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Concurso de redação revela importância do estudo para ressocialização

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Aproximadamente 500 reeducandos da Penitenciária de Água Boa participaram de um concurso de redação promovido pela Promotoria de Justiça do município. Cada uma das 25 alas, com cerca de 20 presos cada, apresentou um texto para concorrer à premiação. Das cinco redações vencedoras, quatro foram elaboradas por alas onde existem estudantes regulares.

“Este resultado é a prova de que o estudo é um importante meio de ressocialização”, ressaltou o diretor da unidade, Gilberto Antônio de Oliveira. Em uma das redações vencedoras também foi destacada a importância da educação no processo de ressocialização do reeducando.

“Essa ressocialização é possível colocando em prática projetos educacionais regulares, cursos profissionalizantes e ações culturais em que o principal objetivo não seja apenas remições de penas, e sim capacitar o reeducando, reintegrando-o à sociedade, preparado e com reais condições de seguir sua vida com dignidade e oportunidade”, diz um trecho da redação elaborada pela Ala Laranja 3.

O promotor de Justiça e coordenador adjunto do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, Roberto Arroio Farinazzo Junior, responsável pela iniciativa, destacou a importância da ressocialização. “A principal função da pena é a prevenção de novos crimes e ela ocorre de duas formas: pela punição, que é o pressuposto básico da pena, e pela ressocialização, que é possível por meio do trabalho e pelos estudos. É através do estudo que o reeducando tem condições de formar senso crítico e exercer a criatividade”.

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Crédito da Foto – Agência Brasil/Imagem Ilustrativa

Fonte: Ministério Público MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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