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Casal se divorcia após 17 anos separados e menino faz CPF em ação do Ribeirinho Cidadão

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Uma relação que durou apenas 3 meses manteve Simone Correa da Costa e Wanderlei da Silva como casados por mais de 17 anos, mesmo separados esse tempo todo. Acontece que conseguir o divórcio, mesmo consensual, para o ex-casal que reside em comunidades ribeirinhas no Pantanal de Mato Grosso não era nada simples. Foi graças ao Ribeirinho Cidadão, projeto do Poder Judiciário de Mato Grosso e Defensoria Pública, que eles conseguiram resolver a situação.
 
Simone relata que procurou a equipe do Ribeirinho em Mimoso, na última sexta-feira (6). Em 2005, ela e Wanderlei se casaram, mas a relação durou 3 meses até que decidiram separar.
 
“Nesses 17 anos, senti muita dificuldade com algumas coisas esses anos porque tem meus documentos que eu preciso refazer e sem o divórcio não conseguia. Mas agora eu vim aqui. Ele mora em Barão de Melgaço e eu em Capoeirinha, aí eu liguei para o irmão dele que ajudou a trazer ele para cá”, conta Simone.
 
Ela lembra que chegou a ter outro relacionamento, “só que não deu nada certo com esse outro, mas agora eu estou sozinha e prefiro ficar solteira, é como eu quero estar, solteira é muito melhor”, disse em tom de brincadeira.
 
Wanderlei explica a que a demora de quase duas décadas para resolver a situação foi por causa de desencontros, pois ambos tomaram rumos diferentes.
 
“Eu sempre estou trabalhando em fazenda, nunca paro e meu irmão que me ligou para falar que ia ter o Ribeirinho aqui e a gente ia poder resolver e ficar todo mundo livre. É muito boa essa ação para todo mundo e a gente fica muito agradecido. É a primeira vez que venho e estou sendo bem atendido”, destacou.
 
A assessora de Gabinete do juiz-coordenador da Justiça Comunitária José Antônio Bezerra, Juliana de Paula, explica que a tramitação de um divórcio pode demorar mais de 6 meses, mas no Ribeirinho foi muito rápido, porque reuniu Judiciário e Defensoria Pública no local.
 
“No caso do divórcio consensual, com o casal presente, formalizamos um acordo. Quando não há bens ou filhos o acordo já é homologado pelo juiz no ato. Todos assinaram certinho, já haviam manifestado a intenção do divórcio na presença do juiz. Quando isso é feito fora do projeto, mesmo sendo da mesma forma, consensual, eles precisam ir até a Defensoria, pegar senha, registrar o pedido, a Defensoria peticiona e protocola, distribui a ação para as varas e daí que o juiz vai analisar. Aqui já fizemos tudo isso e vai apenas à comarca responsável que vai emitir a averbação para o cartório onde eles casaram”, explica.
 
A assessora da Defensoria, Jessica Razuk Sandim Bacargi, também participou da solução de alguns casos e ela conta que “a Defensoria faz a petição aqui mesmo e encaminha ao juiz. Como é consensual e não tem filhos, eles já saem daqui praticamente divorciados. É sempre um trabalho em conjunto da Defensoria e da Justiça Comunitária que possibilita esse tipo de agilidade ao cidadão”.
 
Além de desses serviços, vários outros são oferecidos à população durante o projeto que esteve em expedição entre os dias 25 de abril a 8 de maio. Entre os 28 parceiros do Ribeirinho, a Receita Federal esteve presente e o analista previdenciário Gonçalo Vasconcelos Duarte fez inscrições e emissões de CPF, tirou segunda via, alteração e cancelamento de registro. “Isso do cancelamento ocorre quando tem alguma duplicidade ou erros no cadastro, os mais comuns são relacionados a data de nascimento e nome da mãe”, destaca.
 
Entre as pessoas procuraram os serviços da Receita esteve Gevane de Souza, mãe do menino Deivid Willy Gonçalves de Souza, de 9 anos, ambos moram em Mimoso. Ela já conhecia o projeto e queria fazer o CPF do filho desde que o levou para tomar a vacina contra Covid-19 e foi exigido o CPF. Ela acabou conseguindo vacinar o menino, mas esperava para fazer logo o documento.
 
