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Escola de Governo promove seminário sobre gestão do conhecimento

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A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) promoveu o I Seminário de Gestão do Conhecimento. O objetivo foi demonstrar a importância da pesquisa para elaboração de políticas públicas, além da dinâmica adotada pela Escola de Governo para o processo de gestão do conhecimento dos servidores licenciados para cursos de mestrado e doutorado.

Os eixos adotados para a exposição das dissertações e teses se basearam nos sistemas mapeados pelo Executivo. A ação busca atender o Estatuto do Servidor (Lei nº 04/1990 (Estatuto do Servidor).

Realizado na semana passada, o evento teve como público-alvo os servidores públicos que concluíram mestrado ou doutorado entre 2020 e 2022, além de membros das comissões das secretarias de Estado que se dedicam a analisar os processos de Licença para Qualificação Profissional e demais convidados.

A secretaria adjunta da Escola de Governo, Marioneide Angélica Kliemaschwesk, ressalta a importância do seminário para a elaboração de políticas públicas e para que a qualificação profissional dos servidores contribua concretamente em pesquisas no âmbito do poder executivo de Mato Grosso.

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“A licença para qualificação profissional traz a possibilidade de ampliar os horizontes de pesquisa e precisamos começar a valorizar essas pesquisas para que se tornem de fato implementáveis. Nosso maior desafio é fazer com que todos os trabalhos que os servidores estão colocando em prática, e vivenciando no cotidiano escolar, se tornem realidade também nas políticas públicas”.

Ela acrescentou ainda que esta demanda de licença para qualificação já é prevista em lei e a Escola de Governo tem a perspectiva de cumpri-la, para proporcionar a gestão do conhecimento com condições de socialização das pesquisas de forma que se tornem visíveis e práticas na gestão pública.

Ao longo do evento ocorreram duas palestras. A primeira foi sobre a “Importância da pesquisa para a elaboração de políticas públicas”, com a doutora em Ciências e professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Débora Erileia Pedrotti.

Ela falou sobre a importância da qualificação e especialização profissional tanto para a carreira do servidor quanto para gerar conhecimento e contribuir com a sociedade por meio de pesquisas. “Acredito que a licença para qualificação é valorização profissional, não vejo as duas coisas dissociadas”, destacou.

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Com o tema “Limites e possibilidades da pesquisa no âmbito do Poder Executivo de Mato Grosso”, o doutor em Ciências Ambientais e professor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Josué Ribeiro da Silva, expôs dados e indicadores dos programas de pós-graduação e bolsas da Capes no país e em Mato Grosso, além de sua distribuição de acordo com as áreas do conhecimento.

Outro ponto discutido foi a definição dos interesses dos programas de pós-graduação relacionados à carreira do servidor e como conciliar o meio acadêmico, profissional, pessoal com as atribuições no serviço público.

Supervisão de texto: D`Laila Borges

Fonte: GOV MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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