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“Há escolas particulares que não têm a tecnologia igual a essa que estamos entregando”, afirma governador

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O governador Mauro Mendes garantiu que o novo Colégio Estadual Integrado (CEI) 05 Miguel Baracat, em Várzea Grande, possui qualidade equiparável ou até superior às escolas particulares de Mato Grosso.

A nova unidade de ensino, que funcionará no regime cívico-militar, foi inaugurada nesta sexta-feira (08.11).

Durante a entrega da unidade, Mauro Mendes enfatizou que a melhoria da infraestrutura escolar proporciona um ambiente de aprendizagem mais adequado aos estudantes.

“Nosso objetivo é levar esse modelo de escola de alto padrão para outras cidades de Mato Grosso. Acreditamos que uma estrutura moderna, com recursos e espaços que atendem às necessidades dos alunos e dos professores, é fundamental para oferecer uma educação de qualidade. Queremos que as escolas públicas de Mato Grosso sejam iguais a essa. Há escolas particulares que não tem a qualidade dessa escola que estamos entregando”, disse.

Com investimento de mais de R$ 21 milhões, o novo (CEI) 05 oferece estrutura de ponta para 1.700 estudantes do ensino fundamental, médio e EJA. A escola conta com 24 salas de aula, 14 ambientes administrativos e educacionais, quadra poliesportiva com vestiários, além de piscina semiolímpica.

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O governador destacou os robustos investimentos feitos pelo Governo do Estado em recursos e ferramentas inovadoras para as salas de aula.

“Nos últimos cinco anos, fizemos grandes investimentos na educação de Mato Grosso. Entregamos Chromebooks, Smart TVs, materiais de ensino de qualidade e também reformamos e construímos novas unidades. Além de proporcionar uma experiência única para estudantes da rede com um intercâmbio para Inglaterra, através da meritocracia. Tudo isso com o objetivo de despertar o interesse do jovem pelos estudos, deixando a escola mais atrativa, interessante e confortável”, disse.

Mauro Mendes ainda afirmou que o estado já colhe os frutos de uma longa reestruturação do ensino.

“Temos que ressaltar também o salto que Mato Grosso deu no IDEB [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica]. Antes, tínhamos uma posição vergonhosa no 22º lugar, e hoje avançamos para a 8º melhor educação do país. É um mérito dos professores, dos estudantes e de todos os envolvidos nas ações e programas de melhoria da educação pública de Mato Grosso”, completou.

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Também estiveram presentes na entrega da escola os deputados estaduais Júlio Campos e Fábio Tardin; os secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil), Alan Porto (Educação) e o coronel César Roveri (Segurança), além dos comandantes-gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, Alexandre Mendes e Gledson Bezerra, respectivamente, entre outros.

Programa SER Família + Educação

A nova unidade CEI será integrada ao Programa SER Família + Educação, criado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes. O objetivo é transformar o CEI em um centro de interação entre a escola, a família e a comunidade, promovendo um ambiente educacional mais colaborativo e enriquecedor, com foco em inclusão, diversidade e responsabilidade social.

Fonte: Governo MT – MT

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ALMT participa da elaboração de manuais de orientação sobre violência contra a mulher

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Procuradoria Especial da Mulher, participa da elaboração de dois manuais voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Desenvolvidos em parceria com o Governo do Estado, os materiais serão destinados aos profissionais da comunicação e da segurança pública, com orientações para evitar a exposição das vítimas, a reprodução de comportamentos violentos e a divulgação sensacionalista de casos de violência doméstica e feminicídio. A previsão é que os documentos sejam concluídos até o final de novembro.

A parceria envolve, além da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado, representantes do Poder Judiciário, Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT), Defensoria Pública, Tribunal de Contas e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outras instituições.

A iniciativa é coordenada pelo Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, comandado pela delegada da Polícia Civil Mariell Antonini, e reúne instituições da Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Para desenvolver os materiais, foi criado um grupo de trabalho responsável por estabelecer diretrizes de comunicação e medidas preventivas relacionadas ao chamado efeito copycat, expressão utilizada para definir a possível imitação de comportamentos violentos após a ampla divulgação de determinados crimes.

Segundo Mariell Antonini, a preocupação surgiu a partir de estudos que apontam a possibilidade de determinados crimes serem reproduzidos após receberem grande repercussão, especialmente quando a divulgação apresenta detalhes excessivos sobre a violência praticada.

