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Em iniciativa da primeira-dama de MT, Governo e Cuiabá Esporte Clube abrem espaço para autistas assistirem jogos na Arena Pantanal

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A partir de uma parceria inédita, o Governo de Mato Grosso e o Cuiabá Esporte Clube abriram as portas da Arena Pantanal para que autistas pudessem assistir aos jogos do clube no Campeonato Brasileiro de 2023. A iniciativa faz parte dos Programas SER Família Inclusivo e SER Família Sensorial, idealizados pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes. Os primeiros beneficiados pela iniciativa assistiram ao jogo do Cuiabá contra o Red Bull Bragantino no último sábado (22) no camarote.

A seleção dos oito torcedores, mais acompanhantes, foi feita por meio de sorteio a partir dos beneficiários cadastrados na Carteira de Identificação do Autista (CIA), emitida pelo MT Cidadão. Para o próximo jogo, que será realizado no domingo (30) contra o Grêmio, os interessados deverão se cadastrar no link.

Para poder participar do sorteio é preciso ter a Carteira de Identificação do Autista (veja mais abaixo). Beneficiários de todo o estado de Mato Grosso podem participar do sorteio, lembrando que não serão custeados o deslocamento e a hospedagem, tanto do sorteado quanto de seu acompanhante. Apenas serão disponibilizadas as entradas do camarote.

A senadora por Mato Grosso Margareth Buzetti contou que durante sua posse em Brasília, em conversa com o médico Enã Rezende, que é autista, falou-se sobre inclusão, sobre os espaços que faltam para os autistas, e que, a partir daí, conversou com a primeira-dama Virginia Mendes, surgindo então a ideia de entrar em contato com o Cuiabá e garantir um local adequado para que os autistas pudessem assistir os jogos. “Graças a Deus conseguimos realizar. Porque isso é inclusão. É dar a oportunidade deles estarem em um ambiente em que os outros estão, mas com segurança, onde ele pode e consegue estar”, ressaltou a senadora.

“Estou muito feliz que tenha dado certo, quando nos unimos as ideias sempre acontecem, não fazemos nada sozinhos. Acompanhei pelas mídias sociais a alegria das crianças que foram até a Arena, vamos dar continuidade para que outras pessoas possam assistir aos jogos e quem sabe outros tipos de apresentações. Gratidão à senadora Margareth, ao Cuiabá, secretária Grasielle e Dr Enã, vamos sempre fazer o melhor pela inclusão”, disse a primeira-dama de MT, Virginia Mendes.

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A secretária interina de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasielle Bugalho, ressaltou o trabalho em parceria entre a Setasc e a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), por meio da Rede Cidadã, e o Cuiabá Esporte Clube. “Pela primeira vez, estamos oferecendo para as pessoas autistas um espaço, dentro da Arena Pantanal, para assistir aos jogos do Cuiabá. Para nós é uma experiência única, uma forma de divulgar a Carteira do Autista, a importância de se ter a carteira, para que os autistas possam acessar inúmeros serviços. Essa sinergia do Cuiabá oferecendo esse espaço e a gente podendo levar esse trabalho para os autistas é muito importante. Essa iniciativa da senadora Margareth Buzetti, com a nossa primeira-dama Virginia Mendes, será aberta para outras pessoas, para que elas possam ter a experiência única de torcer, de saber como funciona uma arena de futebol. E isso é muito legal”, afirmou a secretária.

Para as mães e pais que acompanharam os pequenos torcedores, o momento foi de gratidão e de felicidade. Fábio Junior Tomaz, pai do Derick, de 4 anos, disse que a iniciativa do Governo do Estado foi uma oportunidade única e muito bem-vinda. “Só posso agradecer. Meu filho está muito feliz. Ele nunca veio ao estádio assistir ao jogo e hoje ele está mostrando para mim um momento de muita felicidade, que acaba me deixando feliz também. Isso está fazendo toda a diferença, com certeza”, afirmou.

Para Tamires Costa de Souza, mãe do Benício de 5 anos, a oportunidade de levar o filho ao estádio veio ao encontro do desenvolvimento dele, do trabalho que está sendo realizado pela terapeuta ocupacional. “Ele começou a se interessar por bola agora. Então, a vinda aqui na Arena casou muito bem. Foi na Copa do Mundo que ele começou a se interessar e ele nunca tinha vindo pessoalmente. Eu fiquei muito surpresa quando me avisaram e gostei bastante pela inclusão que está sendo realizada. Bem surpresa, de verdade”, ressaltou.

Já para o torcedor fanático do Cuiabá, Samuel Ferreira da Cruz, de 13 anos, assistir o jogo do Dourado de dentro do camarote foi muito emocionante. “Eu estou muito feliz, e é uma honra. Eu já tinha assistido o jogo do Cuiabá antes, mas aqui é diferente, é emocionante. Obrigado a todos vocês que me convidaram pra vir”, completou.

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A mãe do Samuel, Gleice Nunes Ferreira da Cruz, contou que o filho já havia assistido outros jogos do Dourado, mas da arquibancada e que, assistir do camarote faz toda a diferença. “Os autistas como ele têm pavor de público, de muita gente. Então, com essa parte reservada, trouxe mais segurança para eles e para os pais, que ficam mais tranquilos”, concluiu.

O vice-presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, destacou que promover a inclusão é uma das missões do Cuiabá Esporte Clube. “Quando fomos procurados para esse projeto, aceitamos de imediato. A inclusão é uma das virtudes do esporte, e no Dourado acreditamos que o futebol é para todos. Estamos cada vez mais abertos para iniciativas como essa. Foi gratificante ver as crianças se divertindo, curtindo a Arena Pantanal e torcendo para o Dourado. Já estamos ansiosos para contar com esse apoio nos próximos jogos e vamos trabalhar para recebê-los cada vez melhor. Agradecemos à Setasc pela confiança e por nos procurar para um projeto tão especial”, finalizou o dirigente.

Carteira de Identificação do Autista

O documento, que é uma das bandeiras da primeira-dama, Virginia Mendes, é emitido de forma gratuita pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e contém informações específicas e qualificadas da pessoa com o transtorno, o contato de emergência e, caso tenha, informações de seu representante legal/cuidador.

O cadastro da CIA, desde setembro de 2022, é realizado pelo aplicativo MT Cidadão, na modalidade digital e ou física (impressa). O prazo para a emissão da carteira digital é de cinco dias, a contar do envio da documentação via aplicativo, análise e aprovação pela equipe da Setasc. Já para a emissão da carteira física, o prazo será de 30 dias. Para mais informações (65) 98421-4080/(65) 3613-5711 ou o site da Setasc.

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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