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Governo constrói 21 pontes de concreto com mais de 100 metros de extensão em todo Estado

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O Governo de Mato Grosso está construindo 21 pontes de concreto com mais de 100 metros de extensão em todas as regiões do Estado. São obras que irão eliminar pontes de madeira, substituir balsas e criar novos caminhos para o transporte de pessoas e de cargas em Mato Grosso.

A maior ponte sendo construída no momento pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) tem 691 metros de extensão e atravessa o Rio Teles Pires, na MT-419, entre Novo Mundo e Carlinda. A ponte, que irá substituir uma balsa, está ainda na fase inicial das obras e deve ficar pronta em 2024.

Outra ponte de grande porte também está sendo construída sobre o Rio Teles Pires, só que na MT-325, entre Alta Floresta e a divisa com o Pará, substituindo outra balsa. Com 550 metros de extensão, 31% da obra já foi executada pela empresa contratada pela Sinfra-MT.

A terceira maior ponte em construção está localizada na região do Norte Araguaia, sobre o Rio Comandante Fontoura, na MT-430 que liga os municípios de São José do Xingu e Vila Rica. A ponte tem 300 metros de extensão e encontra-se com aproximadamente 25% de sua estrutura finalizada.

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Em Aripuanã, uma ponte de madeira está sendo substituída por uma unidade de concreto com 240 metros de extensão, na MT-208. A obra já superou 50% de sua execução. 

Finalizando a lista de maiores pontes em construção está uma ponte de 240 metros sobre o Rio Arinos, na MT-242 que liga Itanhangá e Brasnorte. Importante rota para ligar o médio-norte com o Vale do Arinos, já foram executados cerca de 15% dos trabalhos.

“Estamos entregando pontes em todas as regiões de Mato Grosso, beneficiando a logística em grandes e pequenos municípios, eliminando as balsas e pontes de madeira, que são obstáculos para o desenvolvimento de Mato Grosso”, afirma o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.

Pontes entregues

A Sinfra-MT já entregou mais de 100 pontes de concreto desde janeiro de 2019. Destas, 19 têm mais de 100 metros de extensão.

A maior de todas elas fica na MT-326, entre Cocalinho e Nova Nazaré. Além de finalmente garantir que Cocalinho seja ligada por via terrestre ao restante de Mato Grosso, a ponte de 483 metros representa uma revolução para a agricultura da região, já que Cocalinho tem grande produção de calcário. Antes da inauguração, os caminhões esperavam por até dois dias na fila para fazer a travessia por balsa.

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Com 305 metros de extensão, a segunda maior ponte inaugurada pela atual gestão fica localizada sobre o Rio Arinos em Porto dos Gaúchos, na MT-220 e substituiu uma estrutura de madeira.

Na lista das maiores pontes já entregues também estão: uma com 244 metros sobre o Rio Arinos na MT-388, entre Nova Maringá e Tapurah, outra com 240 metros sobre o Rio Apiacás, na MT-206 entre Paranaíta e Apiacás e, por fim, a ponte sobre o Rio Vermelho na Avenida W11 em Rondonópolis, com 225 metros de extensão.

Fonte: GOV MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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