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Coral do TJ faz primeira apresentação externa em evento no Tribunal Regional Eleitoral

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A manhã do dia 29 de junho de 2023 ficará marcada na memória dos 30 adultos e idosos que receberam seus certificados no curso de alfabetização do programa SoleTRE, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). E o Coral do Tribunal de Justiça fará parte dessa feliz lembrança, por ter abrilhantado a cerimônia de formatura, no auditório da Corte Eleitoral, em Cuiabá.
 
Foram três canções apresentadas em arranjos originais: Tiro ao Álvaro (Adoniran Barbosa/Osvaldo Molles), Ai que saudade d’ocê (Vital Farias) e Jesus Cristo (Roberto Carlos/Erasmo Carlos). Elas foram entoadas por 20 coralistas, regidos pelo maestro Carlos Taubaté. Esta foi a primeira apresentação do Coral fora de casa. “Pra gente é motivo de orgulho muito grande. O Coral ficou muito honrado, muito feliz com o convite”, destaca o maestro.
 
Taubaté afirma ainda que, em geral, um coral leva em torno de dois anos para se consolidar, mas, graças à dedicação dos servidores do TJMT que compõem o coral, os resultados já são reconhecidos com nove meses de trabalho. “Um coral amador é um trabalho muito moroso, muito artesanal, notinha por notinha. Então eles conseguirem com tanta celeridade é porque são muito dedicados, estão apaixonados pelo canto e a presença sempre intensa nos ensaios nos ajuda muito”, comenta.
 
Para a técnica judiciária Paula Perri, que atua no Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI) da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), participar do Coral faz com que seu local de trabalho seja também um espaço de socialização. “É muito estimulante! Eu, particularmente, sempre gostei do canto e ter esse incentivo dentro do serviço é muito bacana porque até ajuda no nosso trabalho, é um momento de descontração, de amizade, conheci muitas pessoas de outros setores. E agora essa questão de ir para outro órgão se apresentar está sendo muito bom!”, relata.
 
SoleTRE – O programa da Justiça Eleitoral de Mato Grosso tem como objetivo promover a inclusão social, despertar a cidadania e reduzir a quantidade de eleitores analfabetos no cadastro eleitoral. Criado em 2019, o SoleTRE está em sua quarta edição. Nas três primeiras, 83 eleitores foram alfabetizados. A turma atual começou as aulas no dia 7 de março de 2023 e, nesta quinta-feira (29), 30 pessoas concluíram o curso.
 
A cozinheira Rosângela de Figueiredo, 55, é uma das formandas. Ela conta que nunca frequentou a escola e, certo dia, recebeu a ligação de uma servidora do Tribunal Regional Eleitoral, que a convidou a participar das aulas de alfabetização. “Ela perguntou se eu tinha interesse em fazer o curso de alfabetização. Eu falei que queria porque nunca sentei numa sala de aula para aprender, só que eu não tinha a passagem. E eles arrumaram a passagem para eu estudar. Eu estou gostando, os professores são maravilhosos, muito pacientes, eu adoro todos eles! Hoje em dia eu já conheço as letras, já escrevo meu nome. Eu estou muito feliz!”, relata.
 
A presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, que foi professora no início de sua carreira, destaca a alegria em ver a cidadania desses indivíduos sendo renovada, graças à Educação. “Não só os alunos se emocionam, mas nós também nos emocionamos de ver essas pessoas, já com certa idade e com tanta dificuldade na vida, agora poder ler, assinar o nome. É muito importante. Eu me sinto muito emocionada e feliz em poder participar de um projeto dessa natureza. Com certeza nós vamos continuar porque eu, como professora no início da carreira, sei o quanto é importante a alfabetização”.
 
O juiz auxiliar da Corregedoria Eleitoral, Antônio Veloso Peleja Júnior, reforça que, com o programa SoleTRE, a Justiça eleitoral contribui para o fortalecimento da democracia. “É um programa extremamente gratificante! Nós pudemos ver adultos e idosos alfabetizados, que fazem parte efetivamente da cidadania, cumprindo um preceito democrático de igualdade. Eles vão poder ter acesso a novas oportunidades, saber as propostas dos candidatos, saber efetivamente em quem estão votando. É um trabalho que cumpre diretrizes da ONU, do Conselho Nacional de Justiça, mas vai muito além porque dá igualdade de oportunidade a pessoas que não tiveram essa oportunidade”, afirma.
 
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Plenário do Tribunal Regional Eleitoral lotado. No palco, o Coral do TJMT se apresenta. Os coralistas estão usando calças pretas e blusas em diferentes tons de azul. À frente deles, o regente todo de preto. No lado direito, há um banner com a arte do projeto SoleTRE, que reme te à uma lousa verde e as sílabas “so-le” escritas em letra cursiva com giz branco e a sílaba “TRE” em letras de fôrma maiúsculas na cor azul, em referência ao Tribunal Regional Eleitoral. Segunda imagem: Maestro Carlos Taubaté concede entrevista à TV.Jus, sorrindo. Ele é um homem branco, de cabelos grisalhos, usando camisa de manga comprida preta, óculos de grau e brincos de argola pequenos. Atrás dele, uma parede branca com os quadros dos ex-presidentes do TRE, banners do programa SoleTRE e uma mesa comprida coberta por uma toalha branca. Terceira imagem: A formanda no curso de alfabetização Rosângela de Figueiredo concede entrevista à TV.Jus. Ela é uma mulher negra, com cabelo preto, liso e preso. Usando camiseta preta com a estampa de uma urna eletrônica e os dizeres: “Programa Voto Consciente”.
 
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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