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Conselheiro Waldir Teis alerta para perda de autonomia de estados e municípios em painel sobre Reforma Tributária

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Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Conselheiro do TCE-MT Waldir Teis. Clique aqui para ampliar 

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Waldir Teis abordou a necessidade de uma reforma estrutural profunda no Brasil, em painel que debateu a Reforma Tributária no Encontro Mato-grossense de Municípios, nesta terça-feira (18). No último painel do dia, apontou que a mudança causará prejuízos ao centralizar recursos na União e, consequentemente, tirar a autonomia dos estados e municípios. 

Teis também demonstrou preocupação com a redistribuição de recursos e a constitucionalidade da Reforma Tributária. “Na minha opinião, esta reforma é inconstitucional, porque fere a estrutura do país”, afirmou. Neste contexto, avaliou que a norma fere a Constituição Federal. “Apesar de ser considerada cidadã, não garante a autonomia necessária para que estados e municípios possam gerir seus próprios recursos de maneira eficiente. Nossa Constituição é bonita no discurso. Mas quando não impõe obrigações, é bonita para quem quer viver de favor, para quem quer viver às custas do governo, daqueles que contribuem, daqueles poucos que trabalham”, acrescentou.   

Assim, sem uma mudança drástica na estrutura do país, apontou que será difícil que o Brasil avance. “Se nós temos a República Federativa do Brasil, nós não temos mais federação. Se tudo está concentrado, não adianta você ter autonomia para criar sua Constituição, se não pode ter autonomia para arrecadar e gerir os recursos necessários para estados e municípios. Que federação é essa?”, questionou. 

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo.

Mediando o debate, o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, questionou o impacto da mudança sobre as desigualdades entre municípios e sobre a arrecadação estadual. “Cuiabá perderia R$ 325 milhões e Várzea Grande ganharia um pouco na sua arrecadação. Somos um estado com muitas desigualdades, com municípios muito ricos e muitos municípios pobres. O que pode acontecer com o futuro de Mato Grosso? Essa é a discussão”, enfatizou. 

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Segundo o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, com a alteração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que será substituído pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), por exemplo, 85 municípios de Mato Grosso vão perder arrecadação. “Isso em função dessa alteração e da queda de arrecadação que o Estado vai ter pela mudança do critério da origem para, exclusivamente, o destino. Os municípios têm que se preparar, isso tem que entrar no planejamento do município do ponto de vista do seu equilíbrio e sustentação fiscal de médio e longo prazo.” 

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Consultor do Senado Ricardo Barros.

Por sua vez, o consultor do Senado Ricardo Barros ressaltou que a norma garantirá a suavização das perdas de arrecadação, especialmente porque terá uma transição longa. “Espera-se que tanto o crescimento econômico gerado pelo IBS, com a redução da litigiosidade, simplicidade, aumento da arrecadação própria para a maioria dos pequenos municípios e suavização das perdas de arrecadação, haja um crescimento, um novo cenário para os municípios e para os segmentos econômicos.” 

Já o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortolin, destacou que a reforma tributária pode acabar com a liberdade dos municípios de conceder incentivos fiscais para atrair empresas e fomentar a verticalização da agroindústria. “Analisamos os municípios que passam pela transformação das commodities para a verticalização da agroindústria e essa vai ser uma realidade extinta no estado daqui a alguns dias, porque a reforma tira a autonomia e a liberdade de podermos criar incentivos e atrair empresas e indústrias. É muito triste”, lamentou Bortolin, colocando a AMM à disposição dos prefeitos para lutar contra a pauta. 

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O Encontro  

 Promovido pelo TCE-MT e AMM, sob presidência do conselheiro Sérgio Ricardo e de Leonardo Bortolin, respectivamente, o Encontro Mato-grossense dos Municípios reúne mais de 1.500 gestores de todo o estado no Cenarium Rural, em Cuiabá. Ao longo de dois dias, autoridades e técnicos de diversas áreas abordaram temas como noções gerais de administração orçamentária e financeira, orçamento da saúde, descentralização ambiental e soluções para o desenvolvimento econômico regional.    

Além das mais de 30 palestras ministradas simultaneamente em três salas diferentes, há ainda reuniões com as bancadas federal e estadual, estandes com apresentação de produtos e serviços e atendimento especializado aos gestores municipais que é realizado por técnicos do TCE, AMM, Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Desenvolve MT, Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), entre outros.

