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Em aula diferente, juízes substitutos visitam sede do TRE e da Casa da Democracia

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Conhecer a sede e o funcionamento do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso foi o mote da aula desta segunda-feira (19 de setembro) da turma de juízes substitutos que integram o Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Na oportunidade, os 10 juízes-alunos conheceram o prédio do TRE e da Casa da Democracia, assistiram a aulas sobre a Justiça Eleitoral estadual e aprenderam um pouco mais sobre a parte jurídico-administrativa do regional.
 
O primeiro setor visitado foi a Presidência do TRE, onde foram recebidos pelo presidente, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha. “Eu tenho dito que quando o candidato passa no concurso e toma posse, geralmente ele conhece a teoria e nós nunca o levamos para conhecer aonde ele irá trabalhar. Ter contato que ele necessita com os servidores, com os coordenadores e isso que nós estamos fazendo nessa oportunidade. Trazendo esses novos juízes que vão exercer no amanhã a função de juiz eleitoral para ele conhecer um pouquinho da história do Instituição, conhecer as pessoas que estão à frente das suas coordenadorias e com quem eles terão que manter contato”, apontou magistrado.
 
Ele enfatizou ainda quanto à necessidade dos juízes e juízas substitutos ter bom senso e manter o diálogo aberto. “Nós temos visto que não é só autoridade que importa, mais especificamente, quanto à Justiça Eleitoral. Nós sabemos que nós temos problema com o eleitor, com mesário, com candidato e tudo pode gerar algum problema maior. Então, se o magistrado e a magistrada tiver bom senso, diálogo e conversa, tudo a ser resolvido sem qualquer incidente.”
 
Na sequência, foram à Vice-Presidência e Corregedoria se encontrar com a desembargadora Nilza Pôssas de Carvalho, responsável pelo setor. Ela classificou a visita a Justiça Eleitoral como uma experiência ímpar para os juízes substitutos, tendo em vista que quando assumirem as comarcas no interior, serão, também, juízes eleitorais. “É muito importante para esses novos juízes se familiarizarem com a Justiça Eleitoral. Oportunidade que os outros juízes, aprovados anos atrás, não tiveram. Saber qual será a função deles, as metas que eles têm que alcançar, conhecer a estrutura também daqui do TRE.” A magistrada ressaltou ainda que a Justiça Eleitoral precisa ser valorizada, pois é ali que se faz a democracia no Brasil.
 
Paula Tathiana Pinheiro, juíza substituta, estava na visita e observou que o acolhimento e as informações recebidos serão de grande valia para a função. “Essa visita é importante à medida que a maioria de nós não teve nenhum contato anterior com a Justiça Eleitoral. Esse primeiro contato faz toda a diferença, pois fomos muito bem recebidos pela Presidência, Corregedoria, corpo funcional, o que nos transmite uma certa segurança na atuação. Essa é uma justiça muito especializada, então, as informações técnicas recebidas nessa visita também nos faz sentir cada vez mais integrado Tribunal Eleitoral.”
 
Eles conheceram ainda a Diretoria-Geral, o Memorial, o Depósito das Urnas, o Plenário e as Galeria de Presidentes e Corregedores Regionais Eleitorais. Além dos desembargadores, participaram da recepção os juízes auxiliares Bruno D’Oliveira Marques e Antônio Veloso Peleja Júnior; o diretor-geral, Mauro Rodrigues Diogo; os secretários de Administração e Orçamento, Tânia Yoshida Oliveira; de Gestão de Pessoas, Valmir Santos; Judiciário, Breno Gasparoto; de Tecnologia da Informação, Carlos Cândido; além do coordenador jurídico administrativo da Corregedoria, Carlos Luanga e dos assessores Cristiane Manzano, Andréa de Oliveira e Rodrigo Martins.
  
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso tem em sua composição ordinária 57 zonas eleitorais, cada uma lotada com um juiz eleitoral, e 511 servidores, sendo 301 servidores efetivos e 210 requisitados ou cedidos. Nas próximas eleições, contarão com o reforço de mais 78 autoridades eleitorais, 36 mil mesários, 6 mil agentes de segurança, 217 técnicos de satélite e 248 técnicos de urna. Serão 9.100 urnas distribuídas pelo Estado nas eleições.
 
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Foto 1 – imagem horizontal colorida. Mesa comprida com pessoas sentadas nas duas laterais. Ao fundo, homem fala ao microfone, tem à direita outro homem e à esquerda uma mulher. Parede ao final exibe frase: Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso e tem logo do regional. Foto 2 – imagem horizontal colorida. Mesa comprida com pessoas sentadas nas duas laterais. Em primeiro plano, computador com a frase TRE/MT – Apresentação juízes substitutos.
 
Keila Maressa/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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