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Governador afirma que Estado precisa de qualificação pois vive “apagão” de mão de obra

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O ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, apresentou nesta segunda-feira (07.03), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, o Programa Nacional de Serviço Civil Voluntário, iniciativa que vai oferecer junto às prefeituras e ao Sistema S qualificação profissional para trabalhadores desempregados dos 141 municípios de Mato Grosso.

“Nosso Estado vive hoje um apagão de mão de obra, frente ao volume de investimentos que o Governo do Estado, as prefeituras e também a iniciativa privada vêm fazendo. Então, qualificar é ferramenta importante para que a gente possa melhorar nosso índice de desemprego, já somos o segundo melhor estado nesse quesito, mas podemos seguramente nos tornar o estado com maior geração de emprego do Brasil”, afirmou o governador Mauro Mendes.

De acordo com o chefe do Executivo, a expectativa é de que o programa possa contribuir para a qualificação da mão de obra e, com isso, impulsionar o Estado para a liderança nacional da geração de empregos. Atualmente, Mato Grosso é o segundo colocado no ranking da região Centro-Oeste, segundo dados do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério da Economia.

“Esse programa é uma alternativa importante para criar oportunidade para jovens, mulheres e também para aqueles que já passaram da casa dos 50 anos, e foi concebido com muita perspicácia e inteligência porque ele vai, ao mesmo tempo, criar oportunidade dessas pessoas prestarem serviço voluntário junto às prefeituras – nas suas diversas áreas –, mas cria também uma exigência de que essas pessoas se qualifiquem nos diversos programas do Governo Federal e também pelo Governo de Mato Grosso”, destacou o governador.

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O Programa Nacional de Serviço Civil Voluntário foi criado a partir da Medida Provisória 1099/22 e oferece, além de uma bolsa (que observa o valor do salário-mínimo hora), auxílio transporte (opcional) aos participantes, além de mais de 200 cursos de qualificação.

A ação, segundo o ministro Onyx Lorenzoni, visa amenizar os impactos sociais no mercado de trabalho causados pela pandemia da Covid-19 e acompanha a expectativa do Governo de retomada da economia para este ano.

“Nós estamos trabalhando na criação de uma rampa, para que esses 40 milhões de brasileiros que hoje vivem na informalidade atravessem da experiência e da qualificação para o mundo formal”, ressaltou.

O Programa Nacional de Serviço Civil Voluntário prioriza jovens entre 18 e 29 anos, e também os trabalhadores acima de 50 anos que estão fora do mercado há mais de dois anos. A participação dos municípios é opcional e a organização local das atividades, bem como o pagamento da bolsa qualificação, ficará a cargo das prefeituras. Já os cursos serão ofertados pelos serviços nacionais de aprendizagem e pelo Sebrae, priorizando qualificação nas atividades econômicas mais importantes no município e em sua região.

“A gente vem acompanhando os governos do Estado e Federal preocupados com essa demanda pós-pandemia e em trazer essas pessoas mais vulneráveis para o mercado de trabalho. Esse programa é não só importante, mas necessário para que a gente consiga inserir nossa população, principalmente aqueles que mais necessitam de qualificação, para o mercado formal”, frisou o prefeito de Juína, Paulo Veronese.

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As experiências bem-sucedidas no âmbito do Programa Nacional de Serviço Civil Voluntário receberão o Prêmio Portas Abertas como reconhecimento, o que permitirá ainda a divulgação das boas práticas para inspirar outros municípios. O Prêmio será implementado por meio de parcerias com outras instituições.

“O Brasil vive um momento onde o reaquecimento da economia encontra algumas travas, uma delas é a falta de pessoas qualificadas. O programa é muito bom porque age em duas frentes: naquelas pessoas que estão chegando ao mercado de trabalho, abaixo de 30 anos, e também pessoas com mais de 50 anos que, sendo requalificadas, podem ocupar outras posições. O Senai de Mato Grosso está preparando uma estratégia de atuação junto às prefeituras para atender essa população e esse programa que, sem dúvida, vai ser muito importante para o nosso Estado”, pontuou o presidente do Sistema Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Gustavo de Oliveira. 

A solenidade de apresentação do Programa Nacional de Serviço Civil Voluntário contou com a presença de secretários de Estado, prefeitos, representantes dos setores produtivos, da presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputada Janaina Riva, dos deputados estaduais Dilmar Dal’Bosco, Elizeu Nascimento, Dr. Gimenez, Dr. João, Nininho e Gilberto Cattani, dos deputados federais Neri Geller, José Medeiros e Leonardo Albuquerque, do conselheiro corregedor do Tribunal de Contas, Guilherme Maluf, e do superintendente Regional do Trabalho em Mato Grosso, Eduardo de Souza.

Fonte: GOV MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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