“Dependendo da notícia, da veiculação de uma informação pelos canais de comunicação, pela mídia em geral, é possível que haja uma replicação, um efeito imitador daquela conduta nas semanas seguintes aos fatos”, explicou a delegada.

A procuradora especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, destacou que a participação da Casa de Leis ocorreu desde os estudos iniciais até a elaboração dos protocolos, manuais, guias, cartilhas e estruturação das capacitações. O trabalho contou também com a contribuição técnica da jornalista Deisy Boroviec, profissional de comunicação da Assembleia com experiência na temática da violência de gênero.

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“A Assembleia Legislativa não participou apenas formalmente do grupo de trabalho. Contribuiu efetivamente para a construção de instrumentos que buscam transformar a comunicação em uma ferramenta de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Francielle.

Imprensa e segurança pública –O manual destinado à imprensa terá caráter orientativo, respeitando a liberdade de imprensa e a independência editorial dos veículos. Entre as recomendações estão evitar a culpabilização das vítimas, a romantização dos crimes, a exposição desnecessária de detalhes da violência e expressões que possam justificar as agressões.

Já o documento voltado às forças de segurança, especialmente às polícias Civil e Militar, apresentará orientações para pronunciamentos oficiais, preservação das investigações, proteção das vítimas e familiares e cuidados com a divulgação de informações sobre os crimes.

“A publicação vai abordar os cuidados necessários para preservar a dignidade das vítimas, evitar a exposição dos filhos e demais familiares e garantir que a divulgação das ocorrências não comprometa investigações ou provas. Também estão previstas recomendações sobre a preservação dos locais de crime e o respeito à cadeia de custódia, conjunto de procedimentos que assegura a integridade das provas durante a investigação criminal”, descreveu a delegada.

Segundo Mariell Antonini, a forma como os casos são apresentados à sociedade pode influenciar comportamentos e contribuir para a naturalização da violência.

“A imprensa tem um importante papel de transformação. O que nós precisamos mudar na nossa sociedade é a cultura, essa cultura de naturalização da violência contra a mulher. Por isso, precisamos trabalhar com todos os atores que possam colaborar”, ressaltou a delegada.

Para a procuradora Francielle, a proposta não é limitar a divulgação das ocorrências, mas oferecer referências técnicas que permitam informar com responsabilidade e dar visibilidade aos mecanismos de denúncia e proteção.

“Não basta que a sociedade saiba que uma mulher foi vítima de violência. É fundamental que compreenda a gravidade do crime, reconheça os sinais de risco e saiba onde buscar ajuda. A notícia precisa informar sem transformar a violência em espetáculo”, enfatizou.

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Capacitação –Além da elaboração dos documentos, a Procuradoria Especial da Mulher organiza uma capacitação prevista para novembro, na sede da ALMT, nas modalidades presencial e virtual. A data ainda será definida.

A formação será direcionada a jornalistas, assessores de imprensa, publicitários, comunicadores institucionais, influenciadores digitais e demais profissionais que atuam na produção e divulgação de informações. O objetivo é apresentar orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes contra mulheres, o uso adequado da linguagem e a prevenção da revitimização.

A modalidade virtual permitirá a participação de profissionais do interior do estado, com a possibilidade de articulação das Procuradorias da Mulher existentes nas Câmaras Municipais.

“Queremos oferecer uma formação que vá além da apresentação dos manuais, com orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes de violência contra a mulher, a prevenção dos riscos associados ao efeito copycat e a preservação da dignidade das vítimas”, explicou a procuradora.

A Procuradoria Especial da Mulher também pretende utilizar a Escola do Legislativo, a TV Assembleia e os canais digitais da Casa de Leis para ampliar as ações educativas e levar informações à população.

Para Francielle Brustolin, a iniciativa reforça o compromisso da ALMT com a prevenção, o acolhimento das vítimas e o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.

“A transformação cultural começa quando deixamos de justificar a violência, passamos a reconhecer seus primeiros sinais e assumimos coletivamente a responsabilidade de combatê-la”, disse.

Após a conclusão, os dois manuais deverão ficar disponíveis na plataforma mulher.mt.gov.br ⁠, para consulta dos profissionais e da sociedade.

O portal também disponibiliza vídeos informativos de curta duração, com orientações sobre como identificar situações de violência doméstica, buscar atendimento e contribuir para a prevenção.



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