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Comissão do Tribunal define fluxo de internações encaminhadas pelo Juizado Criminal da Capital

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A Comissão Especial sobre Drogas Ilícitas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), coordenada pelo desembargador Mario Kono, definiu procedimentos e fluxo de atendimento a pessoas com doenças mentais que são encaminhadas pelo Juizado Especial Criminal Unificado da Capital (Jecrim). A definição ocorreu após reuniões com membros do Judiciário, Prefeitura de Cuiabá e Governo do Estado que discutiram sobre o assunto.
 
Ficou estabelecido que as internações abrangendo tanto encaminhamentos do Jecrim quanto as audiências de custódia devem ser acompanhadas, incialmente, por um oficial de Justiça que irá conduzir o autor até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Verdão, onde passarão por exames laboratoriais e de imagem.
 
Após passar pelo atendimento inicial, o autor será internado na Unidade II do Centro de Assistência Psicossocial Adauto Botelho onde deve permanecer em uma sala de triagem aguardando a liberação dos exames, podendo estar acompanhado de familiares.
 
A internação na unidade especializada irá ocorrer somente após o resultado dos exames. Casos em que o autor tenha histórico ou relatos de sofrimento psíquico e estiver em crise, deverá permanecer na UPA até que se reestabeleça.
 
Se o caso ocorrer no final de semana ou feriado, o magistrado ou magistrada que estiver no plantão irá priorizar o encaminhamento do autor.
 
Além do coordenador da Comissão, desembargador Mario Kono, assinaram das definições as juízas Cristiane Padim, Maria Rosi de Meira Borba, diretor do CIAPS Paulo Henrique de Almeida, a diretora técnica do CIAPS, Luciana Stella Sarmento Pinheiro de Almeida, assistente social do Jecrim Gilda Guedes, secretária adjunta da SMS, Ádila Teresinha de Andrade, coordenador da assistência geral da SMS Wille Calazans, coordenadora técnica da saúde mental, Darci Silva Carvalho Bezerra, responsável técnica da saúde mental na atenção básica, Sandra Pinto de Moraes, assistente social da SMS, Tania Maria do Espírito Santo, coordenadora do Lacen, Amália Toledo, assistentes sociais do GMF Adriana Antônia Martins Freitas e Damaris Caminotto, assistentes sociais da audiência de custódia da Capital, Marilena Rudy e Rosângela Grace Fortes Souza Neves e a secretária da Comissão Vanessa Sabrina Pegorini Garcia.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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