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Conciliação promove diálogo e pacificação social de forma efetiva

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A conciliação oferece uma forma eficaz e ativa para a resolução de conflitos, além de promover as práticas dos métodos autocompositivos para resolver diversas questões. Foi o que ocorreu no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Primavera do Leste (a 321 km ao sul de Cuiabá), onde um divórcio foi finalizado de forma rápida e em três meses, sem burocracia.
 
Antes da audiência de conciliação, a tentativa para concretizar o divórcio teve início em 2020, mas somente pelo Cejusc o casal alcançou o objetivo, de forma mais ágil.
 
Nathany Francine Lopes Nunes conta que ela e o ex-marido já estavam de acordo com a separação e a audiência de conciliação ajudou oficializar. Ela, que nunca havia participado de uma experiência como esta no Judiciário, aprovou a iniciativa. “Foi muito bom, a conciliadora explicou tudo e pra gente foi rápido e sem burocracia.”
 
Henrique Mateus de Souza também saiu satisfeito da audiência de conciliação. “Achei muito prático e rápido. Uma forma de resolver as coisas da melhor maneira para ambas as partes.”
 
Essas opiniões mostram os resultados efetivos promovidos com a conciliação. A conciliadora Carla Daniela Isbrecht, que conduziu a audiência, diz que é comum as partes procurarem o Cejusc com várias ações em trâmite, especialmente aquelas relacionadas a direito de família, que envolve guarda, pensão alimentícia.
 
“Na audiência de conciliação consegue-se resolver praticamente todas as situações se as partes estiverem de acordo. Acredito que a principal importância das audiências é a facilidade que os envolvidos têm em ter o acesso ao Judiciário por conta da desburocratização e está sendo feito tudo de forma on-line. Não precisam sair de casa, só estarem dispostos a resolver a situação amigavelmente. A rapidez e o custo, tudo isso auxilia as partes”, afirma.
 
Para Carla Isbrecht, a Campanha Estadual de Conciliação, realizada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso é importante para levar o conhecimento às pessoas. “Nosso país tem a cultura de judicializar tudo. Muitas pessoas não conhecem o Cejusc e a possibilidade de autocomposição, em que elas mesmas podem resolver o conflito e o acordo ser homologado pelo juiz.”
 
Este é um caso que demonstra a importância da busca pelo diálogo e a Campanha Estadual da Conciliação visa expandir essa cultura, conforme explicou a juíza Cristiane Padim da Silva, coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e Cidadania (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
 
“A campanha estadual pela conciliação traz justamente a ideia de que o diálogo construtivo, que a construção dessa solução é mais fácil, rápida e on-line o que não encontra nenhuma barreira geográfica. É possível participar de uma sessão de audiência de conciliação e mediação de qualquer lugar do mundo. E com isso encontrarmos maior efetividade e celeridade nos casos em que a matéria discutida é negociável.”
 
Pode-se ter acesso à conciliação antes ou depois de ingressar com uma ação na Justiça. Basta procurar o Cejusc mais próximo ou acessar o site do Nupemec e ali manifestar o interesse pelo diálogo por meio de uma audiência de conciliação.
 
Várias situações podem ser resolvidas por meio de acordo: pensão alimentícia; guarda dos filhos; divórcio; partilha de bens; acidentes de trânsito; dívidas em bancos; danos materiais e morais; questões que envolvam comércio, relação de consumo, vizinhança e outras que dizem respeito aos interesses disponíveis ou indisponíveis transacionáveis.
 
 
 
Leia nos links abaixo mais matérias sobre a campanha.
 
 
 
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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