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Fórum que vai debater sobre preservação do patrimônio histórico mato-grossense está com inscrições abertas

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As inscrições para o 1° Fórum do Patrimônio Mato-Grossense estão abertas. O evento, que apresenta apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel), é destinado para arquitetos e urbanistas, estudantes e servidores de órgãos públicos que atuam com patrimônio e tem como objetivo conscientizar os profissionais e a sociedade sobre a importância da preservação de bens culturais.

De acordo com o Superintendente de Preservação do Patrimônio Histórico e Museológico da Secel, Robinson de Carvalho Araujo, o evento é uma forma de informar os profissionais sobre a conservação do patrimônio histórico e o impacto que isso tem na paisagem. “O patrimônio histórico é um elemento muito sensível e são poucos os que se especializam e aprendem a lidar com essa modalidade. Assim como o Fórum é uma forma de transmitir para a sociedade que é necessário preservar a memória para que os bens possam ter uma vida útil maior, uma maior cautela, um respeito maior”.

Com inscrição gratuita, o Fórum terá 180 vagas e será realizado no teatro do Sesc Arsenal, a partir das 8h20, com a apresentação cultural do Instituto Ciranda. Interessados devem se inscrever pelo link: https://www.caumt.gov.br/inscricoes-abertas-cau-mt-realiza-1-forum-do-patrimonio-mato grossense/

O evento é dividido em três eixos de abordagem, sendo eles, Patrimônio arquitetônico: Práticas de projeto e execução; Formação de Políticas Públicas e Parcerias nas Áreas de Patrimônio; e Memória e salvaguarda dos patrimônios materiais, imateriais e arqueologia.

Além disso, a programação conta com a participação de renomados nomes da área de atuação, como Isabel Ballesté, Jorge Tinoco, Luciana Pelaes Mascaro, Francyla Bousquet Santos, Maria Regina Pontin de Mattos e outros que irão compor as 10 palestras e outras quatro mesas redondas.

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O 1º Fórum do Patrimônio Mato-grossense é realizado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso (CAU/MT), conta com o apoio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel), Instituto Homem Brasileiro (IHB) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Confira a programação a baixo:

DIA 01 – 11/11
8h20 – Apresentação Cultural – Instituto Ciranda
9h – Abertura
Eixo 1: Práticas de projeto e execução
9h10 – Palestra “A intervenção em edificações preservadas: Potencialidades e Limitações” – Isabel Ballesté
9h50 – Palestra Boas Práticas do projeto à obra a conservação e o restauro” – Jorge Tinoco
10h30 – Mesa redonda “Práticas e abordagens envolvidas na preservação do patrimônio arquitetônico, especialmente em áreas históricas – Desafios enfrentados ao conciliar a conservação de edificações com a incorporação de novas tecnologias e soluções sustentáveis”
11h10 – Coffee Break
Eixo 2: Formação de Políticas Públicas e Parcerias nas Áreas de Patrimônio
11h30 – Palestra “Experiências sobre implementação de Políticas Públicas na salvaguarda do Patrimônio Histórico-Cultural” – Maria Regina Pontin de Mattos
12h10 – Palestra “Políticas Públicas: gestão do patrimônio cultural e Canteiro Modelo de Conservação” – Luciana Pelaes Mascaro
12h50 – INTERVALO
14h30 – Mesa Redonda “Como integrar políticas públicas, parcerias público-privadas (PPPs) e a participação comunitária para garantir a preservação efetiva do patrimônio cultural”
Eixo 3: Memória e salvaguarda dos patrimônios materiais, imateriais e arqueologia
15h10 – Palestra “Desafios para a salvaguarda do patrimônio arqueológico brasileiro na contemporaneidade” – Jeanne Cristina Menezes Crespo
15h50 – Palestra “Arqueologia, Arquitetura e o Centro Histórico de Cuiabá” – Suzana Hirooka
17h – Mesa Redonda “As abordagens integradas na preservação do patrimônio cultural – Importância de proteger tanto os bens materiais (edificações e monumentos) quanto os imateriais (tradições, saberes e práticas culturais)”

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DIA 02 – 12/11
9h – Palestra “Projeto de revitalização do Centro Histórico de Diamantino/MT” – Regina Pontin de Mattos, Isabel Ballesté, Francyla Bousquet Santos
10h30 – Palestra “Arqueologia no Centro Histórico de Cuiabá” (Iphan)
11h30 – Coffee Break
12h – Mesa Redonda “Como equilibrar a necessidade de modernização das cidades com a preservação da memória coletiva e das tradições culturais que moldam a identidade de uma sociedade”
12h50 – INTERVALO
14h30 – Palestra “Influência estrangeira na arquitetura cuiabana” – Robinson de Carvalho Araujo (Secel)
15h30 – Palestra “As possibilidades da atuação do arquiteto urbanista para a preservação do patrimônio arqueológico mato-grossense” – Ana Vittori Frigeri (Presidente do Instituto Homem Brasileiro); Marcos Vinicius Oliveira dos Santos (Diretoria do Instituto Homem Brasileiro); Jovanka Melvi Mercado Bravo Rodrigues (Diretoria do Instituto Homem Brasileiro)
16h30 – Assinatura do protocolo de intenções
17h – Apresentação Cultural – Cena Onze
17h10 – Coquetel de encerramento

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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