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Grupo de Fiscalização do Sistema Carcerário visita Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães

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O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF/MT) realizou na segunda-feira uma visita de rotina à Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães.
 
A visita à unidade penitenciária masculina liderada pelo supervisor do GMF, desembargador Orlando de Almeida Perri, teve o objetivo de avaliar as condições da estrutura, assim como verificar o tratamento dispensado aos cerca de 50 reeducandos presentes na instituição.
 
A Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães possui lotação máxima para 100 pessoas privadas de liberdade, mas hoje a unidade penal abriga apenas metade da sua capacidade.
 
Os reeducandos possuem atendimento médico e odontológico programados, participam de cursos sazonais e têm acesso à biblioteca da unidade. Dos 48 ressocializandos, 37 são beneficiados com atividades que contemplam a remição de pena (leitura e estudo) e nove trabalham em atividades internas.
 
Reunião na Prefeitura – A comitiva do GMF aproveitou a visita à unidade para se reunir com o secretário municipal de Governo de Chapada dos Guimarães, Gilberto Mello, para fomentar a contratação da mão de obra de reeducandos no município.
 
O desembargador Orlando de Almeida Perri reforçou ao secretário a importância da participação da administração pública no processo de ressocialização e de contribuição para a sociedade dos egressos e pré-egressos do sistema prisional.
 
“Temos mão de obra para oferecer não apenas ao empresariado, mas também para os órgãos públicos. Os reeducandos do regime fechado e do semiaberto não possuem encargos sociais para os contratantes, sendo uma ótima opção para o mercado de trabalho.”
 
Além da comitiva do GMF, participaram da reunião o juiz da Segunda Vara de Chapada dos Guimarães, Renato Jose de Almeida Costa Filho, a superintendente de politicas penitenciárias, Fabiana Siqueira, e o assessor executivo da Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária, Edson Pereira da Cruz.
 
Objetivos para início de 2023 – O GMF estabeleceu como meta para os primeiros 100 dias do ano a inspeção de 12 unidades penitenciárias pelo interior do Estado. A Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães foi a primeira unidade visitada pelo grupo.
 
Entre os objetivos estratégicos do GMF para este ano, também está a promoção e integralização de seis mil privados e privadas de liberdade na educação básica regular e a promoção e inserção desse mesmo público no mercado de trabalho, com empregabilidade e renda.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagens: Foto 01: desembargador Orlando Perri e membros do GMF dentro de uma cela. Em pé, eles conversam com reeducando. Foto 02: participantes da reunião na Prefeitura de Chapada dos Guimarães sentados, em volta de uma mesa de vidro, conversando sobre a pauta do encontro. Em destaque o líder do GMF, desembargador Orlando Perri.
 
Marco Cappelletti
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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