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Audiência pública conduz troca de experiências e avança para melhora do Registro Civil de nascimento

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“Os desafios para superação do Registro Civil de nascimento tardio e acesso à documentação básica” foi o tema do Eixo II da Audiência Pública presencial: “O Sub-Registro Civil de Nascimento e a Invisibilidade Social como Cidadão”. Evento realizado de forma hibrida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, via Corregedoria-Geral da Justiça nesta sexta-feira (10/6). A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas, a vice-presidente, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro e o corregedor-geral, desembargador José Zuquim Nogueira participaram do evento. Liderada pelo juiz auxiliar da CGJ, Eduardo Calmon de Almeida Cézar, a equipe produziu um relatório com apontamentos produzidos ao longo do encontro. Novas ações devem ser realizadas e enfatizadas para a erradicação do sub-registro.   
 
A palestrante do Eixo II foi a secretária adjunta de Cidadania da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso (Setasc), Rosineide Porcinato. Ela abordou o tema: Programa “Ser” Cidadão Indígena. Destacou um evento realizado pela Secretaria. Várias ações de cidadania e de assistência social na aldeia indígena Halataikwa, da etnia Enawenê-nawê, localizada entre os municípios de Juína, Comodoro e Sapezal, na região noroeste de Mato Grosso. Além de ações de saúde com atendimentos médicos, curso de brigada contra incêndio, entre diversas outras ações, 467 primeiras vias do Registro Geral foram emitidas na oportunidade. “É uma de nossas preocupações este tipo de atendimento. Os índios também necessitam deste apoio que envolve cidadania. Eles não tinham acesso algum aos programas de assistência social. Com o registro, passam a ter”, destacou a secretária adjunta que ainda indicou que Mato Grosso tem 36 etnias e cerca de 250 mil índios, mas que ainda não há informações sobre a quantidade que necessita ser registrada.   
 
A defensora pública, Cleide Regina Ribeiro Nascimento falou sobre a importância da atuação da Defensoria Pública para o acesso à documentação básica. “Foram divulgados dados nacionais que apontam que cerca de 10 milhões de brasileiro vivem com menos de R$ 2 por dia. Esse público precisa da Defensoria. Se eles vivem com esse valor, que nem dá pra se alimentar, como eles vão registrar os filhos no cartório? É impossível, embora o registro seja simples e de graça. Basta ir até um cartório, mas como essa população fará isso? O combate à falta do registro civil de nascimento deve ser exercido por todos os entes, por isso esta audiência é tão importante”, considerou a defensora que ressaltou a parceria com cartórios.  
 
Na sequência a palestrante foi indagada pelo interlocutor do evento, o juiz auxiliar da Corregedoria, Eduardo Calmon de Almeida Cézar. Ele elogiou a defensora pelos serviços prestados e repassou uma das perguntas realizadas pelos mais de 400 participantes, no presencial, na Plataforma Teams e pelo Youtube. “Quais a dificuldades enfrentadas pelos Povos Indígenas para efetivar o registro?”, disse o juiz. A defensora respondeu: “são inúmeras. Há uma preocupação em não tirá-los da rotina, em preservar seus costumes, mas dando-lhes cidadania. Poderíamos levar a todos em um ônibus? Sim, mas não seria indicado. Tivemos que fazer um acampamento ao lado da aldeia deles”, informou a defensora se referindo a uma das ações realizadas.   
 
As perguntas continuaram sendo respondidas. O evento propiciou a elucidação e ampliação do debate, além do conhecimento de situações ocorridas em várias partes do Brasil. “Antes de assumir o cartório aqui em Mato Grosso, fui cartorária na Bahia. O que percebemos é que antes os registros eram cobrados. Registros de nascimento e óbito são gratuitos. O problema da informação é muito grave no Brasil. Nós como o Ofício da Cidadania temos nos esforçado muito para conseguirmos fazer chegar esta informação à população. Teve uma situação bastante interessante. Houve um acidente, várias pessoas morreram, mas algumas não tinham registro de nascimento, como faríamos o registro de óbito?”, revelou a titular do Cartório do Distrito da Guia, Ana Maria Calix Moreno. As participantes ainda responderam perguntas de magistrados, estudantes e cartorários.   
 
A diretora de Tecnologia da Associação dos Notários e Registradores do Estado de Mato Grosso (Anoreg), Maria Aparecida Bianchin falou sobre a atuação dos Cartórios Extrajudiciais no acesso às Políticas Públicas a partir da erradicação dos sub-registro de nascimento e a documentação básica. “Realizamos uma campanha no Estado e descobrimos que temos uma questão cultural. Pais, avós, tataravós, não registravam. Temos que treinar mais e participar ainda mais das melhorias necessárias. Deve ser uma luta de todos nós”, considerou Bianchin.   
 
O juiz Eduardo Calmon demonstrou algumas ações da Corregedoria-Geral da Justiça no biênio relacionadas ao tema. “Temos diversas atribuições, coube a mim o extrajudicial, e uma das atuações necessárias é a do sub-registro. Logo que o desembargador Zuquim assumiu a Corregedoria ele determinou diversas ações neste âmbito. Já realizamos 37 parcerias com unidades de saúde dos municípios. O sistema interligado entre maternidades e as serventias de registro civil permite que os recém nascidos recebam alta hospitalar, já com a certidão de nascimento. Hoje temos mais serventias extrajudiciais espalhadas no Estado do que unidades judiciárias, com a parceria, estamos ampliando os serviços à população. Recentemente os cartórios começaram a emitir o RG e logo emitirão a carteira de habilitação, passaporte e demais documentos”, disse o juiz.   
 
Na sequência os debates foram abertos. A diretora da Anoreg passou a responder indagações.
 
“Temos visto todo o empenho da nossa Corregedoria nesta questão e gostaria de agradecer por isto. Ressalto que o Registro Civil é a documentação básica para outros documentos. A partir dele a pessoa passa a ser visível. Nossa categoria agradece muito a sensibilidade da Corregedoria”.   
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.  
Descrição das imagens:  
Foto 1 – horizontal colorida. As duas palestrantes do Eixo II. À esquerda, com o microfone, a secretária. À direita a defensora pública.  
Foto 2 – horizontal-colorida. A representante da Anoreg discursa no púlpito durante debates do Eixo III. Ela usa óculos vermelho e fala ao microfone. Ao fundo as bandeiras do Brasil e do Judiciário. No canto inferior esquerdo há um interprete em libras.  
Foto 3 – horizontal-colorida. O juiz Calmon usa terno azul escuto e gravata. Ele fala durante a audiência, usando um microfone.
  
Neste link você tem acesso a mais informações.  
 
Ranniery Queiroz  
Assessor de imprensa CGJ

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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