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Estágio, para quê?

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Certamente você já ouviu falar “estagiário é quebra-galho”; “a culpa é do estagiário”; “manda o estagiário”; “estagiário é faz tudo”… Passou da hora de desmistificar esses pensamentos errôneos.

Principiante, além do estágio supervisionado, não obrigatório, ser uma etapa importante para o seu crescimento profissional – e pessoal –, você viverá oportunidades únicas com a prática concreta de conteúdos universitários.

Asseguro que somente o saber acadêmico não lhe formará um bom profissional. É importante o contato diário com a execução prática, complementando o aprendizado escolar e fazendo construir um conhecimento superior, e ainda aplicando de forma correta as atividades.

NÃO TENHA MEDO! No estágio, você terá oportunidades de saber como se portar em um ambiente de trabalho, otimizar seu tempo, colaborar e lidar com o trabalho em equipe, alcançar metas, produzir e obter resultados, dentre outras diretrizes adotadas de acordo com o seu supervisor, que irá lhe orientar e corrigir.

A Lei nº 11.788/2008 regulamenta o estágio de estudantes, garantindo, ao longo de sua redação, que permaneça vinculado ao processo educativo. Logo, a escola/faculdade também é responsável pelo acompanhamento do estágio supervisionado, de maneira formal.

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Independente da Lei, não se pode ignorar outras normas que podem ser regulamentadas pelo órgão/empresa.

Mas, quem pode fazer/ser um estagiário?

Simples. É qualquer estudante que estiver frequentando, regularmente, o curso de educação superior, médio, profissional, educação especial e até mesmo o estudando final dos anos fundamentais, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos (art. 1º).

ATENÇÃO: O estágio não caracteriza vínculo empregatício. Como dito, é aprendizado! Mas, caso o estagiário queira, pode contribuir como segurado facultativo da Previdência Social.

Considerem que o estágio é uma porta de entrada para que você possa empreender, inovar, pesquisar, estender conhecimentos… É a etapa inicial para a construção de uma carreira promissora e garantir suas conquistas no mercado de trabalho.

Portanto, aprendiz, aproveite o momento para fazer um bom estágio, pois ele é a oportunidade para a sua inserção no mercado de trabalho.

*Kesia Belchior é assistente ministerial no Departamento de Gestão de Pessoas do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Fonte: MP MT

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Cattani cobra solução para sistema florestal e cancelamentos de CAR de pequenos produtores

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) cobrou providências da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a sessão plenária de quarta-feira (21), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ele apontou a instabilidade do Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais), que controla a extração de madeira no estado, e o cancelamento do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de pequenos produtores como problemas que prejudicam quem produz.

Segundo Cattani, o Sisflora está fora do ar há dias, e os empresários do setor não conseguem emitir notas, carregar cargas, nem vender a mercadoria. “Imaginem os senhores se isso acontecer em qualquer tipo de comércio. Se coloca no lugar desses empresários que estão aí sem poder vender o seu produto, sem poder comercializar há tantos dias por culpa do Estado, por culpa da secretaria”, afirmou.

O deputado lembrou que a falha inviabiliza quem produz. “É um sistema caríssimo, pago pelo Estado de Mato Grosso, mas que não funciona e dessa maneira inviabiliza os nossos grandes empresários e pessoas que produzem no setor florestal. Nós precisamos consertar isso.”

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Cattani também relatou o caso de pequenos produtores do assentamento Pontal do Marape, que tiveram o CAR cancelado depois que outra pessoa registrou um cadastro sobreposto à área do assentamento. Segundo ele, sem o documento, as famílias ficam impedidas de acessar crédito e de produzir. “Hoje os pequenos produtores não conseguem acessar o crédito, não conseguem produzir, não conseguem fazer nada porque o CAR foi cancelado”, relatou.

O parlamentar questionou a atuação da Sema no caso. “Como é possível que a Sema aceite isso? E pior do que isso, como é possível, depois de comprovado que o CAR está sobreposto, não validar o CAR daqueles pequenos produtores e continuar validando o CAR da pessoa que fez numa área sobreposta?”.

Cattani dirigiu o pedido ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), e lembrou que, como prefeito de Lucas do Rio Verde, Pivetta criou um programa que regularizou as áreas rurais do município. “Peço ao senhor que mude o sistema e o modo de agir da secretaria para que de fato faça justiça aos produtores rurais do nosso estado. Que não seja perseguidora dos produtores rurais”, disse.

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O parlamentar defendeu uma intervenção na pasta. “Não é para que ela acabe, nem para que não faça o seu trabalho. Pelo contrário, é para que faça o seu trabalho, mas de forma correta, sem ser perseguidora dos produtores rurais do nosso estado”.



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