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“Equipe bem treinada garante mais eficiência nos atendimentos”, afirma comandante do Corpo de Bombeiros

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Mais de 100 pessoas se mobilizaram nesta sexta-feira (07.07) para a simulação de uma explosão e atendimento de primeiros socorros do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) no Shopping Pantanal. A ação, que faz parte do cronograma do 6º Curso de Atendimento Pré-Hospitalar, foi realizada no térreo do edifício, com a presença de vítimas simuladas por meio de maquiagem e próteses, a fim de garantir uma imersão realista aos participantes.

“O Governo de Mato Grosso tem a preocupação de capacitar seus servidores, com grandes investimentos em cursos como este. Ao ter uma equipe bem treinada, o Corpo de Bombeiros pode atender ocorrências com muito mais eficiência em todo o Estado. O curso que se encerra nesta sexta-feira visa melhorar especificamente nossos atendimentos de primeiros socorros”, explicou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges.

Com um mês de duração, o 6º Curso de Atendimento Pré-Hospitalar teve início em junho e durou quatro semanas. Já a ação que marcou seu encerramento simulou uma explosão no shopping com vítimas fatais e sobreviventes. Cada uma das equipes do curso fez o atendimento pré-hospitalar e direcionou as vítimas para as viaturas e helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPaer), conforme a gravidade dos ferimentos, simulados por meio de maquiagens e próteses. No total, 27 alunos do curso participaram.

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“Esse treinamento tem como objetivo criar um cenário para que os alunos possam colocar em prática todo conhecimento adquirido ao longo do curso. Entendemos que, quanto mais treinamentos a corporação realizar, melhor estaremos capacitados para atender a sociedade mato-grossense, e este cenário realista garante que bombeiros prestem depois o melhor atendimento aos mato-grossenses”, afirmou a major Marielle, coordenadora do curso.

Aluno do curso, o soldado Assunção ressalta que as principais noções de primeiros socorros são aprendidas durante a formação de bombeiro, mas que participar de uma simulação tão real garante que os bombeiros entendem a fundo como devem se comportar e o que fazer durante o atendimento de uma ocorrência.

“O aprendizado proporcionado por este curso é de extrema importância para nós, do Corpo de Bombeiros e demais forças de segurança. Com este simulado, pudemos sentir na pele como seria uma ocorrência dessa magnitude. Participar deste curso especializado é garantir o salvamento de mais vidas”, afirmou o soldado.

Estudante de técnica em enfermagem, Amanda Pacheco foi uma das alunas do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) que participou como vítima da simulação. Ela afirma que, com a experiência, pode ter a certeza de que o Corpo de Bombeiros está altamente preparado para salvar vidas.

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“Foi uma experiência excelente. Abracei essa oportunidade com unhas e dentes. Me caracterizei e fui afundo. Se no ano que vem tiver novamente, quero participar mais uma vez. Ali me senti realmente como uma vítima bem socorrida pelo Corpo de Bombeiros. Ficou claro que os bombeiros estão preparados para salvar vidas”, disse Amanda.

O comandante-geral dos Bombeiros explica que a capacitação se torna ainda mais necessária aos militares porque o atendimento pré-hospitalar é o serviço mais prestado pela corporação. Anualmente são mais de 35 mil ocorrências.

“É o serviço com o maior número de atendimentos, como acidentes de veículos e fogo. Esse é o nosso dia a dia, por isso uma capacitação como essa se torna tão importante, não só para a corporação como também para a população mato-grossense”, afirmou.

Superintendente do Shopping Pantanal, César Moraes explicou que o empreendimento é parceiro do Corpo de Bombeiros e reconheceu que ações como essa são fundamentais para capacitar a equipe interna da unidade.

“Um bom atendimento só acontece com treinamento. Temos o hábito, em parceria com o Governo do Estado, de simular uma situação como essa que pode vir a ocorrer dentro de um shopping. Esse treinamento dá tranquilidade para lojistas e consumidores e ajuda a salvar vidas”, afirmou.

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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