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“Cresci em meio rural e concluir esse curso técnico representa a concretização de um sonho”, afirma formanda

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) realizou a formatura de 55 novos profissionais técnicos nos últimos quatro dias. Nesta segunda-feira (18.03),16 alunos concluíram o curso Técnico em Guia de Turismo, oferecido pela Escola de Diamantino, na modalidade turma fora de sede, em Vila Bela da Santíssima Trindade. Na sexta-feira (15.03), 39 alunos se formaram na Escola Técnica Estadual de Tangará da Serra em técnico em  Agronegócio e técnico em Agropecuária. 

Aline Lobato de Souza, aluna formanda da turma de Técnico em Agropecuária em Tangará da Serra, compartilhou a realização de um sonho familiar ao se graduar.
 

“Embora eu já tenha uma graduação em contabilidade, optar por uma carreira no agronegócio sempre foi um desejo muito presente em minha família. Cresci em meio rural, meus pais ainda residem na zona rural. Esta formação visa contribuir com a agricultura familiar e estar ao lado dos meus pais, colaborando para o desenvolvimento do setor agrícola. Para mim, o curso técnico representa a concretização de um sonho”, revelou.

O formando da turma de Técnico em Agronegócio, Gustavo Henrique Zapeline Ferreira, ressaltou as oportunidades de crescimento proporcionadas pelo curso.
 

“Esta formação pode me abrir portas para migrar de trabalhos mais pesados, como o chão de fábrica, para a área administrativa, onde posso lidar com questões burocráticas, assumir responsabilidades e, também, almejar um salário mais competitivo”, comentou.

Segundo o superintendente de Educação Profissional e Tecnológica da Seciteci, Endrigo Martins, os profissionais graduados em Vila Bela desempenham um papel importante na região, que se destaca tanto pelo seu vasto potencial turístico quanto por seu rico contexto histórico e cultural.
 

“Vila Bela é o berço de Mato Grosso, um lugar que simboliza a autonomia do Estado e carrega consigo uma história marcada pela resistência e pela preservação das tradições africanas. Além disso, sua beleza natural, com cânions e cachoeiras, oferece um enorme potencial turístico. Há uma perspectiva promissora de impulsionar o turismo na região, e a Seciteci desempenhou um papel fundamental ao capacitar esses profissionais qualificados para atender às demandas locais”, afirmou.

Já a diretora da Escola Técnica de Tangará da Serra, professora Wérica Crislaine Souza Nascimento, ressaltou a importância do ensino técnico na formação profissional dos alunos destinados a trabalhar no setor agropecuário.
 

“Além de ter uma duração mais breve, o ensino técnico proporciona aos alunos habilidades práticas que lhes conferem experiência para adentrar no mercado de trabalho. Ele é mais específico e prepara os alunos para atender às demandas do mercado”, destacou a diretora.

As cerimônias de formatura foram prestigiadas por representantes da Seciteci, autoridades locais e membros da equipe de apoio técnico e pedagógico das Escolas Técnicas de Tangará da Serra e Diamantino.

Fonte: Governo MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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