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Ciosp recebeu 114 chamadas por conta de temporais em Cuiabá e Várzea Grande

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O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), registrou 114 chamados relacionados às fortes chuvas que atingiram Cuiabá e Várzea Grande, entre a tarde de terça-feira (8.4) e a manhã desta quarta-feira (9.4).

Do total de ocorrências, 51 foram referentes à queda de árvores, 45 a alagamentos, sete a desabamentos, cinco a acidentes de trânsito com vítima, três a risco de queda de árvore e duas a queda de fio energizado.

Os chamados são recebidos pelo Ciosp e despachados para a instituição responsável para dar o atendimento devido e acompanhar a ocorrência.

Na região central, as câmeras do programa Vigia Mais MT auxiliaram no monitoramento de pontos críticos afetados pelos alagamentos, conforme explica o superintendente do Ciosp, tenente-coronel Wangles dos Santos Lino.

“Os operadores do Ciosp conseguiam acompanhar algumas áreas afetadas em tempo real por meio das câmeras de segurança e dar suporte às equipes em campo. Quando uma situação era captada pelas câmeras, como a queda de uma árvore, já sabíamos para onde direcionar o atendimento. Com os alagamentos, também conseguimos identificar vias intransitáveis e orientar as equipes para chegarem ao local com mais agilidade”, explicou o coordenador.

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Em uma ocorrência, policiais militares do 3º Batalhão resgataram uma idosa no bairro Renascer, em Cuiabá. No endereço informado, os policiais encontraram as ruas alagadas e a senhora dentro da casa, coberta pelas águas, sendo que sua neta já havia sido retirada do imóvel com a ajuda de vizinhos. Os policiais militares realizaram uma força-tarefa e conseguiram retirar a idosa da casa, sem riscos.

No mesmo momento, o Ciosp repassou novo chamado sobre mais uma idosa que estava sozinha em uma casa alagada, desta vez no bairro Pedregal. No local, uma forte correnteza dificultou o resgate, mas a vítima conseguiu sair a salvo de casa com a ajuda da PM.

Em outro atendimento, três pessoas da mesma família ficaram presas dentro de um veículo após a inundação da avenida Tenente Coronel Duarte, no bairro Porto. Para realizar o resgate, o Corpo de Bombeiros precisou utilizar um barco.

Em outra situação, moradores de uma kitnet no bairro Dom Aquino foram surpreendidos pela água, que invadiu o imóvel e atingiu mais de um metro de altura. O Corpo de Bombeiros também atuou na ocorrência e retirou as vítimas.

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Apesar do grande número de ocorrências, não houve registro de feridos.

O Corpo de Bombeiros reforça a importância de redobrar os cuidados durante o período chuvoso. A população deve evitar transitar por áreas alagadas, não tentar atravessar enxurradas e manter distância de árvores e estruturas metálicas durante fortes chuvas. Em situações de emergência, o CBMMT orienta que o telefone 193 seja acionado imediatamente.

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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