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Governo de MT lança licitação internacional para implantação de novo Data Center

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A Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) publicou o aviso de licitação internacional para a implantação do novo Data Center no Estado. A chamada integra as ações do Programa de Modernização da Gestão Fiscal do Estado de Mato Grosso (Profisco II), que é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O objetivo é contratar empresas especializadas para aquisição de bens e serviços destinados à construção e operação do novo Data Center, fortalecendo a estrutura tecnológica da administração pública estadual.

A licitação está estruturada em dois lotes: o lote 1, referente ao Complexo Data Center, com orçamento estimado em R$ 53.091.350,44; e o lote 2, correspondente à Sala Cofre, com previsão de R$ 5.137.723,50. A execução dos contratos terá duração de até 80 meses, incluindo 60 meses de serviços de manutenção.

A modalidade adotada será Licitação Pública Internacional (LPI), conforme as diretrizes do BID, e estará aberta a todos os licitantes elegíveis. As propostas podem ser apresentadas até o dia 19 de maio de 2025, às 17h30 (horário de Cuiabá).

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A abertura dos envelopes ocorrerá em sessão pública no dia 21 de maio, às 10h, na sala de reuniões da Secretaria Adjunta de Administração Fazendária (SAAF), no Complexo 3A da Sefaz, em Cuiabá. A sessão também poderá ser acompanhada virtualmente, via Google Meet.

As empresas interessadas devem apresentar documentação de habilitação jurídica, regularidade fiscal, qualificação econômico-financeira e técnica. Dúvidas e esclarecimentos podem ser encaminhados para o e-mail: licita@sefaz.mt.gov.br. O edital e seus anexos estão disponíveis gratuitamente pelo link https://shre.ink/MrR0.

Fonte: Governo MT – MT

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Lúdio faz emenda a projeto do governo para garantir R$ 1,5 bilhão para casas populares em MT

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) se posicionou contrário ao pedido de empréstimo de R$ 1,5 bilhão apresentado pelo Governo de Mato Grosso na Assembleia Legislativa. Na quarta-feira (1º), o deputado apresentou uma emenda ao projeto de lei 795/2026 para garantir que o mesmo valor do empréstimo seja aplicado também em moradias populares.

“O Estado aplicará, em ações e programas de habitação de interesse social, recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) em montante equivalente ao valor da operação de crédito autorizada por esta Lei, na mesma programação financeira da operação de crédito”, diz a emenda apresentada pelo deputado.

O projeto de lei nº 795/2026, apresentado no final de junho pelo governo estadual, prevê a contratação do empréstimo junto à Caixa Econômica Federal por meio da linha Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (FINISA). A previsão do projeto é de investimentos em construção, pavimentação, modernização e recuperação de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias, além da construção, ampliação, reforma e aparelhamento de Unidades de Saúde, Hospitais e Laboratórios.

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Lúdio questionou a pertinência de o projeto ter sido encaminhado neste momento, próximo do período eleitoral e do fim do atual mandato do Governo do Estado. “Sinceramente, não tem sentido, a seis meses do final do mandato do atual governador, o Estado contrair um empréstimo de R$ 1,5 bilhão, esse é o primeiro problema. Daqui a três meses, Mato Grosso vai eleger uma nova governadora ou um novo governador que terá quatro anos de mandato e poderá tomar a decisão sobre a pertinência ou não de um empréstimo dessa natureza”.

Em entrevistas à imprensa, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) tem defendido que o recurso serviria para “substituir recursos que deixarão de existir” ao final deste ano. O projeto de lei, porém, não traz menção a esse ponto.

“Não tem sentido o argumento de que compensaria isso por meio da utilização de recursos do Fethab a partir do ano que vem, quando nós não sabemos nem quem será governador, porque o atual governo já teve quase oito anos para utilizar o Fethab para investir em habitação, e não fez isso”, rebateu Lúdio.

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O deputado também criticou a taxa de juros do financiamento proposto no PL nº 795/2026. O texto prevê a contratação de R$ 1,5 bilhão com prazo de 10 anos para pagamento, com carência de 12 meses e uma taxa de juros indexada pelo CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que hoje é de 14,15% ao ano, mais 0,9% ao ano, entre outras condições.

“Isso é juros de mercado, essa modalidade de financiamento não é a modalidade correta para o Estado buscar, porque nós temos outros exemplos contratados pelo Governo de Mato Grosso de empréstimos com carência de cinco anos, taxa de juros de 3,6% e 25 anos para pagar. E até porque os recursos que o Governo Federal tem à disposição no Minha Casa Minha Vida são muito mais acessíveis do que esse financiamento. O Estado poderia buscar o diálogo com o Governo Federal para aprovar mais projetos de casas e apartamentos populares, sem onerar o governo estadual”, defendeu Lúdio.



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