MATO GROSSO
Fórum estadual debate conscientização e ampliação das operações Lei Seca em MT
MATO GROSSO
Sob a coordenação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), o evento fomentou as discussões sobre o trabalho de conscientização, alerta dos riscos e contou com apresentação de dados relativos a acidentes relacionados a direção após consumo de bebidas alcoólicas. Também foi debatido os meios de ampliar as operações Lei Seca para reprimir quem insiste em dirigir com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool.
O presidente Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Gustavo Vasconcelos, destacou que o Governo de Mato Grosso já investiu R$ 15 milhões em ações relativas à Operação Lei Seca.
“Mato Grosso tem uma frota de 2,6 milhões de veículos e uma das maiores médias de carro por habitante, sendo 0,8 veículo para cada morador. Registramos um crescimento anual de 5% da frota, o que nos leva a acreditar que logo podemos chegar a um carro por habitantes. Então, é preciso investir na segurança e fiscalização do trânsito”, completou ele.
O secretário adjunto de Integração Operacional da Segurança Pública, coronel Fernando Carneiro, destacou que, além de recursos e da preocupação do Governo do Estado em dar condições de atuação para as ações de fiscalização, há comprometimento e integração dos órgãos públicos do Estado, federal e municipais.
“O Gabinete de Gestão Integrada, que coordenada a Lei Seca, está empenhado em debater e implementar ações integrando todas as forças. Sabemos que a bebida alcoólica tem impacto muito grande no trânsito e, por isso, a Sesp reconhece os agentes de segurança que trabalham incansavelmente pela conscientização dos motoristas”, disse Fernando Carneiro.
A coordenadora do GGI, tenente-coronel PM Monalisa Marcielle Furlan, destacou que o objetivo do evento também é encontrar soluções, de forma integrada, para a melhoria da segurança no trânsito.
Conforme a coordenadora, atualmente, nove municípios mato-grossenses já implantaram a Operação Lei Seca, outros três estão em fase de implementação e outros em discussão e capacitação. Conforme a tenente-coronel, o objetivo da Sesp é que as fiscalizações no trânsito ocorram em todos as regiões do Estado.
O titular da Delegacia de Trânsito (Deletran), Christian Cabral, observou que, apesar da importância da educação no trânsito e da consciência sobre os riscos inerentes ao consumo de bebidas alcoólicas, os agentes ainda encontram resistência às ações da Operação Lei Seca.
“A fiscalização é a última barreira na guerra contra a violência no trânsito. Nosso desejo é que as pessoas moldem seus comportamentos por meio da educação, mas há resistência de muitos motoristas em se adequar às regras. Então, não existe outra solução para o poder público se não implementar as ações de fiscalização”, completou ele.
O delegado ressaltou que fiscalizar o trânsito é uma forma de proporcionar segurança no uso dos meios viários e garantir o direito básico de ir e vir a toda a população.
A observação do delegado foi compartilhada pela comandante adjunta da Polícia Militar, coronel Francyanne Siqueira Chaves Lacerda. Ela afirmou que é perceptível o quanto a Lei Seca amadureceu como política de trânsito em Mato Grosso, mas ponderou que, contudo, não se percebe a conscientização por parte dos condutores sobre sua responsabilidade em fazer um trânsito seguro.
“O trânsito depende de todos nós. Do condutor, daquele que acompanha o condutor mesmo sabendo que ele está dirigindo em uma condição não satisfatória por ter consumido álcool, e do pedestre. A fiscalização não tem como objetivo multar ou prender. Nosso sonho é sair de uma operação Lei Seca sem fazer prisão ou aplicar uma única multa”, assegurou a comandante adjunta.
Programação
A programação contou com diversas palestras e debates sobre o tema. O juiz Joao Bosco Soares da Silva, da 10ª Vara Criminal de Cuiabá, e a promotora do Ministério Público Estadual, falaram sobre “Crimes de Trânsito e o Sistema de Justiça”. Já o especialista em Gestão e Legislação de Trânsito Ordeli Savedra Gomes abordou “Legislação de Trânsito com aspectos históricos da Lei Seca no Brasil”.
Ao final do 1º Fórum, representantes da Câmara Temática de Trânsito e outros participantes levantaram questões que deverão ser apresentadas futuramente em uma carta-proposta para operações Lei Seca.
Operação Lei Seca
Implementada no Brasil em 2008, a Lei 11.705, popularmente conhecida como Lei Seca, se tornou símbolo da luta contra a direção sob efeito de álcool e da conscientização para o tráfego de veículos mais seguro. A legislação estabeleceu a tolerância zero para consumo de bebidas alcoólicas e a infração passou a ser considerada gravíssima, com multa de R$ 2.934,70, e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por 12 meses.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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