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso nesta quarta-feira (19) por homicídio duplamente qualificado da companheira Ana Paula do Nascimento Lima. Conforme a Promotoria de Justiça de Nobres (a 146km de Cuiabá), o crime foi cometido por motivo fútil e contra a mulher por razões da condição de sexo feminino (feminicídio). O MPMT requereu que o homem seja pronunciado e levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

De acordo com a denúncia, o crime aconteceu no dia 1º de outubro deste ano, na residência do casal, no bairro Jardim Petrópolis, em Nobres. Valcimar, “livre e consciente do caráter ilícito de sua conduta”, matou Ana Paula por ciúmes, ao notar que a companheira “estava mexendo muito no celular” e desconfiar que “estivesse falando com clientes”, por ter atuado como “garota de programa”. O denunciado desferiu dois golpes de faca no pescoço da vítima, causando-lhe a morte, e depois fugiu.

Após o feminicídio, Valcimar entrou em contato com o supervisor dele, contou sobre o crime, pediu dinheiro e chegou a enviar uma foto da companheira morta, apagando a imagem na sequência. No dia 7 de outubro, o homem se apresentou na Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Barra do Garças (a 509km da Capital) e confessou o crime. Atualmente encontra-se recolhido na Cadeia Pública do município.

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Agressão – Pouco menos de um mês antes do crime, no dia 3 de setembro de 2022, Valcimar da Silva foi preso por agredir a vítima e a ameaçado de morte. Ele foi solto após o pagamento de fiança.

Fonte: MP MT

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Jovens no DF se unem por tapetes de Corpus Christi e “jejum” de telas

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Enquanto separava areia e tinta para o desenho de um cálice para o tapete de Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios, nesta quinta-feira (4), a estudante Vitória Nunes, de 18 anos, diz que, além da fé cristã, a ocasião celebra a amizade real, longe das telas de celular e da inteligência artificial.

“Os encontros ficam mais verdadeiros do que na internet”, afirmou. Vitória é coordenadora do grupo jovem da Paróquia de São José, da comunidade Lúcio Costa, região periférica no Distrito Federal.

“Os jovens descobrem um caminho na doação”, disse. Essa comunidade passou por processos de reintegração de posse, o que tem causado tensão no lugar. Ela conta que, diante de desocupações, mais adolescentes e suas famílias procuraram apoio na igreja.

A estudante do curso técnico em meio ambiente garante que a amizade nos grupos reduz o sentimento de solidão e sintomas de transtornos mentais, como a depressão . “O apoio da família é muito importante para a gente estar aqui.”

O tapete que eles produziam era um dos 27 confeccionados em um corredor de 125 metros de comprimento. Vindos de diferentes regiões da capital, grupos de jovens como o de Vitória chegaram assim que raiou o dia para montar os tradicionais tapetes.

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Desenhos à mão

Além de molhar os dedos de tinta, sal, palha e serragem, adolescentes e jovens adultos faziam rodas, cantavam e dançavam nas proximidades do corredor de tapetes. Nada de celular. Nada de inteligência artificial. Os desenhos feitos todos à mão.

As observações dos jovens vão ao encontro de posicionamento do papa Leão XIV, que publicou uma Carta Encíclica no mês passado, que pede regulamentação da inteligência artificial e alerta para os riscos de desinformação por intermédio dos desenvolvimentos dessas tecnologias.

A publicitária Luiza Helena Teixeira, de 24 anos, participa desde 2019 e teve o seu desenho escolhido para se transformar em tapete pela comunidade do Lúcio Costa. “Foi uma inspiração que eu tive. E é muito bom ver todo mundo trabalhando junto.”

Inclusão

Próximo aos jovens dessa comunidade, um outro grupo periférico, formado por pessoas surdas, e encarregado de tapete de Corpus Christi pedia mais inclusão. Entre eles, estava Márcio da Cruz, de 36 anos, que participa das atividades da pastoral há sete anos. Atualmente, ele está desempregado, mas sonha trabalhar com informática.

Morador de Planaltina (DF), Márcio afirma que a reunião com jovens de sua comunidade deu novo ânimo a sua vida. As expressões dele são traduzidas para a Agência Brasil pela professora Daniele Galeno, de 44 anos, uma das coordenadoras da Pastoral dos Surdos. “Muitos jovens acabam ficando em casa e só no celular. Essas atividades para eles trazem novo ânimo”, afirmou. Inclusive a confecção de tapetes.

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A mãe do rapaz, Vânia Lúcia da Cruz, de 62 anos, que assistia ao filho caçula e a outros jovens confeccionarem o tapete, lamenta que muitos jovens surdos não têm oportunidade no mercado de trabalho formal. “O meu filho sempre teve muito obstáculo com a comunicação. Quando eles se unem, ficam mais felizes, né?”. Vânia tem outros quatro filhos ouvintes.

“A linguagem deles”

Um outro grupo presente, que chegou à Esplanada antes das 7h, foi o Movimento Escalada. A diretora do grupo, a estudante de enfermagem Mariana Abrantes, de 23 anos, destacou que não é simples afastar os mais jovens das telas para que eles se voltem às atividades religiosas, mas que é possível atraí-los e mantê-los “falando a linguagem deles”.

“As amizades têm que ser cultivadas presencialmente e até além da vida no catolicismo. Eles cantam, dançam e se divertem”, garantiu.



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