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Em Abu Dhabi, governador se reúne com Fundo Mubadala, segundo maior dos Emirados Árabes

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Após se reunir com o segundo maior fundo de investimentos dos Emirados Árabes, o Fundo Mubadala, o governador Mauro Mendes irá apresentar nos próximos dois meses um portfólio de projetos e ações já em desenvolvimento que possam atrair recursos. Entre os projetos que foram mencionados pelo governador estão os processos que envolvem a cadeia do etanol, fertilizantes verdes, mercado de carbono e infraestrutura. 

A reunião, que aconteceu no início da tarde desta segunda-feira (21.02), em Abu Dhabi, na sede do Mubadala, foi conduzida pelo diretor executivo de Infraestrutura Tradicional, Saed Arar. 

“Temos um ‘bolso’ para qualquer oportunidade que nos apresentarem para parcerias e com o menor risco possível. Somos cuidadosos ao analisar os projetos, mas temos interesse em dar continuidade aos nossos investimentos no Brasil”, destacou Saed Arar, durante a reunião com o governador. 

Para Mauro Mendes, o encontro foi importante para abrir caminhos e prospectar oportunidades, tanto para o governo, como para os setores industrial e empresarial. 

“Vamos entregar os projetos em busca da ampliação e atração de investimentos. Esse é o papel do Estado, de desenvolver a economia e prospectar mercados para que seja possível que os potenciais e oportunidades existentes em Mato Grosso sejam desenvolvidos”, afirmou.

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Também participaram da reunião os secretários Mauro Carvalho (Casa Civil), Cesar Miranda (Desenvolvimento Econômico) e Laice Souza (Comunicação), e Marcelo Andrade – representante da Pro Natura Internacional -, além da assessora de Assuntos Internacionais, Rita Chiletto, e o ajudante de ordens do governador, Ricardo Mendes.

Fundo Mubadala 

Esse é o segundo maior fundo dos Emirados Árabes Unidos e administra um portfólio diversificado de ativos e investimentos nos Emirados e no exterior. A Mubadala é um negócio de US$ 243 bilhões que abrange seis continentes com interesses em vários setores e classes de ativos. 

Com sede em Abu Dhabi, também possui escritórios em Londres, Rio de Janeiro, Moscou, Nova York, São Francisco e Pequim. 

Recentemente o fundo anunciou a conclusão da captação de seu primeiro fundo no Brasil, o Brazil Special Opportunities Fund I (BSOF I), com compromisso de investimento total de US$ 322 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão). Outro investimento no Brasil é no Metrô Rio e na empresa Metrô Barra, no Rio de Janeiro.

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Fonte: GOV MT

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Prefeitura interdita condomínio abandonado por riscos à saúde pública

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A Prefeitura de Cuiabá interditou preventivamente nesta sexta-feira (5) um condomínio de casas abandonado localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada foi coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), por meio da Operação Escudo Urbano, com a participação das secretarias municipais de Obras, Saúde, Limpurb e Defesa Civil.

Durante a vistoria, equipes técnicas utilizaram drones para avaliar as condições da área e constataram a presença de diversos fatores de risco à saúde pública e à segurança da comunidade. A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, destacou que o município acompanha a situação do imóvel desde 2023 e que as tentativas de contato com os proprietários não tiveram êxito.

“Resgatamos todo o histórico de fiscalizações do imóvel e verificamos que a situação vem se agravando ao longo dos anos. Encontramos diversos vetores de doenças e riscos que comprometem a saúde e a segurança da população. Diante disso, adotamos a interdição preventiva e iniciaremos medidas administrativas para minimizar os impactos causados pelo abandono”, afirmou.

Segundo a Vigilância em Saúde Ambiental, foram identificadas condições favoráveis à proliferação de pombos, escorpiões, morcegos e mosquitos transmissores de doenças como dengue, zika e chikungunya. A bióloga e especialista da Vigilância em Saúde Ambiental, Maria Angélica, explicou que a estrutura degradada facilita a presença de animais que representam risco à saúde humana.

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“Foi observada a existência de aberturas nos telhados que permitem a entrada de pombos, transmissores de doenças, além de grande quantidade de matéria orgânica acumulada. Também identificamos possíveis criadouros do Aedes aegypti, como recipientes que acumulam água e uma caixa d’água aberta. O local apresenta características favoráveis à presença de escorpiões e outros vetores”, relatou Maria Angélica.

A Defesa Civil emitiu laudo confirmando o comprometimento estrutural das edificações. De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, Alessandro Borges, a ausência de cobertura em grande parte das construções acelerou o processo de deterioração.

“Realizamos uma vistoria nesta edificação em dezembro do ano passado e constatamos que praticamente não existe mais cobertura de telhado em boa parte das construções. Além do risco de desabamento, há um cenário de insalubridade que afeta as pessoas que moram, trabalham e circulam na região”, explicou.

Morador da região há décadas, Paulo Molina relatou que o abandono do condomínio gera insegurança constante para quem vive nas proximidades.

“A principal preocupação é a periculosidade do local. Já vimos pessoas entrando para se esconder nas casas abandonadas. Muitos estudantes passam por aqui à noite, e isso gera medo. Além do risco de doenças, convivemos diariamente com a insegurança provocada pelo abandono desse imóvel.”

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Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal desta sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Uma nova ação fiscal integrada será realizada na próxima semana para a lavratura de autos de infração e a execução de medidas de intervenção no imóvel. A Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) e a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras participarão da operação para minimizar os impactos do abandono. Caso a limpeza da área seja executada pelo município, os custos das ações serão cobrados dos proprietários do imóvel.

 

 



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