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Governo de Mato Grosso investe mais de R$ 75 milhões no município de Torixoréu

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O Governo de Mato Grosso investiu mais de R$ 75 milhões no município de Torixoréu (a 572 km de Cuiabá), ao longo dos três anos e cinco meses de gestão. O aporte destinado à cidade foi revertido em melhorias nas áreas de infraestrutura, saúde, educação, social e agricultura familiar.

Por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), o principal investimento em Torixoréu foi o do asfaltamento de 45 km da MT-100, no trecho que compreende o entroncamento da MT-461, que dá acesso a Ribeirãozinho, até o entroncamento da MT-466. A obra avaliada em R$ 24,3 milhões será inaugurada pelo Governador Mauro Mendes durante a visita ao município nesta sexta-feira (03.06).

Outras duas obras também serão inauguradas nessa rodovia: um trecho de 18 km entre Torixoréu e Pontal do Araguaia, que contou com investimento de R$ 22,3 milhões, e uma ponte sobre o Rio Tinhoso de R$ 4,5 milhões.

No valor total de R$ 10,9 milhões, a MT-100 também receberá três pontes de concreto sobre os rios São Francisco, São Domingos e Diamantino, a maior do trio que contará com mais de 120 metros de extensão. Já para a MT-206 foram destinados R$ 249,2 mil para a construção de uma ponte de madeira sobre o Córrego Águas Belas. 

Em parceria com a Prefeitura Municipal, o Governo de Mato Grosso promoveu algumas obras, como a conservação e manutenção de diversas ruas e realizou a entrega de aduelas de concreto para a substituição de pontes de madeira em rodovias vicinais. Esses investimentos somam R$ 3,2 milhões.

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Também em parceria com o Executivo Municipal, foi realizada a ampliação e readequação do sistema de abastecimento de água, com investimento de R$ 1,1 milhão, e a construção de uma praça para a rodoviária municipal no valor de R$ 709 mil. A Sinfra também aprovou a construção da rodoviária, avaliada em R$ 298 mil.

Ainda nesta sexta-feira, o Governador Mauro Mendes deve assinar a autorização para formalização de dois convênios. O primeiro será para o asfaltamento de 21 ruas e avenidas de Torixoréu no valor de R$ 4 milhões. Já o segundo será para a reforma de cinco pontes de madeira, avaliadas em R$ 843 mil.

Maquinários para os produtores

A Sinfra, em conjunto com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), também realizou a entrega de maquinários e equipamentos no valor de R$ 1,9 milhão. Foram entregues ao município de Torixoréu duas motoniveladoras, uma plantadeira e adubadeira, uma retroescavadeira, uma pá carregadeira, uma patrulha mecanizada (trator 110 CV, carreta basculante e grade aradora), uma ensiladeira e três tanques resfriadores.

Social

A Secretaria de Estado de Cidadania e Assistência Social (Setasc) destinou R$ 446 mil para Torixoréu. A maior parte do valor destinado ao município, R$ 209 mil, foi utilizado para a transferência de renda para famílias em situação de vulnerabilidade social. O valor é referente ao que foi transferido em 2021 e parte do que já foi enviado para a população em 2022.

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Outras ações sociais que se destacam são as distribuições de 2,3 mil cestas básicas, 1,3 mil cobertores e 14 filtros de barro. Para essas ações, o Governo de Mato Grosso investiu cerca de R$ 237 mil.

Educação

O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), também fez investimentos na área de ensino. Para os professores da rede estadual foram adquiridos computadores e destinado um valor como ajuda de custo para a contratação de serviço de internet. Os recursos de R$ 101 mil foram investidos em razão da pandemia da covid-19.

A Seduc ainda realizou a entrega de um ônibus para o transporte escolar e seis conjuntos de mesas para as escolas estaduais. Esses recursos contaram com um investimento de R$ 363,3 mil.

Outros investimentos

Entre outros investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso, há a aquisição de uma caminhonete para a Unidade Local de Execução do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (INDEA) e perfuração de dois poços artesianos pela Companhia Matogrossense de Mineração (METAMAT). Essas ações somam R$ 298 mil.

Fonte: GOV MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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