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Comarcas realizam audiência de Pauta Concentrada para reavaliar casos de acolhidos em Mato Grosso

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Cerca de 100 processos de crianças e adolescentes acolhidas em Casas Lares de Cuiabá, Lucas do Rio Verde e Primavera do Leste foram minuciosamente analisados em Pauta Concentrada no mês de junho. O intuito é identificar a possibilidade de reintegração familiar ou, em último caso, fazer o encaminhamento do processo para adoção. A medida é uma orientação da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ) e atende exigência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
 
 
Nesses encontros, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, advogados constituídos pelas partes processuais, coordenadoria e equipe técnica das instituições de acolhimento, profissionais que realizam atendimento psicoterapêutico com os menores acolhidos, agentes da infância e juventude se reúnem e discutem o futuro dos acolhidos.
 
 
A juíza Gleide Bispo dos Santos, da 1ª Vara de Infância e Juventude da Comarca de Capital, analisou 73 processos em audiências de Pauta Concentrada entre os dias 12 e 15 de junho, com participação de representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Secretarias municipais de Educação e de Saúde, além de coordenadores dos conselhos tutelares da Capital.
 
 
“As audiências concentradas são realizadas a cada três meses, aqui em Cuiabá são realizadas nas Casas Lares, oportunidade em que conversamos com cada criança e cada adolescente acolhido, ouvimos seus anseios, assim como passamos a situação do processo. É um momento importante até para estreitar os laços com as crianças, sendo que toda a Rede de Proteção se faz presente, facilitando assim os atendimentos e providências necessários visando a agilização dos processos”, avaliou a magistrada.
 
 
A magistrada Cristhiane Trombini Puia Baggio, da 2ª Vara Cível de Lucas do Rio Verde que tem a atribuição dos casos de Infância e Juventude, concentrou as seis pautas nos dias 13 e 14 de junho, todas as crianças foram mantidas em acolhimento institucional e acompanhamento psicossocial da família.
 
 
A juíza Lidiane de Almeida Anastácio Pampado, da 1ª Vara Cível, responsável pela Infância e Juventude de Primavera, promoveu as audiências de Pauta Concentrada nos dias 20 e 21 de junho, analisando 17 casos de sua responsabilidade, destes 10 crianças e adolescentes acolhidos no município puderam retornar para a casa dos responsáveis legais. Interessados na guarda de sete menores que permaneceram acolhidos foram ouvidos e três crianças e adolescentes encontraram-se em reintegração gradativa à família.
 
 
“Em audiência é realizada a oitiva dos interessados na guarda, o que possibilita se ter uma sensibilidade da intenção do pretenso guardião. Com a possibilidade de utilização dos meios tecnológicos temos conseguido realizar as audiências de forma híbrida, de modo que temos a possibilidade de ouvir interessados na guarda, ainda que residentes em comarcas mais distantes da nossa, ou mesmo em outros estados e federação”, disse a magistrada ao enfatizar a utilização de meios tecnológicos.
 
 
A cada três meses magistrados das Varas da Infância e Juventude do Estado de Mato Grosso promovem a reavaliação nos processos que tratam de crianças e adolescentes inseridos em programa de acolhimento familiar ou institucional. A determinação consta Provimento n. 118, de 29 de junho de 2021 e é incentivada pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira.
 
 
 
Esforço – Desde o mês de maio houve esforço dos magistrados para analisar casos de acolhidos. As atividades foram realizadas em Sorriso, Sinop, Colniza, Marcelândia, Sapezal, Juína, Pontes e Lacerda, Alta Floresta, Guarantã do Norte, Alto Taquari, Arenápolis e Nova Canaã do Norte.
 
 
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: Print de tela da audiência por videoconferência da pauta concentrada em Primavera do Leste.
 
 
 
Alcione dos Anjos
Assessoria de imprensa CGJ/TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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