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Corpo de Bombeiros abre seminário sobre normas de segurança contra incêndio e pânico em Cuiabá

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, nesta quarta-feira (13.11), a abertura do 6º Seminário de Segurança Contra Incêndio e Pânico, que reúne bombeiros militares e profissionais da área de engenharia para discutir normas e boas práticas relacionadas à segurança de edificações. O evento se encerra nesta quinta-feira (14.11).

Organizado pela Diretoria de Segurança Contra Incêndio e Pânico (DSCIP) do CBMMT, o seminário tem como objetivo atender às necessidades práticas e teóricas dos profissionais responsáveis pela elaboração de projetos de prevenção e combate a incêndios. O seminário é realizado no auditório do Sesc, em Cuiabá.

Durante a abertura do evento, o comandante-geral, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, afirmou que o seminário é uma oportunidade de fortalecer a integração entre bombeiros e profissionais da área, além de promover intercâmbio de conhecimentos técnicos e abordagens inovadoras que possam elevar os padrões de segurança em edificações de diferentes portes e finalidades.

“Este é um evento muito importante. Feito para que nossos profissionais bombeiros apliquem da melhor forma a legislação, e os profissionais de engenharia também utilizem essa aplicação da legislação para a segurança das edificações. Então, eu só enalteço, mais uma vez, a iniciativa de reunir todos nesse momento de discussão, para que possamos observar melhorias nas normas que já foram atualizadas, e também aquelas que eventualmente precisem ser discutidas para futuras atualizações”, disse.

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O seminário conta com palestras, mesa de debate e apresentações conduzidas por especialistas que abordam, ao longo dos dois dias de evento, temas de relevância, como a nova legislação de segurança contra incêndio e pânico, estratégias de proteção para arranjos fotovoltaicos, fiscalização, propostas normativas para estações de abastecimento de carros elétricos e entre outros assuntos.

Ao longo da programação, especialistas renomados e representantes de diversas entidades discutirão os principais desafios enfrentados no cenário atual, considerando o crescimento urbano acelerado e as demandas das novas tecnologias, informou a diretora da DSCIP, coronel BM Vivian Rizziolli Côrrea.

“O seminário tem como missão não apenas disseminar conhecimentos técnicos atualizados, mas também fomentar uma cultura de prevenção, fortalecer a atuação colaborativa entre diferentes setores e promover os diálogos sobre inovações que possam elevar os padrões de segurança. A busca contínua pela excelência em nossas práticas é essencial em um cenário onde o crescimento urbano e as novas tecnologias impõem desafios cada vez maiores.”, afirmou a coronel.

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), Juares Samaniego, reforçou a importância do seminário para os profissionais que atuam diretamente na elaboração de projetos de prevenção e segurança contra incêndios em Mato Grosso.

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“É uma iniciativa louvável do Corpo de Bombeiros Militar. É importante para a sociedade mato-grossense, para os bombeiros militares e, especialmente, para os profissionais da engenharia que atuam na área de projetos de prevenção e combate a incêndio. Hoje, temos cerca de 3 mil profissionais que atuam nesta área. Todo seminário traz aprendizagem e uma capacitação importante”, ressaltou o presidente do CREA.

São parceiros na promoção do seminário o CREA, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a Associação Mato-grossense de Engenheiros de Segurança do Trabalho e a Associação Mato-grossense de Engenheiros Eletricistas, a Associação Brasileira dos Engenheiros Civis.

Fonte: Governo MT – MT

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CPI da Saúde quer perícia técnica sobre invasão cibernética que atingiu a SES

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Três meses após a ocorrência de um ataque cibernético que comprometeu sistemas e provocou a perda de dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o caso passou a ser alvo de questionamentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Tanto que o presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), nesta quarta-feira (3), apresentou requerimento ao governo do estado e à Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI), responsável pela gestão tecnológica da administração estadual, para prestar esclarecimentos.

O parlamentar quer acesso a informações detalhadas sobre a invasão hacker anunciada pelo governo, as medidas adotadas para contenção dos danos, os sistemas atingidos e os procedimentos de proteção e recuperação dos dados comprometidos. Segundo ele, a gravidade do episódio exige total transparência por parte dos órgãos envolvidos. “Essa CPI é importantíssima para revelar omodus operandidos crimes que aconteceram, especialmente durante a pandemia, dentro da Secretaria Estadual de Saúde. Essa pasta movimentou, nos últimos sete anos, quase R$ 30 bilhões. Os trabalhos da CPI avançam cada vez mais”, afirmou.

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O deputado também relacionou o episódio ao momento em que a comissão intensifica as investigações sobre a gestão da saúde pública estadual. Para ele, o fato da invasão ter ocorrido após a instalação da CPI levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos.

 “Nós estamos colocando o dedo em uma secretaria que foi malconduzida nos últimos sete anos, onde houve malversação de recursos públicos em quantidades gigantescas. Os trabalhos da CPI avançam e coisas impressionantes começam a acontecer. Queremos saber sobre a destruição destes materiais por hackers. Vamos pedir uma perícia técnica federal neste assunto. Destruíram acervo e arquivos importantíssimos, coincidentemente logo após a Assembleia Legislativa ter instalado sua comissão”, declarou.

A perícia técnica, segundo o parlamentar, seria feita para apurar as circunstâncias da invasão e avaliar a extensão dos prejuízos causados ao patrimônio documental e aos bancos de dados da Secretaria de Saúde. “Esse é um fato gravíssimo, pois depois de três meses somente agora veio a informação sobre essa invasão. Nós não vamos parar, não vamos nos intimidar com os obstáculos e com as pedras neste caminho. Não tem sido fácil e nós sabíamos que não seria. Não é fácil esse trabalho, mas nós vamos prosseguir”, completou.

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O deputado também voltou a criticar a condução administrativa da SES nos últimos anos. Segundo ele, apesar da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual, em maio de 2019, com o objetivo de reduzir pagamentos por indenização, a prática continuou sendo utilizada de forma recorrente. “Foi assinado um TAC para colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. Mas aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações e evita utilizar o instituto da dispensa de licitação”, comentou.

Operação Espelho –Dando continuidade aos trabalhos investigativos, a CPI da Saúde receberá, na tarde desta quarta-feira (3), às 14 horas, os delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan. Eles foram responsáveis pela condução da Operação Espelho deflagrada em 2021 para apurar supostas irregularidades envolvendo contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde.

 



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