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Experiências educacionais de MT são destaques em livro digital do Consed

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A descentralização, uma das boas práticas educacionais da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), que proporcionou às escolas da rede estadual tomarem suas próprias decisões durante a Pandemia da Covid-19, é destaque no livro ‘A Educação não parou – Aprendizagens e reflexões sobre as iniciativas que permitiram às escolas enfrentar as limitações impostas pela pandemia’. Organizada pelo Conselho Nacional de Secretários de Estado de Educação (Consed) e editada e publicada pela Fundação Santillana, a obra está disponível apenas em PDF para download gratuito.

O livro reúne experiências bem-sucedidas de todas as secretarias de educação nas 27 unidades da federação e o artigo de Mato Grosso mostra a ação que permitiu que as escolas se tornassem agentes ativos na busca por soluções educacionais, proporcionando aprendizagens significativas e enfrentando as limitações impostas pela situação de emergência global.

“Foi a experiência de maior autonomia escolar desde o final da década de 1990, com a Lei de Gestão Democrática nº 7040/98, e permitiu que as unidades se preparassem mais rapidamente para a oferta de ensino remoto e a implantação dos protocolos sanitários”, disse o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.

A descentralização permitiu que as escolas tivessem mais autonomia para tomar decisões e se adaptar às necessidades locais, o que foi fundamental para enfrentar a pandemia. “Além disso, mostramos no artigo que o modelo de gestão adotado também contribuiu para fortalecer a participação da comunidade escolar e garantir uma educação mais inclusiva e de qualidade”, completou Alan.

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Todas as escolas estaduais em Mato Grosso conseguiram implementar o ensino remoto no início da pandemia, alcançando com sucesso a comunidade estudantil. Isso foi possível devido à descentralização, que permitiu que as unidades escolares tomassem medidas imediatas para garantir a continuidade das atividades educacionais.

Além disso, a descentralização também possibilitou a implantação de protocolos sanitários nas escolas, garantindo a segurança de alunos, professores e funcionários. As unidades de ensino receberam recursos e orientações para adotarem medidas preventivas, como o distanciamento físico, o uso de máscaras, a instalação de pias e álcool em gel, e a intensificação da limpeza e desinfecção dos espaços escolares

Segundo o secretário, a participação no livro é uma oportunidade de compartilhar as experiências e aprendizados de Mato Grosso com outras secretarias de educação do país. “Temos muito a contribuir com outras unidades da federação e a troca de experiências é fundamental para aprimorar as políticas públicas educacionais”, afirmou.

Para o professor Isaltino Alves Barbosa, coordenador de Avaliação da Educação Básica, o processo vivenciado na rede estadual gerou aprendizagens. Tão logo houve a suspensão das aulas presenciais, as equipes partiram para elaborar material didático com base em um currículo de aprendizagens essenciais. Ao mesmo tempo, procurou-se garantir acesso a recursos tecnológicos para a mediação pedagógica.

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“Assim, nasceu a plataforma Aprendizagem Conectada, com conteúdos desenvolvidos pela Secretaria e acesso a vídeos, livros e outros itens de natureza complementar, compondo uma interface de comunicação mais rápida”. Ele lembra que cada escola poderia acessar a plataforma e, também, imprimir o material para entregar aos estudantes que não tinham acesso à internet ou a dispositivos.

Para ampliar o acesso, o estado ofereceu aos professores a oportunidade de comprar os seus próprios notebooks, além de garantir acesso à internet de banda larga. “Daí veio o foco no realinhamento curricular, que originou um conjunto de iniciativas tomadas ao longo de 2020 e 2021, dentre elas, a adoção do Sistema de Estruturado de Ensino, alinhado às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular, com o uso de recursos de tecnologia aplicada à Educação”.

Esta também foi uma das razões para a criação das 14 diretorias regionais de educação. Para a Seduc-MT, se a autonomia é enfatizada, o controle social também é parte essencial do processo. “Respeitamos as diversidades tanto nos ambientes urbanos, quantos nas escolas do campo, quilombolas e, sobretudo, nas escolas indígenas”, finaliza no artigo o superintendente de Relacionamento Escolar, Ronair Batista Moreira da Silva.

A publicação está disponível para download gratuito no site da Fundação Santillana.

Fonte: Governo MT – MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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