MATO GROSSO
Em 5 anos, Detran-MT auxilia cerca de 2.500 pessoas surdas com atendimento exclusivo no Estado
MATO GROSSO
O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) já auxiliou cerca de 2.500 pessoas surdas, em atendimentos presenciais e virtuais, desde o ano de 2020, quando o serviço iniciou na Autarquia.
O atendimento é realizado pelo intérprete de Libras do Detran, Mauricio Tadeu Pacheco, que auxilia o cidadão surdo durante a prova teórica, prova prática, em suporte na realização de serviços de veículos e habilitação no atendimento ao público (quando solicitado), além de auxílio aos cidadãos surdos no interior do Estado, com atendimento por videochamada.
“Além do suporte nos serviços, também oriento a comunidade surda com informações de procedimentos de veículos e habilitação até mesmo para que não caiam em golpes”, contou o intérprete de Libras, Mauricio Tadeu.
Em razão das dificuldades enfrentadas pelas pessoas surdas no momento da realização da prova teórica, o Detran-MT também adequou o exame para o formato em Libras, buscando garantir o acesso à comunidade surda na obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
A prova contém 30 questões e quatro alternativas, sendo que cada alternativa tem um vídeo traduzido para Libras, para facilitar o entendimento dos candidatos surdos.
As ações desenvolvidas pelo Detran-MT na atual gestão ampliam o alcance dos serviços e garantem mais equidade no processo de habilitação, incluindo: agendamento personalizado para exames teórico e prático, exame teórico traduzido para Língua Brasileira de Sinais (Libras), ampliação do tempo de prova aos candidatos surdos, conforme a Resolução Contran n.º 789/2020, acompanhamento por intérprete de Libras no exame prático de direção veicular, aprimoramento do banco de questões do exame teórico em Libras e visitas técnicas aos Centros de Formação de Condutores (CFCs) para supervisão e orientação acerca das abordagens, estratégias e metodologias inclusivas.
Segundo o coordenador de Formação de Condutores do Detran-MT, Guilherme Rangel, o impacto dessas iniciativas reflete diretamente na aprovação dos candidatos surdos.
De janeiro de 2024 até o mês de fevereiro deste ano, 67 pessoas surdas realizaram a prova teórica e prática no Detran-MT, com aprovação de 60% dos candidatos surdos no exame teórico e 50% obtiveram êxito no exame prático de direção veicular.
O auxiliar administrativo Rafael Santos Ferreira, de 25 anos, mora em Campo Novo dos Parecis e é um dos surdos que obteve a CNH recentemente, após ser aprovado em todas as etapas da formação de condutores do Detran.
“Foi ótimo o auxílio que recebi do intérprete de Libras do Detran tanto no exame teórico, com a tradução da prova em vídeos, que me possibilitou a clara compreensão das questões, bem como no exame prático de carro. Na prova prática, o intérprete me acompanhou como examinador, me instruindo em Libras durante o exame. Com esse atendimento exclusivo o Detran me proporcionou acessibilidade para conquistar a minha CNH”, disse.
O coordenador de Formação de Condutores do Detran-MT, Guilherme Rangel, reforça que, ao subsidiar um processo de formação mais acessível, com abordagens e metodologias inclusivas, o Detran-MT assegura oportunidades de aprendizagem e diminui as barreiras que dificultam o acesso da comunidade surda à obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), promovendo a equidade no trânsito.
O presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos, ressaltou que a acessibilidade e a inclusão são pilares fundamentais na atual gestão, como forma de garantir que todos os cidadãos tenham igualdade de oportunidades no acesso aos serviços do Detran-MT.
Atendimento exclusivo
Para ter o atendimento exclusivo, os surdos podem entrar em contato com o Detran-MT através do número de whattsapp: (65) 9 9940-7809. O atendimento será feito de forma exclusiva, pelo intérprete de Libras do Detran-MT. O horário de funcionamento do canal é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Para realizar serviços presenciais nas unidades do Detran, o cidadão surdo pode agendar o atendimento exclusivo através do site do Detran-MT (www.detran.mt.gov.br), pelo link CLIQUE AQUI e preencher todo o formulário. No final do campo de agendamento será ofertado os dias e horários disponíveis para atendimento.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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