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Fazendeiro se compromete a regularizar 68,56 hectares desmatados

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O proprietário da Fazenda Paraíso, localizada no município de Cotriguaçu (a 950km de Cuiabá), firmou acordos com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso nas esferas cível e criminal, se comprometendo a recuperar aproximadamente 68,56 hectares de vegetação nativa degradados, bem como a pagar indenização a título de dano moral coletivo. Os acordos foram celebrados pela 1ª Promotoria de Justiça de Cotriguaçu. 

Conforme o acordo na esfera penal, o fazendeiro terá que comprovar a reparação do dano mediante o início da regularização ambiental de 30,94 hectares de vegetação nativa do bioma Amazônico perante a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema-MT). Além disso, pagará R$ 11.155,50 a projeto cadastrado no Banco de Projetos e Entidades (Bapre) do MPMT para instalação de painéis fotovoltaicos na Unidade Básica de Saúde de Cotriguaçu, e R$ 9.689 a outro projeto cadastrado no banco, para aquisição de móveis e eletrodomésticos para o Conselho Tutelar de Juruena. 

Já o acordo na esfera cível prevê a comprovação do início da regularização ambiental de 37,62 hectares de vegetação nativa do bioma Amazônico junto à Sema-MT, bem como o pagamento de indenização na ordem de R$ 20.844,50 destinados à instalação de painéis fotovoltaicos na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Cotriguaçu. No total, considerando os dois repasses, serão custeados 38m² de placas solares para suprimento da unidade de saúde. 

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Foto: Câmara Municipal de Cotriguaçu.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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