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Gestores do Estado de MT aderem à Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P)

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Gestores governamentais das secretarias e órgãos públicos do Estado de Mato Grosso assinaram um documento se comprometendo a cumprir o Termo de Adesão para implementação da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), firmado entre o Governo de Mato Grosso e o Governo Federal. Com o Termo, os gestores se comprometem a planejar, executar e monitorar as ações dos programas A3P e apoiar práticas de sustentabilidade adotando ações socioambientais nas atividades internas e externas, promovendo a economia dos recursos naturais e eficiência de gastos institucionais.

O documento foi assinado nesta terça-feira (18) no auditório da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com a presença de representantes do Executivo Estadual e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). A base do programa A3P são os 5R’s: reutilizar, reciclar, reaproveitar, repensar (sobre as práticas e uso consciente) e rejeitar (não fazer uso de material que causa dano ambiental).
A secretária adjunta de Gestão Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Luciane Bertinatto, exalta o compromisso do serviço público com consumo consciente e sustentável, economia e preservação de recursos naturais. “O Governo do Estado está dando um exemplo ao assinar este termo de responsabilidade. Mostra para o mundo que Mato Grosso produz, preserva e utiliza os recursos naturais de forma responsável e consciente”.
A integração entre o Governo Federal e Estadual é de fundamental importância para a retomada da agenda ambiental, afirma o representante do MMA, Pablo Saldo, coordenador Nacional do Programa A3P. “Estamos confiante que reforçaremos ainda mais esta agenda de responsabilidade socioambiental e que, a partir do Governo do Estado, ela irá irradiar para outras instituições públicas aqui em Mato Grosso”.
A representante da Casa Civil, Cláudia Cristina de Sousa, secretária adjunta de Ação Governamental, destaca que a oficina da A3P é um evento de extrema importância para preservar o meio ambiente. “Que possamos colocar em pratica ações simples que irão trazer resultado no decorrer dos anos. O mundo está indo em direção à sustentabilidade eficiente com metas transformadoras e ousadas e esse é nosso objetivo de hoje”.
A implementação das boas práticas no dia a dia foi ressaltada pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Cesar Miranda. “A prática de preservar o meio ambiente começa no nosso local de trabalho, só assim que vamos conseguir buscar uma consciência ambiental maior. Secretários e servidores presentes estarão incumbidos de implantar o que for discutido nestes dias aqui”.
Programação
A Oficina Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), que teve a assinatura do Termo de Compromisso na abertura oficial, acontece até o 20 de julho no auditório da AMM. Uma parte importante na oficina é a elaboração do Plano de Trabalho para implementação de ações da A3P por parte das instituições públicas. Será elaborado também um Plano de Gestão Sócio Ambiental de instituição pública, com estudos de caso.
A programação traz uma apresentação sobre os 6 eixos da A3P: uso racional dos recursos naturais e bens públicos, gestão adequada dos resíduos gerados, qualidade de vida no ambiente de trabalho, sensibilização e capacitação dos colaboradores, compras públicas sustentáveis e construções sustentáveis.
A Presidente da Comissão Gestora da A3P no governo de Mato Grosso e superintendente de Educação Ambiental da Sema, Vania Montalvão, destaca a importância da oficina e o comprometimento do servidor para implementação do programa. “Mato Grosso é protagonista por ser o único estado que tem adesão do Governo Estadual a este programa do Ministério do Meio Ambiente e demonstra este compromisso responsável e social com o uso adequado dos recursos naturais, com as contas públicas e construções sustentáveis e com a qualidade de vida do servidor”.

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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