MATO GROSSO
Governo abre chamada para consultoria individual na área da Educação
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) publicou, no Diário Oficial de terça-feira (21.1), a Solicitação de Manifestação de Interesse (SMI) para a contratação de consultor individual especialista em gestão de programas de formação, no âmbito do Projeto Aprendizado Digital, Inclusivo e Sustentável (Padis-MT).
A seleção é financiada pelo Banco Mundial, por meio do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), e integra o Componente 1 – Foco Pedagógico do projeto. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a gestão, o monitoramento e a expansão do Programa de Fortalecimento de Práticas Pedagógicas da rede estadual de ensino.
De acordo com o Termo de Referência, a consultoria terá caráter técnico-estratégico, com foco na gestão do programa, e não na execução direta de formações. Entre as atribuições estão o mapeamento de processos e fluxos de trabalho, a definição de indicadores de desempenho, o acompanhamento das consultorias de formação e tecnologia contratadas pela Seduc, além da elaboração de relatórios técnicos, avaliações intermediárias e recomendações para a sustentabilidade e institucionalização do programa.
A atuação do consultor será fundamental para apoiar a expansão do programa em larga escala a partir de 2026, quando o Padis prevê alcançar até 80% das escolas da rede estadual, incluindo unidades urbanas, rurais, indígenas, do campo e quilombolas. O trabalho também dará suporte à Avaliação de Impacto que será conduzida com metodologia experimental, em parceria com a equipe técnica do Banco Mundial.
O Programa de Fortalecimento de Práticas Pedagógicas é baseado nas metodologias Teach e Coach, utilizadas internacionalmente para observação de sala de aula, mentoria pedagógica e desenvolvimento profissional docente. A consultoria individual atuará na articulação entre essas metodologias, os processos de gestão da Seduc e as diretrizes do acordo de financiamento internacional.
Como participar
Profissionais interessados devem encaminhar Manifestação de Interesse, acompanhada de currículo detalhado e documentação comprobatória, no prazo de até 15 dias úteis a partir da publicação do edital, exclusivamente para o e-mail da Comissão Especial de Licitações do Padis: [email protected].
Acesso aos documentos
O Termo de Referência completo, com a descrição detalhada do escopo, produtos, cronograma, critérios de seleção e qualificações exigidas, está disponível para consulta pública no site oficial do projeto ou no link.
Sobre o Padis-MT
O Projeto Aprendizado Digital, Inclusivo e Sustentável (Padis) é uma iniciativa do Governo de Mato Grosso, executada pela Seduc com apoio do Banco Mundial, que visa fortalecer práticas pedagógicas, qualificar a formação continuada de professores e aprimorar a gestão educacional, promovendo uma educação pública mais eficiente, inclusiva e sustentável.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Wilson Santos quer comissão para cobrar melhorias no fornecimento de energia em MT
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) propôs a criação de uma Comissão Especial na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para acompanhar e fiscalizar os serviços de distribuição de energia elétrica prestados pela Energisa, diante das reclamações e dos impasses relatados por consumidores de diferentes regiões do estado. A proposta foi apresentada nesta segunda-feira (19), durante audiência pública sobre o Projeto de Lei nº 692/2026 , que trata da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 (PLDO 2027), após questionamentos sobre os investimentos de R$ 1,4 bilhão na expansão da rede trifásica, sendo R$ 700 milhões do governo estadual e R$ 700 milhões da concessionária.
Com a proposta, o parlamentar informou que a comissão seria formada para o próximo ano e defendeu que tenha caráter suprapartidário e conte com a participação de órgãos de controle e defesa do consumidor para monitorar a qualidade dos serviços e cobrar soluções para os problemas apresentados. “Não vamos mais deixar a população à mercê da sanha lucrativa da Energisa. Não vamos permitir que isso aconteça”, ressaltou.
O debate começou com o presidente da CFAEO, deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), ao mencionar uma emenda ao PLDO para atender à expansão da rede trifásica e questionar como seria a aplicação dos recursos e quais seriam os possíveis reflexos dos investimentos na tarifa de energia paga pela população. Na sequência, Pimenta esclareceu que o programa MT Trifásico foi instituído pela Lei nº 13.488/2026 e pelo Decreto nº 2.155, com previsão de execução entre 2026 e 2030 e a implantação de pelo menos cinco mil quilômetros de redes trifásicas de distribuição de energia elétrica na área rural de Mato Grosso.
Segundo o secretário, a participação do Estado corresponderá a 50% dos investimentos e poderá ocorrer por meio de aporte financeiro ou concessão de crédito presumido de ICMS, conforme a legislação tributária. Ele acrescentou que uma das premissas do programa é impedir que os recursos públicos investidos pelo governo estadual resultem em aumento na tarifa de energia.
“No aporte financeiro, o Estado utiliza recursos do orçamento e deposita em uma conta específica. Já no crédito presumido de ICMS, a empresa faz a escrituração fiscal conforme os investimentos realizados mensalmente. O Estado e a Energisa dividem igualmente os custos, e a parcela correspondente ao governo estadual será descontada da arrecadação do ICMS, em vez de ser depositada diretamente na conta”, explicou Fábio Pimenta.
Após os esclarecimentos, Wilson Santos destacou que a renovação da concessão da Energisa por mais 30 anos exige acompanhamento permanente do Parlamento. Ele lembrou que, neste ano, foram realizadas oito audiências públicas em Mato Grosso para discutir a atuação da concessionária e ouvir consumidores, especialmente moradores e produtores da zona rural, que relataram dificuldades no fornecimento de energia, falta de infraestrutura e limitações na expansão da rede trifásica.
O deputado ressaltou que a precariedade da infraestrutura energética compromete o desenvolvimento econômico, sobretudo no campo, onde a rede trifásica é essencial para atividades produtivas. Outro ponto levantado por ele foi a necessidade de conhecer as metas estabelecidas no novo contrato de concessão, que se estenderá até 2057. “Renovaram, mas nós não tivemos acesso ao que foi renovado aqui”, declarou.
Para Wilson Santos, a comissão especial permitirá que a Assembleia Legislativa acompanhe os investimentos, fiscalize a prestação dos serviços e cobre respostas às reclamações da população. A proposta é estruturar o grupo em 2027, com participação suprapartidária e diálogo com outros órgãos públicos, para ampliar o controle sobre a distribuição de energia elétrica no estado.
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