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Detran aplica mais de 60 mil provas teóricas e práticas para habilitação em MT

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O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) realizou, no primeiro trimestre deste ano, 35.494 provas teóricas e 29.323 provas práticas de direção em Mato Grosso, totalizando 64.817 exames aplicados no Estado. As provas fazem parte da etapa final do processo para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Em 2024 foram aplicadas 130.927 provas teóricas e 167.880 provas práticas em Mato Grosso.

“A emissão das carteiras de habilitação é um dos serviços mais realizados pelo Detran. Por isso, investimos na modernização de todo o processo de formação de condutores em Mato Grosso com a implantação da tecnologia como mecanismo de segurança e transparência na obtenção da CNH”, destacou o presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos.

As aulas teóricas ministradas nos Centros de Formação de Condutores passaram a ser monitoradas por meio do reconhecimento facial e biometria do candidato e instrutor.

Também foi implantada a prova teórica digital em todas as unidades do Detran e agências municipais, em 70 municípios, otimizando tempo e recurso público com a impressão de provas manuais.

Para garantir a acessibilidade, o Detran-MT investiu na prova teórica em Libras, alcançando a comunidade surda em uma das etapas para a obtenção da habilitação.

Para as aulas práticas de direção, o Detran implantou o sistema de telemetria, que permite o monitoramento utilizando a validação por foto e biometria do instrutor e candidato, além de localizadores de GPS instalados nos veículos das autoescolas para constatar o percurso realizado pelo aluno. O sistema já está implantado nos veículos dos 297 Centros de Formação de Condutores credenciados junto ao Detran no Estado.

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Edmundo Martins da Silva é diretor e instrutor de trânsito no Centro de Formação de Condutores Dorado e é credenciado no Detran-MT há 26 anos, desde 1999. Ele acompanhou de perto as transformações no processo de formação de condutores no Estado e relatou sobre os avanços implementados pelo Detran.

“No início da minha trajetória como instrutor, lidávamos com um sistema arcaico de registro de aulas, quando tudo era feito manualmente, tanto as aulas teóricas quanto as práticas. Esse método não oferecia segurança nem garantia de que as aulas estavam realmente sendo cumpridas, abrindo brechas para irregularidades. Esse cenário permaneceu até 2019, quando iniciou a atual gestão do Detran e finalmente foi implantado o sistema de monitoramento das aulas”, comentou.

Segundo Edmundo, a implantação do monitoramento eletrônico das aulas representou um grande avanço e mais credibilidade para o processo de habilitação, trazendo mais transparência, segurança e confiabilidade.

“Reduziu significativamente as fraudes, como a marcação de aulas que não eram realizadas na prática, e isso impactou diretamente na segurança viária, evitando que motoristas sem a devida preparação fossem para as ruas, colocando em risco a vida de todos. Como profissional credenciado, sinto orgulho de fazer parte dessa mudança e de contribuir para um trânsito mais seguro e responsável para todos”, falou.

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No final de 2024, o Detran-MT iniciou a transição dos laudos físicos das provas práticas de direção para o digital, com o objetivo de dar celeridade e mais segurança dos documentos para a emissão da Carteira Nacional de Habilitação.

Para implantar a tecnologia do laudo digital, o Detran adquiriu 200 tablets, que são utilizados pelos examinadores durante as provas práticas de direção.

Bancas examinadoras

Além da modernização das etapas de formação de condutores, o Detran-MT também ampliou de quatro para 40 o número de banca examinadora para aplicação de provas práticas no Estado.

No início da atual gestão, em 2019, eram apenas em Cuiabá, Sinop, Barra do Garças e Rondonópolis, e 50 examinadores que atendiam Cuiabá, Várzea Grande e outros 115 municípios do interior do Estado.

Após diversas capacitações realizadas pela Escola Pública de Trânsito, o Detran saltou para 40 o número de bancas examinadoras fixas com 320 servidores capacitados para aplicar os exames práticos de direção em Mato Grosso.

“Com a capacitação dos servidores, conseguimos descentralizar o serviço e proporcionamos maior autonomia aos municípios do interior, que, por muito tempo, esperavam meses para conseguir realizar a prova prática em razão da dependência da banca volante para aplicação dos exames. Hoje cada município consegue realizar as provas conforme o cronograma das bancas fixas”, disse o diretor de Habilitação e Veículos do Detran-MT, Alessandro de Andrade.

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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