MATO GROSSO
Governo de MT entrega novilhas a agricultores familiares de 10 municípios da Região Norte
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Para a aquisição das novilhas, a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) fez investimentos na ordem de R$ 808.650,00. Esta é a quinta e maior entrega de prenhezes desde o início do programa, em 2022.
A entrega simbólica foi realizada pela secretária de Agricultura Familiar, Teté Bezerra, e pelo presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Renaldo Loffi, nesta terça-feira, durante o sorteio das novilhas para os produtores, na sede da cooperativa, em Terra Nova do Norte (cerca de 650 km de Cuiabá). As outras 45 novilhas prenhes adquiridas pela cooperativa serão financiadas para os produtores beneficiados, em condições que eles consigam pagar com tranquilidade.![]()
No total, considerando a parte da Seaf e a contrapartida da Coopernova, 90 novilhas com gestação entre quatro e oito meses, todas com embrião sexado de fêmea Girolando meio sangue, integrarão os rebanhos de produtores familiares de Colíder, Guarantã do Norte, Matupá, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Santa Helena, Novo Mundo, Peixoto de Azevedo, Sinop e Terra Nova do Norte. Cada produtor que participa dessa entrega ficará com duas novilhas prenhes, uma doada pelo Governo e outra financiada pela cooperativa.
Segundo a secretária Teté Bezerra, a entrega dessas novilhas possibilita que os produtores tenham resultados imediatos no aumento de produção e na qualidade do leite, isso sem contar que, em dois anos, essa novilha já terá se multiplicado.
“Esse gado, com essa genética e especificações, vai trazer um impacto positivo para toda a pecuária de leite. Esse é um programa que o governador Mauro Mendes tem defendido como um projeto muito rápido para fazermos que nossa média de produção de leite possa avançar”, destacou a secretária.
Outro benefício do programa MT Produtivo Leite é o incremento na geração de renda, conforme ressaltou o presidente da Coopernova, Daniel Robson Silva.![]()
“Além de aumentar a renda dos agricultores familiares, estas novilhas trarão mais matéria-prima para as indústrias de Mato Grosso. Nós, que somos a maior cooperativa de agricultura familiar do Centro-Oeste, entendemos que a iniciativa do Governo e Seaf merece reconhecimento pela importância do programa para os pequenos produtores de leite”, disse Daniel.
O presidente da Empaer, Renaldo Loffi, ressaltou que o programa vem ao encontro da necessidade que os agricultores familiares têm demonstrado de melhorar a tecnologia e qualidade do leite com custos menores de produção. “Esse programa também impacta positivamente a qualidade de vida dessas famílias”, pontuou.
Devanir Messias dos Santos é agricultor familiar em Peixoto de Azevedo (distante 675 km de Cuiabá) e foi um dos beneficiados pelo programa MT Produtivo Leite. Ele conta que está com muita expectativa para receber a novilha, pois com um gado de alta genética, como o entregue pelo Estado e financiado pela Coopernova, a produção deve aumentar.
“O produtor quer produzir leite. Hoje temos gado com baixa produção e que precisa de muito investimento. Com uma novilha de alta genética a gente conseguirá produzir o leite com menos custo. Por isso que esse programa é um grande incentivo do Governo de Mato Grosso”, afirmou o produtor.
A produtora familiar Aumicélia Costa de Oliveira acompanhou ansiosa o sorteio para saber quais as novilhas levaria para sua chácara em Novo Mundo (cerca de 810 km de Cuiabá). Para ela, essa entrega representará, além da melhoria na qualidade do leite, o aumento do rebanho, com vacas de melhor genética.
“Se a gente tiver um bom pasto e um lugar adequado, as novilhas vão comer bem e produzir bastante leite. Isso ajuda até a manter os jovens na cadeia do leite, pois teremos resultados melhores com menos desgaste”, revelou.
As novilhas serão repassadas aos produtores nesta quarta-feira (05.04). Nos próximos meses, ainda pelo projeto de melhoramento genético do Governo de MT, os agricultores familiares beneficiados receberão assistência técnica mensal dos técnicos Copernova (que é outra contrapartida da cooperativa) e acompanhamento da equipe da Empaer, que são parceiros do programação orientações e assistência técnica.
Fonte: Governo MT – MT
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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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