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CAOs da Violência Doméstica e da Educação elaboram roteiro de atuação

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Com o objetivo de fornecer apoio e orientação jurídica aos órgãos de execução do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, os Centros de Apoio Operacional (CAOs) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Gênero Feminino e de Educação elaboraram um roteiro de atuação sobre a Lei nº 14.164/2021, que inclui a prevenção da violência contra a mulher como tema transversal nos currículos da educação básica. A nova normativa, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, também instituiu a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher, que deverá ser realizada anualmente no mês de março, em todas as instituições públicas e privadas de ensino da educação básica.

O roteiro de atuação foi enviado por e-mail para todos os integrantes da instituição e também está disponível para download no Portal do CAO. O documento prevê quatro passos: instauração de procedimento para fiscalizar e acompanhar o cumprimento da Lei nº 14.164/2021; intervenções iniciais como agendamento de reunião ministerial com representantes do município visando esclarecimentos sobre inclusão dos conteúdos, produção e distribuição de material didático e realização da Semana Escolar; expedição de recomendações a partir da situação concreta identificada no município; e acompanhamento das ações recomendadas ao município.

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“A escola é um lugar que proporciona a socialização e a formação dos estudantes, com debates e reflexões acerca de várias temáticas. Discutir nesse ambiente a Lei Maria da Penha proporcionará debates sobre questões históricas e culturais relacionadas à violência doméstica e às suas formas de enfrentamento, a fim de conscientizar crianças e adolescentes, educadores e os pais quanto à necessidade de prevenção e repressão a toda forma de discriminação contra a mulher, trabalhando, ao mesmo tempo, a formação de cidadãos com potencial transformador da realidade social”, consta no documento.

Conforme as equipes dos CAOs, a educação tem um papel fundamental no combate e prevenção à violência doméstica, ou seja, “é peça-chave para a prevenção da violência contra a mulher, fazendo com que estudantes e educadores contribuam com o fortalecimento e o desenvolvimento de medidas capazes de proporcionar transformações estruturais no âmbito social a respeito da igualdade de gênero e respeito às mulheres”. O material foi elaborado pelos promotores de Justiça Gileade Pereira Souza Maia, Elisamara Sigles Vodonós Portela, Miguel Slhessarenko Junior e Patrícia Eleutério Campos Dower, pelas assistentes ministeriais Natacha de Souza Ayesh e Carin Luciane de Azevedo, e pela auxiliar ministerial Juliana Aiko Yoshimura de Vasconcellos.

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Foto: Tânia Rego | Agência Brasil.

Fonte: MP MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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