MATO GROSSO
Governo de MT investe R$ 2,59 milhões na segunda edição do Prêmio Eficiência e Inovação
MATO GROSSO
O investimento do Governo de Mato Grosso na segunda edição do prêmio Eficiência e Inovação em Práticas Públicas, que reconhece iniciativas eficientes e inovadoras na administração pública estadual, pode chegar a R$ 2,59 milhões.
As inscrições para o prêmio, organizado pela Secretaria Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), estão abertas, são gratuitas e se encerram no dia 16 de fevereiro – saiba abaixo como se inscrever.
De acordo com os dados da Seplag, as iniciativas ganhadoras na primeira edição do prêmio proporcionaram um retorno de R$ 318 milhões para o Poder Executivo de Mato Grosso, em termos de aumento de receita, redução de custos e economicidade.
“O engajamento dos servidores públicos resultou em um saldo extremamente positivo já na primeira edição do prêmio. Por isso, reforço a importância de que secretários e gestores estaduais incentivem suas equipes a participar, se inscrevendo nesta iniciativa, que vem se consolidando como a principal referência em eficiência e inovação na administração pública estadual”, destaca o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra.
As equipes que ficarem em primeiro lugar levarão um prêmio de R$ 200 mil, enquanto as segundas colocadas receberão R$ 170 mil e as terceiras posições ganharão R$150 mil.
Os campeões receberão também passagens aéreas, com direito a acompanhante, para destinos nacionais ou internacionais. Os valores das passagens de ida e volta têm limite de R$ 8.500,00, além do recebimento do selo “Servidor Eficiente e Inovador em Práticas Públicas”.
A edição deste ano traz como novidade a criação da categoria “Melhoria da Gestão Pública” e a subcategoria “Pequenas Economias que Fazem a Diferença”, acompanhadas das categorias “Transformação Digital”, “Redução de Custos ou Aumento da Receita” e “Satisfação do Cidadão”. São mais oportunidades incentivando a participação dos servidores públicos estaduais.
A seleção das melhores implementações em cada uma dessas categorias se dará em quatro etapas. As equipes participantes devem ter, no mínimo, dois e, no máximo, cinco integrantes. Elas devem ser formadas por servidores públicos civis e militares, efetivos, ou exclusivamente comissionados ou contratados, além de empregados públicos do Poder Executivo Estadual.
Passo a passo da inscrição
Quem deseja participar deve começar lendo com atenção o edital, disponível aqui. As inscrições são realizadas online pelo mesmo endereço.
Para se inscrever, é necessário estar cadastrado no MT Login, ou usar as credenciais do portal gov.br. Após acessar o sistema, o processo é dividido em quatro etapas: permissões, categorias, participantes e resumo da prática pública inovadora.
Na primeira etapa, o participante deve marcar as opções relacionadas aos termos de responsabilidade e ao uso de imagem e voz. Em seguida, é preciso escolher a categoria que melhor se encaixa na iniciativa.
A terceira etapa exige o preenchimento dos dados dos integrantes da equipe, como CPF, matrícula, nome completo, órgão de lotação e e-mail. Já na quarta etapa, são solicitadas informações sobre a prática implementada, como nome, cidade de execução e se foi iniciada a partir de janeiro de 2023.
Além disso, é preciso responder a quatro perguntas sobre o problema resolvido, a implementação da prática, o público beneficiado e como surgiu a ideia. Por fim, documentos que comprovem as informações devem ser anexados. Mais detalhes estão disponíveis no Guia do Candidato.
Fonte: Governo MT – MT
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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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