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Décima edição do Plantão Tira-dúvidas fala sobre Sistema de Gestão de Precatórios

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A décima edição do Plantão Tira-Dúvidas com o Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi) da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso foi realizado nessa quarta-feira (06 de julho). Em mais um encontro virtual, mais de 120 pessoas tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas sobre o tema: Bussiness Inteligence (BI) – Painel de Gestão de Requisição de Pequeno Valor (RPV) e Sistema de Gestão de Precatórios (SRP).
 
A diretora do Dapi, Renata Bueno, fez a abertura dos trabalhos e deu as boas vindas aos participantes e destacou a realização da décima edição do Plantão Tira-Dúvidas. “Ampliamos o escopo deste trabalho, agora está acontecendo a cada 15 dias. Têm sido muito bacana compartilhar experiências com todos os colegas e enriquecer nosso conhecimento. A nossa iniciativa já está chegando a outros Estados. Hoje conversei com um colega que está prestando assessoria ao Tribunal do Amapá, que viu no nosso site sobre o plantão, e irá participar com a gente para ver como funciona. Todos são bem vindos. E ainda quem não conseguiu participar pode conferir no site da Corregedoria todos os vídeos dos plantões”, destacou.
 
O juiz auxiliar da Corregedoria, Emerson Luís Pereira Cajango, destacou a escolha do tema. “A pergunta que eu lanço aqui para as mais de 120 pessoas é como que você servidor (a) controla os RPVs que a sua Secretaria expede? Nas correições escutamos várias respostas, desde não tenho controle nenhum, a planilha no word ou no excel. Nós temos uma ferramenta, que foi desenvolvida há quase dois anos, e verificamos que muitos ainda não têm conhecimento dela. Então esse nosso bate papo é para mostrar que temos uma ferramenta em BI, que possui um painel semelhante ao Omni. Lá é possível olhar a meta 1, meta 2, a taxa de congestionamento. Sabemos que ela não é perfeita, mas estamos sempre em um processo de melhoria, por isso esses encontros também servem para ouvir sugestões, críticas de vocês usuários”, pontuou.
 
Um dos participantes do plantão, que trouxe um exemplo de experiência bem sucedida, foi o juiz da 1ª Vara da Fazenda de Rondonópolis, Francisco Rogério Barros. Ele citou que na sua vara o próprio gabinete faz a inserção dos cálculos no SRP. “Destaco que não é o juiz que faz o cálculo, ele apenas insere os dados do cálculo no sistema, que já foram homologados, expedindo direto a Requisição de Pequeno Valor (RPV), em vez de mandar para Secretaria inserir os cálculos no sistema. O que pode demorar dois meses, por exemplo, por conta da alta demanda deles. Assim sai do gabinete para a Secretaria com a decisão determinando a intimação do ente público. Desta maneira diminui o fluxo de processos na Secretaria, o tempo de tramitação e a taxa de congestionamento”, argumentou.
 
O magistrado ainda ressaltou que o plantão tem sido uma ótima experiência, que facilita o trabalho do dia a dia.
 
Já a analista do Judiciário, que atualmente está lotada na Secretaria da Quinta Vara de Primavera do Leste, Gardênia Borges de Moura Cabriote, destacou que os temas escolhidos foram muito pertinentes ao cotidiano de quem trabalha nas Varas de Fazenda Pública e Juizados da Fazenda Pública. “Parabenizo a todos os envolvidos, seja na organização ou na execução, essa é uma prática muito importante para auxiliar na padronização da atuação institucional. Ainda nesse encontro de hoje me chamou a atenção a parte do correto preenchimento das informações no cadastro das RPVs no SPR e sua repercussão na gestão dos dados no Omni, notadamente para a extração do relatório anual para a Procuradoria Geral do Estado”, afirmou.
 
 
Para o consultor de gestão, Joel Azevedo, que atualmente presta consultoria ao Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), a iniciativa é mais uma das ações da Corregedoria de Mato Grosso que facilita a vida dos usuários. “Já tinha visto vídeo no site, mas ver mais de 120 pessoas conectadas e interessadas mostra o valor da ação. Tanto o plantão como o ‘você sabia?’, que traz tutoriais ajudam na melhoria dos processos. Vamos sugerir uma ação parecida ao TJAP, não com essa periocidade, pois vocês estão em um estágio bem mais avançado que muitas Corregedorias do país, mas é uma prática democrática, que mostra na prática rotinas de como trabalhar com mais eficiência”, detalhou.
 
Sobre o Plantão – Para facilitar o acesso a todos que de alguma forma não podem participar dos encontros, o conteúdo fica abrigado no Hotsite do Plantão Tira-Dúvidas para consulta. Clique neste link para acessar o conteúdo.
 
O Plantão Tira-Dúvidas é uma iniciativa do Laboratório de Fluxo do PJe, vinculado ao Dapi e que conta com apoio de várias áreas do Tribunal de Justiça a cada edição, conforme o assunto abordado. Os encontros ocorrem a cada 15 dias, às 10h, e todos (as) os (as) servidores (as) são bem-vindos (as) para participar.
 
Informações, dúvidas e sugestões de temas para o Plantão podem ser encaminhadas para o endereço eletrônico: corregedoria.dapi@tjmt.jus.br
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Imagem 1: Print de tela do Plantão Tira-Dúvidas onde aparecem alguns participantes na sala virtual.
 
Larissa Klein
Assessoria de Imprensa CGJ
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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