“Já vim em outros anos no Ribeirinho e fiz o título e a segunda via do RG, mas dessa vez vim fazer o CPF do meu filho. Eu acho ótimo esse tipo de ação. Minha cunhada mesmo estava esperando a oportunidade de vir para cá fazer o RG que ela perdeu e aí já conseguiu”, disse.
 
Além do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso e da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, participam do Ribeirinho Cidadão, a Secretária de Estado de Trabalho e Assistência Social, a Secretária de Estado de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Casa Civil, Proteção e Defesa Civil – Mato Grosso, Secretaria de Estado de Segurança Pública, POLITEC – Perícia Oficial e Identificação Técnica, Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, Regimento de Policiamento Montado da Polícia Militar, Grupo Especial da Fronteira – GEFRON – PMMT, Batalhão de Operações Policiais Especiais – BOPE, Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental – PMMT, Corpo Musica da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, Centro Integrado de Operações Aéreas – CIOPAER, Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, Receita Federal, Juizado Volante Ambiental – JUVAM, Ministério Público do Estado de Mato Grosso Tribunal Regional do Trabalho – 23ª Região, Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, SESC Pantanal, Energisa, Cartório do 2º Ofício de Santo Antônio de Leverger, Cartório de Registro das Pessoas Naturais e Tabelionato de Notas de Barão do Melgaço, Consórcio Regional de Saúde – Saúde Sul Mato Grosso, Marinha do Brasil e NUPEMEC – Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos.
 
Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência.
Imagem 1: fotografia mostrando as pessoas sentadas e receendo atedimento do Judiciário e da Defensoria Pública.
Imagem 2: fotografia mostrando Gevane e o filho sendo atendidos pelos profissionais da Receita Federal.
 
Nos links a seguir você lê outras matérias do Ribeirinho Cidadão:
 

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Andhressa Barboza/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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Ordem Pública e Procon oferecem atendimento no Centro Integrado de Atendimento ao Contribuinte

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A Prefeitura de Cuiabá ampliou o acesso aos serviços públicos com a disponibilização de guichês de atendimento da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp) e do Procon Municipal na nova sede do Centro Integrado de Atendimento ao Contribuinte (CIAC), instalada em frente ao Palácio Alencastro, na região central da capital.

A iniciativa tem como objetivo descentralizar os atendimentos presenciais facilitando o acesso da população aos serviços municipais. Com a nova estrutura, os cidadãos passam a contar com mais um ponto de atendimento além das sedes já existentes dos órgãos.

No espaço destinado ao Procon Municipal, os consumidores podem receber orientações sobre seus direitos, registrar reclamações, consultar o andamento de processos, obter retorno de demandas já protocoladas e realizar o agendamento de audiências de conciliação.

Já os serviços da Secretaria de Ordem Pública, antes concentrados na sede da pasta, localizada na Avenida Érico Preza, nº 1.101, no bairro Jardim Itália, dentro do Parque Tia Nair, também passam a ser oferecidos no CIAC. A medida beneficia principalmente moradores e trabalhadores da região central, que terão acesso facilitado aos protocolos e processos administrativos da secretaria.

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Entre os serviços disponíveis estão pedidos de devolução de materiais apreendidos, juntada de documentos, solicitação de cópias de processos, emissão e renovação de Termo de Permissão de Uso (TPU), solicitação de licença especial de eventos, solicitação de autorização de poda de árvore, apresentação de defesa administrativa, cumprimento e contestação de notificações, além de pedidos de desembargo de obras, desinterdição e levantamento de suspensão ou redução de atividades.

Durante o atendimento no CIAC, o cidadão receberá orientações sobre a documentação necessária para o serviço solicitado. Quando o atendimento for realizado por terceiros, será obrigatória a apresentação de procuração assinada pelo interessado, acompanhada de cópia do documento de identificação do procurador.

Além do atendimento presencial, o cidadão pode utilizar o sistema Web Denúncias, disponível no Portal SORP, no endereço https://sorp.cuiaba.mt.gov.br, para comunicar situações que demandem a atuação da fiscalização. Para denúncias de poluição sonora, também está disponível o Disque-Silêncio pelo telefone (65) 99341-3000. O atendimento em regime de plantão ocorre às sextas-feiras e aos sábados, a partir das 22h, e aos domingos, a partir das 19h.

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