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Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio fomenta diálogo sobre o tema no Judiciário

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A Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso continua a fomentar a conscientização sobre o tema no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
Ainda no mês de julho (nos dias 20,21 e 22), a Comissão ofertará uma capacitação direcionada aos magistrados, magistradas, servidores e servidoras do Judiciário Estadual, com a participação de desembargadores(as), servidores(as) da Justiça de Mato Grosso e de professores doutores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
 
O evento será realizado em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), Comissão de Acessibilidade e Inclusão, Comissão de Equidade e Comitê de Saúde do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
 
A presidente da Comissão no Segundo Grau de Jurisdição, desembargadora Maria Erotides Kneip, ressalta que o trabalho do grupo é permanente e que é preciso delimitar o que de fato configura o assédio, em suas mais diversas formas, assim como a discriminação.
 
“Vamos construir os contornos da conceituação das condutas que permeiam o tema. Não podemos tolerar qualquer tipo de violência psicológica na Casa da Justiça. A capacitação que iremos promover na próxima semana aos magistrados, magistradas, servidores e servidoras caminha exatamente nesse sentido.”
 
“Muitas das vezes a vítima não entende o ocorrido como assédio ou discriminação, apesar da gravidade da situação. E mais, as formas de assédio e suas práticas podem estar conectadas. O assédio sexual, por exemplo, pode se transformar também em assédio moral, ou vice-versa” afirma a desembargadora.
 
A presidente da Comissão também destaca que as experiências observadas são de forma horizontal, entre pessoas com o mesmo nível hierárquico. “Esperávamos que os casos do tema fossem verticais, pela relação de poder existente, mas não foi essa a realidade que encontramos. As manifestações, na maioria das vezes, ocorrem na perspectiva horizontal.”
 
Ações
 
A Comissão neste ano percorreu várias comarcas do Estado durante a Semana de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso e agora promove a capacitação para que todas as esferas da Justiça estejam conscientes sobre a importância do assunto.
 
Perspectivas da Comissão
 
A desembargadora espera que os casos de assédio ou discriminação no âmbito do Poder Judiciário deixem de existir e que a Comissão em breve torne-se uma ferramenta apenas de prevenção. “É preciso entender que somos ‘uno’, a prevenção ou o enfrentamento ao tema depende de todos nós. Por isso, precisamos deixar uma importante mensagem: queremos construir um Poder Judiciário no qual a Justiça comece em casa, no tratamento respeitoso entre aqueles que a ele pertençam, sem admitir nenhuma forma de assédio.”
 
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Imagem 1: Fotomontagem colorida com um homem branco, de cabelos grisalhos, vestindo terno, apontando a caneta e gritando em direção à outra pessoa, que está de costas, sem identificação. Na arte está escrito, em caracteres brancos, a seguinte frase: ‘Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação no Âmbito do Poder Judiciário’. Abaixo está a marca do Poder Judiciário de Mato Grosso, na cor branca. Imagem 2: Fotografia colorida da Presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Desembargadora Maria Erotides Kneip.
 
Marco Cappelletti
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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