Ao longo do primeiro dia houve ainda painéis sobre a execução do PAC e apoio municipalista, critérios e resultados do índice de participação dos municípios – IPM/ICMS – Lei 746/2022 e sobre Políticas Públicas, Panorama, Desafios e Oportunidades da Agricultura Familiar em Mato Grosso. Paralelamente foram ministradas as palestras “SICOOB como parceiro do Desenvolvimento no Mato Grosso” e “Desenvolvendo de projetos técnicos educacionais com impacto real no IDEB”, além de apresentação da Superintendência Regional da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), dentre outros.

Clique aqui e confira galeria de fotos do 1° dia do evento.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT 
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br

Fonte: TCE MT – MT

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Wilson Santos propõe nome de ex-governador para ponte ferroviária sobre o rio Vermelho

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 1.092/2025 para denominar a ponte ferroviária sobre o rio Vermelho, em Rondonópolis, como “Ponte Ferroviária Governador Carlos Gomes Bezerra”. A iniciativa reconhece a contribuição do ex-governador para o desenvolvimento de Mato Grosso, especialmente nas áreas de infraestrutura, saúde, agricultura, educação e transporte.

Ao justificar a proposta, o parlamentar destacou a trajetória política de Carlos Bezerra, nascido em Chapada dos Guimarães, e a sua atuação em defesa de trabalhadores rurais e de famílias que enfrentavam conflitos agrários pela posse da terra. “Essa é uma justa homenagem que este Parlamento faz a um filho de Chapada dos Guimarães, professor, advogado. Atuou em toda a região sul, sudeste e no Araguaia, defendendo os posseiros, os meeiros, aqueles que o Estado, infelizmente, não dava a devida cobertura”, relatou.

Carlos Bezerra iniciou a sua trajetória política na década de 1970 e ocupou diferentes cargos públicos, entre eles deputado estadual, deputado federal, prefeito de Rondonópolis, governador de Mato Grosso e senador da República. Para Wilson Santos, a sua passagem pelo governo estadual, entre 1987 e 1990, foi marcada por transformações importantes para a população mato-grossense. 

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“Ele também foi líder do movimento estadual de Cuiabá, foi deputado estadual em 1974, depois foi eleito federal em 1978, prefeito de Rondonópolis em 1982, governador em 1986 até 1990. Fez profundas transformações e melhorou muito a vida das pessoas”, ressaltou.

Entre as ações destacadas pelo deputado estão a descentralização dos serviços de saúde, com a construção dos primeiros hospitais regionais do Estado, a implantação de mecanismos de gestão democrática na rede pública de ensino e os investimentos em saneamento básico. “Foi o primeiro governador a tratar em saneamento básico, a fazer a primeira estação de esgoto e ainda é a maior de Cuiabá e, também, levou rede de esgoto para outras cidades”, declarou.

O parlamentar também lembrou as medidas adotadas por Bezerra para enfrentar os conflitos agrários em Mato Grosso. Segundo ele, a decisão de restringir a atuação policial nessas situações e priorizar a negociação contribuiu para reduzir a violência no campo. “Na área do campo, por meio de um decreto, proibiu a atuação da polícia no campo onde havia conflitos, trazendo para a mesa de negociação, para que a razão e a civilização resolvessem esses conflitos agrários de Mato Grosso. Diminuiu sobremaneira as mortes no campo de Mato Grosso”, lembrou.

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A ponte ferroviária sobre o rio Vermelho está situada em Rondonópolis, município estratégico para o escoamento da produção agrícola e para a integração logística de Mato Grosso com outros mercados. A proposta destaca que a infraestrutura ferroviária representa um dos símbolos do desenvolvimento econômico da região sul do Estado e a atribuição do nome de Carlos Gomes Bezerra busca associar essa estrutura à trajetória pública do ex-governador e à sua atuação política em favor do desenvolvimento regional.

Ao defender a homenagem, Wilson Santos ressaltou a importância de reconhecer publicamente a contribuição de lideranças que marcaram a história política estadual. “E, sem dúvida, foi um governador que deixou saudades em Mato Grosso. No próximo 4 de novembro, ele completará 85 anos. Eu tenho certeza que essa homenagem no Parlamento, onde começou a sua carreira política, é uma justa homenagem a um ex-membro titular da Casa, que fez uma das mais completas biografias na política mato-grossense. Agradeço aos colegas que depositam ao Carlos Bezerra esse voto de confiança”, concluiu Wilson Santos.



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